PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOLOGIA POSITIVA

Um convite feito há algum tempo para eu assistir a uma palestra, sessão ou exposição sobre “Psicologia Positiva”, que fez rir muita gente, e a recente morte, por suicídio, do comediante americano Robin Williams,Imagina-B fez desencadear em mim durante a minha sessão de imaginação orientada a necessidade de falar um pouco sobre aquilo que se diz e se faz em relação à psicologia positiva.

Quem me convidou, disse-me que era muito semelhante ao que eu praticava com a “Terapia do Equilíbrio Afectivo” e a “Imaginação Orientada” porque tratava de pensamentos e acções positivas.
Porém, tendo assistido, de facto, durante três horas a uma demonstração quase teatral da exposição e acções de abraçar, mostrar afecto, etc., além duma longa exposição teórica da qual não entendi quase nada, fiquei convencido de que os três autores da exposição, entre os quais pelo menos dois psicólogos, aconselhavam a mostrar afecto ou boa disposição, sem se preocuparem, que o próprio estivesse a «sentir» isso.

Nesta ordem das ideias por eles expostas, o actor Robin Williams deveria estar mais do que imune a Psicologia-Bpensamentos negativos, já que passava a vida a fazer rir os outros com todas as suas representações no palco. E todos nos rimos imenso com as suas representações! Nestas condições, qual a razão de estar constantemente internado em clínicas de reabilitação? Ele estava a praticar tudo aquilo que os autores da palestra mais valorizavam.

Por acaso, não tive paciência nem pachorra para ir pesquisar aquilo que Martin Seligman defendeu em 1991 na sua “Psicologia Positiva”, porque, em 1980, eu já tinha enviado, uma cópia da minha tese sobre a “Terapia do Equilíbrio Afectivo”, para a American Psychological Association, de que ele foi Presidente.

Por isso, ficam aqui algumas perguntas:
− Por acaso, na minha metodologia e prática clínica, proponho que a pessoa apenas mostre ou demonstre Interacção-B30afectos positivos?
− De que maneira?
− Sentindo isso ou representando?
− Ou será que eu proponho que cada um vá praticando até conseguir «desencadear» em si os «seus» afectos, emoções e recordações agradáveis para si, embora possam não parecer ou ser agradáveis para os outros?

Provavelmente, tudo aquilo que Robin Williams fazia era «representar» a muito custo todas esses afectos, alegrias e sentimentos sem os sentir, tal como podem fazer muitos palhaços e comediantes que, logo depois da representação – e mesmo no seu decurso – se sentem «completamente em baixo» a pontoMaluco2 de se socorrerem de comprimidos, do álcool e das injecções para combater o estado em que se encontram.

Fazendo uma comparação muito pessoal e subjectiva, eles podem sentir-se, no fim da representação, muito mais cansados e «em baixo» do que um alpinista no fim da sua caminhada voluntária pelo monte acima.
Se essa metodologia, largamente exposta na sessão à qual assisti, se assemelhar a uma metodologia da representação teatral de Robin Williams, nada disso terá acontecido, de facto, «na cabeça» e no «sentir» do interveniente, além de um esforço para «apresentar a imagem» de boa disposição, afectividade ou felicidade.
Pode até ser contraproducente porque irá exigir muito esforço para representar aquilo que não sente, Psicopata-Bobtendo «reforço secundário negativo» no fim dessa tentativa de se apresentar alegre, simpático ou afectivo.

Por sua vez, se a mesma pessoa agir de acordo com os sentimentos, emoções e recordações que foi desencadeando em si, especialmente os que tiver «descoberto» dentro de si próprio e dos quais já não se lembrava há muito − que não devem ser poucos segundo a minha experiência de 35 anos −, o efeito conseguido pode ser bastante encorajante, desencadeando o «autoreforço positivo» talvez até «aleatório», porque pode não ocorrer sempre com a mesma força e intensidade.

O importante será cada um explorar isso, não ficando na dependência dos conselhos dos outros ou duma representação teatral forçada e cansativa.
− Como é que tudo será possível sem cada um explorar isso por si próprio, cada vez mais, aprofundando as Consegui-Brecordações e verificando os diversos sucessos que teve na vida?
− Alguém mais poderá fazer isso por nós?
− Será difícil praticar isso durante 1 hora ou menos todas as noites no decurso do primeiro mês, ou menos, tempo, até ganhar a maestria?
− Será impossível continuar isso pela vida fora reservando os primeiros 5 minutos ou menos, logo depois de ir para a cama, para iniciar o exercício do relaxamento mental?
− Para quem desejar melhorar ainda mais, será muito exigir que reserve alguns momentos para escrever num diário aquilo que foi relevante para si?
− E, para os mais exigentes, será difícil reservar só 5 minutos «controlados», por dia, para escrever, sem parar, aquilo que «surgir» na ponta da caneta a fim de fazer a autoanálise?

Só com estes procedimentos e mais alguma leitura e compreensão do funcionamento do Acredita-Bcomportamento humano, muitos dos que podem actuar ou «representar» «alegremente» como Robin Williams, mas que logo depois se sentem «em baixo», podem melhorar a sua vida sem a ajuda de comprimidos que, seguramente, ocasionam efeitos secundários muito prejudiciais e perniciosos como se verificou com a sua actuação.
O eminente Professor de Psiquiatria Peter Breggin, também americano, bem avisa quanto aos malefícios dos psicotrópicos Psicoterapia / Medicação

Por mim, estou mais do que satisfeito com a “Imaginação Orientada” e, provavelmente, vacinado contra aquilo que passei nos primeiros cinco anos da década de 1970.

O importante, para mim, é publicar agora o novo manual “AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS” (P), Auterapia-B30que «comprime» todos os procedimentos essenciais em cerca de 15 páginas apenas, reservando as restantes 20 para os mais curiosos a quem explica como tudo se pode resolver, melhorar, prever, prevenir e «progredir» no sentido desejado.

Todas as restantes páginas deste manual de 76, servem para consolidar os conhecimentos e poder difundi-los por mais pessoas provocando uma profilaxia que é de todo o interesse nos tempos actuais.

Para isso, a BIBLIOTERAPIA também tem um interesse fundamental.

Já leu os comentários?Arvore-B30

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de cada livro editado em post individual.

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PARE, ESCUTE e OLHE

Quando fui ontem ao supermercado LIDL, em Lagos, encontrei na fila de pagamentos, muito mais bem disposto neuropsicologia-Bdo que o habitual, um velho conhecido que, admirado de me ver lá, perguntou:

Já está por cá agora de novo?
– Não estou por cá, mas tive de vir uns dias à pressa para tratar duns assuntos e devo ir-me embora, talvez amanhã.

Sabe que agora estou a consultar o seu blogue com mais atenção e parece-me mais interessante ainda do que quando o meu amigo dava aulas no ISMAT? E agora, já tem outro sobre livros, que muito interessante!
– E o que é que acha disso?

Conhecendo os seus livros, de há muitos anos, começando pela JOANA (D) e lendo com cuidado os seus Joanaartigos só sobre “autoterapia” e “psicoterapia” comecei a tentar compreender a psicologia e a fazer o tal relaxamento. Sabe que estou a sentir-me muito melhor? Com as minhas «escritas» eventuais, com a autoanálise e relaxamento consegui descobrir que me importava exageradamente com as opinões dos outros. Sentia-me mal e desconfortável e quando vi a história da Cristina (L) no livro antigo, senti-me como ela dizia que se sentia. Talvez a minha educação tenha sido muito semelhante.
Depois disso, comecei a clicar em todos os resumos dos seus livros novos apresentados no <livroseterapia.wordpress.com> e a ver tudo com mais atenção.
– E gostou?

Achei tudo óptimo. Mas, consultando agora a sua BIBLIOTERAPIA e o resumo do livro
AUTOTERAPIAAcredita-B(
psico) PARA TODOS (P), parece que tudo se pode tornar ainda mais simples do que quando eu praticava o relaxamento com base nos artigos e livros já publicados. O seu método parece estar tão simplificado, resumido e «arrumado» que até se assemelha a muito daquilo que nós antigamente, e mesmo agora, temos de fazer em alguns locais como Portimão, junto das linhas de passagem de caminho-de-ferro:

PARE, ESCUTE, OLHE … e só depois faça aquilo que deve.

Agradavelmente surpreendido com esta sua constatação original e inesperada, mas bastante oportuna e curiosa, e querendo conhecer melhor aquilo que ele tinha conseguido ver nos livros e nos posts dos dois blogs que estou a manter agora, disse-lhe:

– Vamos sentar-nos aí num café para podermos estar mais à vontade e explique-me lá melhor essa sua ideia Consegui-Bporque ainda não consegui apanhar o cerne da questão. Vou ouvi-lo com muita atenção e, quando chegar a casa, pode ser que as suas informações me sirvam para fazer um novo post – respondi.
Depois de termos pedido as bicas, ele começou a sua explicação:
É tudo muito simples. Se tiver tempo, vou analisar capítulo por capítulo, embora os últimos três não sejam de maior importância para aquilo que eu fui fazendo.

Com esta constatação, comecei a tomar algumas notas para este post, redigido à minha maneira, com quadradinhos pequenos a indicar o início de cada capítulo e pontas de seta maiores para mencionar a citação inicial do meu interlocutor.

► “PARE
▪ O PRÓLOGO do livro parece-me bastante claro.
Antes de tudo, quando nos empreendemos numa acção, temos de pensar no que está a acontecer e o que vamos fazer; senão, pode sair asneira. Nada de precipitações!

►“ESCUTE
▪ O REGISTO DE AUTOAVALIAÇÕES torna-se importante na medida em que se faz o inventário da Saude-Bsituação global, com calma e serenidade, avaliando a qualidade e a magnitude dos problemas.
Nesse momento, o livro “SAÚDE MENTAL sem psicopatologia” (A) pode ajudar imenso porque dá uma panorâmica das dificuldades num sentido «normal» ou «anormal», saudável ou doentio. Também ajuda a compreender o grande malefício que é ocasionado pelas drogas psiquiátricas quando tomadas durante muito tempo, deixando-nos alienados e inúteis.

▪ Depois disso, o capítulo com o título RELAXAMENTO MUSCULAR é para uma prática que, no final, nos vai ajudar a fazer uma escuta cuidadosa de toda a situação em que estamos «mergulhados» e nas quais vamos ficando a qualquer momento, sem darmos por isso.
O livro “PSICOLOGIA PARA TODOS” (F) ajuda a compreender os mecanismos do comportamento humano e a descobrir o modo de o manter, reduzir, aumentar ou deixar latente. Afinal, é isso que pretendemos.Psicologia-B
“INTERACÇÃO HUMANA” (K) é outro livro que ajuda a compreender o modo como as acções dos outros interferem no nosso comportamento , do mesmo modo como as nossas têm consequências no comportamento dos outros.
O livro “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D) simplifica tudo e mostra como podemos utilizar na prática do dia-a-dia, todos os conhecimentos apresentados nos dois livros precedentes dos (F) e (K) (anteriores).

▪ Por isso, para termos a possibilidade duma reacção adequada, atempada e imediata, a prática do RELAXAMENTO INSTANTÂNEO torna-se bastante importante, dando-nos a capacidade de não claudicar no meio dum exercício qualquer, inclusive o de «escutar devidamente dentro de nós», tudo aquilo que queremos e devemos.Interacção-B30

▪ O DIÁRIO DE ANOTAÇÕES ajuda a fazer uma lista, que é uma espécie de inventário e relatório de tudo o que nos perturba ou que se passou ou passa connosco, além daquilo que desejamos melhorar, olhando bem para nós e para o ambiente em que estamos inseridos. Isto quer dizer que, quando temos algum problema por resolver, necessitamos de o equacionar devidamente, mesmo antes de decidir iniciar qualquer acção.

► “OLHE
▪ Depois, o RELAXAMENTO MENTAL ajuda a olhar, íntima e serenamente para dentro de nós e à nossa volta, a fim de equacionarmos aquilo que vamos fazer.
A história do Antunes “ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!” (B) ajuda imenso a compreender o modo Imagina-Bcomo ele conseguiu, quase sem ajuda nenhuma, descobrir as suas dificuldades, apenas com um ligeiro apoio do psicólogo, obtido nas conversas relatadas em “IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).

▪ O exercício da IMAGINAÇÃO ORIENTADA tem um papel preponderante porque nos deixa colocar mil e uma hipóteses ou opções que se nos afiguram viáveis, para resolver as dificuldades ou melhorar a situação, às vezes correctamente, embora, outras vezes, seja enganosa.
Até este ponto, podemos ter o futuro caminho mais ou menos traçado, mas para o implementar ou continuar, temos de nos esforçar por manter todos os procedimentos anteriores, não surja algum contratempo, deixando-nos incapacitados de ultrapassar as dificuldades da maneira como idealizamos.
Vejamos aquilo que aconteceu à Cidália de “Eu Também CONSEGUI!” (C), com as dúvidas e esmorecimentos que teve de ultrapassar muitas vezes, com ajuda do Antunes, apesar do seu meio ambiente Maluco2(a mãe) ser adverso.

► … “e só depois faça aquilo que deve
O exemplo do Júlio de “Eu Não Sou MALUCO!” (E) parece que é bastante elucidativo, porque mostra as dificuldades iniciais dele, as suas dúvidas, o caminho percorrido e a persistência conseguida quase no fim, o que o foi ajudando a manter um caminho muito bom e de franco progresso, querendo dizer que:
Não devemos ser utópicos nem irrealistas”.
Temos de ter os pés bem assentes na terra”.
Se não tivermos cão, vamos tentar caçar com gato
Não devemos dar passos mais avantajados do que as pernas”.Depressão-B

CONTINUAÇÃO DA AUTOTERAPIA
Lendo a história da Isilda “COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO (H), podemos imaginar claramente o perigo da não continuação da sua psicoterapia que, bem finalizada, a poderia ter deixado um pouco melhor do que ficou no final da sua interrupção.
Mas, a «nova paciente» ganhou imenso com a leitura da sua experiência e resolveu as suas dificuldades quase por si própria.

E NO FUTURO?
Ao lermos as histórias Cristina, Germana e Januário “PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos” (L) verificamos que a adesão de qualquer deles à essência da psicoterapia, bem como a sua persistência, além dos treinos que Psi-Bem-Cmantiveram, cada um à sua maneira, ajudaram-nos imenso, fazendo uma espécie de «seguro» para evitar qualquer desequilíbrio futuro.
Também quando lemos “PSICOTERAPIAS DEFÍCEIS” (M) verificamos que o Mijão poderia ter sido ajudado muito mais cedo do que depois de casado, com filhos e no final de ter passado muitos dissabores. São as desorientações e os prejuízos que se têm quando a intervenção não é feita em tempo oportuno.
Podemos escrutinar a vida do Calimero que, depois de ter sido negligenciado durante os primeiros vinte anos de vida, apesar dos apoios inadequados, conseguiu posteriormente, por sorte, ter algum sucesso, embora o seu meio ambiente, por desconhecimento do modo de procedimento adequado, não o favorecesse muito.
As histórias da Perfeccionista e do Pasteleiro, elucidam bem como uma falta de apoio do meio ambiente, pode prejudicar toda uma situação passível de ser resolvida com pouca dificuldade e tornar o «caso» ainda mais Difíceis-Bproblemático.
Compreende-se assim, a sua insistência em fazer sessões de esclarecimento apresentadas no capítulo da “Conversa com Das Neves” (B/115), para que o público possa saber como proceder, o que é absolutamente pertinente e vantajoso para o bom equilíbrio duma sociedade que se deseja sã. Nisso, consistem a prevenção e a profilaxia.

PREVENÇÃO E PROFILAXIA
Neste capítulo, verificamos tudo aquilo que se pode e deve fazer antecipadamente para evitar que as pessoas se descompensem, a fim de poderem levar uma vida aceitável. Assim, podemos compreender a insistência do Joel “PSICOPATA?! Eu?” (G/83…) que, depois de passar por imensas dificuldades, especialmente na infância, e de ter sido muito mal orientado em psiquiatria, apesar de não conseguir um apoio total e adequado Psicopata-Bpor causa do seu regime laboral, logo que teve melhoras substanciais devido ao seu esforço, decidiu pedir que o seu caso fosse descrito com um capítulo dedicado à psicoterapia e autoterapia, mesmo sem a ajuda deste manual.

PROVAS DE AUTOCONHECIMENTO
Ajudam as pessoas a conhecerem-se melhor e a orientarem as suas acções num sentido económico, rápido e bem direcionado.

RESUMO DO CONTEÚDO DAS OBRAS INDICADAS
Ler apenas todas as obras incluídas na colecção de BIBLIOTERAPIA e no blogue <livroseterapia.wordpress.com> pode ajudar muita gente que não tem tempo de fazer coisa alguma daquilo que se enumera neste livro (P). Pode ajudar a «tomar consciência» da vida e dos problemas de cada um e a fazer paralelismos com os problemas dos outros. Até pode criar algum incentivo para que a pessoa não Respostas-B30desista ou inicie a autoterapia com o reforço vicariante recebido a partir dos diversos protagonistas.

BIBLIOGRAFIA
Ajuda o leitor a conseguir inteirar-se de todas as obras consultadas, indo às fontes com que se produziu o manual. Deste modo, pode até haver uma difusão maior destes conhecimentos, ajudando muita gente que poderia ter dúvidas acerca da eficácia das medidas propostas.

ANOTAÇÕES
Servem para “relembrar” àqueles que são “mais esquecidos” ou “mais desorganizados” todos os passos sequenciais e necessários para se tirar o máximo proveito da situação.Conportamento Organizações Blogue

Vendo que o meu interlocutor tinha terminado a sua «dissertação», com a longa «intervenção» que durou mais do que uma hora para descrever e realçar aquilo que se diz muito mais sucinta, resumida e ordenadamente no livro, apenas lhe consegui dizer:
– Estou admirado com a análise que fez do livro – e a resposta dele foi:
Caro doutor. Segundo me parece, o tempo que estamos aqui na conversa é muito maior do que aquele que uma pessoa deve demorar a iniciar a sua autoterapia depois de ler apenas as 50 páginas úteis e essenciais do seu novo livro (P), de acordo com o seu índice. Mas, é bom que cada siga o novo manual, leia muita coisa do que está mencionado e pratique o que é necessário. Muito do que disse, fiz nas minhas horas vagas e enquanto estava na internet, ao viajar nos transportes públicos e durante algum tempo antes de dormir nos primeiros três meses e, depois disso, nos 5 minutos seguintes, ao deitar-me todas as noites. Nem queira saber o alívio que sinto ao acordar. Acha que se desistisse de passar essa «passagem de nível» por causa da demora do comboio ou com qualquer outra justificação, teria a vida e a disposição que tenho agora? E «desenrasquei-me» com o que tinha à mão, mesmo sem o livro. E tenho uma vida muito melhor e mais produtiva. Agora, os outros vão ter a vida mais facilitada. Oxalá que aproveitem!

Imensamente satisfeito e agradado com estas informações que são preciosas para quem deseja sempre um Auterapia-B30feedback honesto do seu trabalho, prontifiquei-me a preparar este post, à minha maneira, com a maior quantidade de citações possíveis, tentando «agarrar» tudo o que um leigo acabara de dizer acerca de muitos posts só deste blog que, segundo ele, ajudou algumas pessoas mais carenciadas.

Por isso, consulte também a BIBLIOTERAPIA

E não se esqueça que, se desejar o novo livro, tem de se inscrever no
AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P)

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSO de cada livro editado em post  individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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AUTOTERAPIA 12

Comentário no post DEPRESSÃO 2:
“Li este artigo e gostei.
Estou com uma depressão muito forte e parece que tenho ideias malucas de vez em quando.Depressão-B
Há alguma coisa que eu possa fazer para reduzir isto?
Gostaria de ter uma ajuda mas não sei como.
Eu moro em Queluz e estou em risco de perder o emprego por causa disto.”
 

Caro comentador Anónimo,
Respondendo ao seu comentário, sem ter qualquer ideia acerca da sua idade, estado, constituição familiar, instrução, ambiente familiar e social e outras informações pertinentes, só lhe posso dar algumas «dicas» aceitáveis, generalizáveis a muita gente nas suas condições.

Posso-lhe dizer que tente seguir o exemplo do que fizeram o Antunes (B) e a Cidália (C) lendo os livros já publicados, além de compreender toda a situação com os casos de Isilda (H) e Cristina (L), consultando para isso os livros antigos “DEPRESSÃO? Não Obrigado” e “Como «EDUCAR» Hoje!”.

Embora o seu caso devesse ser seguido, como sempre proponho, na própria empresa, provavelmente, terá de Acredita-Brecorrer a um especialista em consulta privada. Interessa que seja competente e de confiança.
Se está a tomar qualquer medicamento psicotrópico, para ansiedade ou depressão, previno-o contra as drogas que alienam embora sejam legalmente prescritas.
Por isso, aconselho a ler com cuidado e muita atenção todo o post: Psicoterapia / Medicação em que um conceituado psiquiatra fala nos prejuízos que se podem ter com uma medicação exagerada (A).

Além disso, também o aconselho a ler, neste blog, pelo menos todos os posts relacionados com:

◊ DEPRESSÃO,Consegui-B
◊ REFORÇO,
◊ PSICOTERAPIA,
◊ AUTOTERAPIA,
◊ RISCO DE SUICÍDIO,
◊ PREVENÇÃO / PROFILAXIA.

Se não tentar fazer um esforço por si próprio logo no início, pode ter de se arrepender mais tarde quando a situação se complicar exigindo uma intervenção mais enérgica, com muitos mais meios do que agora, além de despesas e incómodos provocados pelas incapacidades que irá sofrer.

Prevenir é sempre melhor do que remediar e a profilaxia é muito importante.

Como suplemento e exemplo do que se passou há muitos anos, vou transcrever as páginas 135 a 144 do livro
“COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES” (N) para lhe dar os fundamentos daquilo que estou a Organizar-Bdefender e para o elucidar em relação a dois «casos», um dos quais teve um desfecho trágico por falta de apoio a que tinha direito e do qual usufruiu temporariamente, mas que foi retirado por razões economicistas em 1981.
O outro, apesar de não conseguir apoio que não fosse medicamentoso, teve um final muito bom quando deixou os medicamentos e resolveu o assunto «por conta própria» praticando o aquilo que acabo de lhe recomendar.
Portanto, se não tiver qualquer outra ajuda, tente «desenrascar-se» através da Biblioterapia <livroseterapia.wordpress.com>
É por isso que mantenho os dois blogs e faço os possíveis e os impossíveis para conseguir publicar todos os livros desta colecção, mas necessito de colaboração dos interessados. É por este motivo que proponho a inscrição dos interessados ne “AUTOTERAPIA…” (P). É para o publicar o mais depressa possível.
Veja a seguir as páginas 135 a 144. do livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES, relacionadas com:

«RELAÇÕES HUMANAS» na Empresa

O EAP (Employee Assistance Program), traduzido para português significa Programa de Apoio ao Psi-Bem-B
Empregado (PAE). Porém, parece ser mais adequado que seja designado como Gabinete de «RH» ou, simplesmente, Relações Humanas.
Porém, qual o objectivo, composição, interesse e modo de seu funcionamento?
O programa de assistência ao empregado, na sua verdadeira essência, como já se disse anteriormente, é um meio de resolver as dificuldades psicológicas e de relacionamento humano numa organização empresarial, influenciando directamente o bem-estar dos empregados e o aumento do rendimento global.

Tal como acontece em qualquer grupo, a começar pelo grupo familiar, é geralmente a mãe ou o chefe do grupo quem avalia uma situação e resolve ou ajuda a resolver as dificuldades, quando não é imprescindível a intervenção de um especialista na matéria (B) (C) (E) (G) (K). A não resolução ou gestão Maluco2de conflitos ou a não redução da tensão nervosa, pode ocasionar falsas percepções e desentendimentos, além de comportamentos e soluções inadequadas.
Porém, existindo desconhecimento e incompreensão considerável da especialidade da psicologia e da função do psicólogo – tantas vezes mistificada (J) –, adultera-se a partir daí o objectivo da sua acção. Da mesma maneira como uma pessoa psiquicamente descompensada é tratada por um psicólogo clínico (B) (C) (E) (G) (H) (L) (M), os operários de uma fábrica podem ter idêntico tratamento, aconselhamento, apoio ou orientação dum especialista em psicologia.
Vejamos, por exemplo, qual a diferença entre o insucesso escolar e o mau rendimento no trabalho!
Enquanto o insucesso pode ser causado pelo fraco desenvolvimento das capacidades cognitivas e psicomotoras (I), o mau rendimento no trabalho pode ser ocasionado pela falta de ajustamento das capacidades do Psicologia-Btrabalhador no seu posto ou função ou mau relacionamento na sua interacção. Em qualquer dos casos, torna-se necessária uma reeducação ou uma readaptação do indivíduo em questão, se não for também essencial ajustar a empresa aos seus colaboradores. Porém, se o insucesso escolar ou o mau rendimento for devido a factores emocionais, a acção reeducativa exercida pela mãe ou pelo supervisor não estará a ser adequada podendo, em alguns casos, serem eles próprios a fonte das perturbações. Por isso, torna-se necessário que exista uma entidade neutra e especializada na resolução destes problemas (F) (I).
Portanto, o objectivo do psicólogo será tentar ajudar as pes-soas a manter o seu equilíbrio mental e a melhorar as suas capacidades básicas devendo, em muitos casos, tentar-se a profilaxia, a fim de que deixem de ocorrer fenómenos de inadaptação. Temos assim a prevenção do insucesso ou do mau rendimento.
Enquanto para a resolução dos casos de inadaptação, a ida ao psicólogo pode ser adequada, no caso da Interacção-B30prevenção, é imprescindível que o psicólogo se desloque ao grupo familiar ou empresarial para o estudar, analisar, diagnosticar os pontos fracos e preconizar medidas correctivas e profilácticas.
A composição de um desses serviços de apoio, tanto pode constar da contratação dos serviços de um psicólogo em tempo parcial, como a sua utilização em tempo integral, assim como se pode recorrer ao serviço de um grupo onde, além do psicólogo, também se incluam sociólogos, assistentes sociais, técnicos de psicologia, etc. Tudo depende da dimensão ambiental e situacional e dos objectivos a atingir: resolução pontual ou prevenção imediata ou a longo prazo, etc. Em cada caso, a composição irá variar de acordo com as necessidades do momento.
As vantagens da utilização do PAE (RH) são óbvias. Se uma empresa pode ter como lucro 1 milhão de euros, não desejará apenas meio milhão só porque alguns empregados trabalham a 50 por cento das suas capacidades, quer por se encontrarem perturbados devido a problemas de personalidade, quer por terem Psicopata-Bdificuldades no relacionamento familiar, social ou profissional.
Se dessa perda de 50 por cento no rendimento, 30 forem despendidos na resolução da situação, os 20 por cento remanescentes serão uma vantagem considerável para uma empresa que quiser prosperar. Temos ainda a agravante de que em casos de descompensação, o comportamento dessas pessoas perturbadas vai afectar não só o rendimento no trabalho mas ainda o comportamento dos colegas e familiares que, por sua vez, irão influenciar e baixar o rendimento de diversas outras instituições.
O American Psychologist, o Psychology Today e o Monitor descrevem diversos «casos» de descompensação resolvidos de forma económica através do EAP (PAE ou, simplesmente, RH).

Em 1985, os pacientes das empresas obrigavam a despesas de cerca de 28.000 dólares num ano, para uma Imagina-Btentativa infrutífera de descobrir a causa orgânica de um problema emocional (ver CONHECER A PESSOA, nº 3/4, de 1987), apesar de nos estudos realizados nos 30 anos anteriores, os investigadores terem descoberto que as despesas médicas se poderiam reduzir até 80 por cento, eliminando consultas dispendiosas, frequentemente, com diversos médicos ao mesmo tempo (L) (M).

Num estudo efectuado por Caroline Hellman e colegas com 80 pacientes da Harvard Community Health Plan (HCHP), verificou-se que os mesmos apresentavam dois tipos de problemas:
▫ sintomas físicos sem causa orgânica detectável;
▫ em 50 a 75 por cento dos doentes atendidos pelos médicos de clínica geral ou medicina interna, doenças Auterapia-B30físicas com causa orgânica desencadeada por factores psicológicos.

As pessoas queixavam-se geralmente de hipertensão, respiração difícil, má digestão, diarreia, cefaleia, tonturas, insónias, problemas alimentares, obesidade, ansiedade, tensão e nervosismo. Verificou-se, no decurso de 6 meses, que pacientes deste tipo tinham solicitado duas vezes mais consultas do que a média dos restantes do HCHP. No âmbito terapêutico, descobriu-se que ao fim de 6 semanas, com uma sessão terapêutica por semana, as visitas ao médico tinham diminuido, em média, 47 por cento enquanto nos pacientes não submetidos ao tratamento psicoterapêutico, as visitas tinham aumentado 26 por cento.

Incidindo o estudo na vertente financeira, verificou-se que ao fim de 6 meses de terapia, cada paciente fizera Saude-Beconomizar entre 171 a 252 dólares, em comparação com as despesas efectuadas pelos restantes doentes do HCHP que não tinham tido apoio psicoterapêutico, mas seguimento médico «normal». Isto dá-nos uma indicação clara dos custos da saúde mental e da sua maior eficácia em relação aos restantes tratamentos, mesmo que não se tome em conta a melhoria na produtividade resultante do bem-estar físico e psicológico do indivíduo em questão.

Sabemos também que os acidentes de trabalho são ocasionados, em 25 a 30 por cento dos casos, por excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. Nos últimos anos, começámos a enfrentar também o flagelo da droga, com um número assustadoramente semelhante se não ainda mais elevado, englobando trabalhadores mais jovens. Quem contabiliza os prejuízos com o absentismo ocasionado por estas descompensações a que as pessoas ficam sujeitas devido à sua maneira de ser ou por causa das condições do Joana-Bmeio ambiente – familiar, social e profissional − que as envolve?

Um estudo correcto destas situações, iniciado nos E.U.A. há mais de 50 anos, deu como valores objectivos, perdas mínimas de rendimento global de 20 a 30 por cento que se podem reduzir para menos de metade com programas adequados. Na Europa, os índices não são menores. Se com a unificação do mercado europeu não se tomarem medidas adequadas, a concorrência sem precedentes que se irá instalando cada vez mais, será difícil de vencer. Teremos o «salve-se quem puder» e o sossobrar dos «incautos» na luta pela sobrevivência. Os trabalhadores têm de estar preparados para a competição que se vai tornando cada vez mais feroz.

Em 2012, não é, seguramente, com o aumento «gratuito» do número de horas de trabalho, a supressão de neuropsicologia-Bferiados e de «divertimentos» que se irá melhorando o rendimento e a produtividade de que tanto necessitamos em Portugal. O que querem os trabalhadores para «render» mais? Já vimos isso anteriormente.

A solução é bastante simples. Se a empresa utilizar a consultoria de um especialista independente, que não fique dependente da empresa ou sujeito à sua jurisdição, é possível fazer encaminhar para ele um fluxo livre, imediato, voluntário, espontâneo e interessado de «todos» os funcionários da organização.

Esse «todos» engloba desde o funcionário mais humilde ao mais qualificado, incluindo os próprios administradores. O especialista, por sua vez, tendo o privilégio de manter total confidencialidade, pode fazer uma avaliação objectiva e actualizada da situação, ajudando cada um a resolver o seu problema. Deve propor também à Administração certas alterações que possam resolver conflitos ou melhorar o rendimento dentro dos condicionalismos do momento.

É importante que não exista apenas confidencialidade, mas também que não se tome qualquer medida Difíceis-Badministrativa de maneira repressiva, devendo a Administração coibir-se de pressionar o consultor para que revele quaisquer dados que, pela ética profissional, devem ser mantidos em total segredo. A Administração da empresa também não deve forçar ou sequer sugestionar o especialista da RH a compelir os empregados a ter determinados comportamentos ou actuações utilizando os dados ou «conhecimentos» obtidos nas suas «consultas» ou entrevistas. Existindo essa liberdade, isenção e con-fiança, quer os empregadores quer os empregados poderão resolver favoravelmente os seus problemas pessoais, assim como os de relacionamento com os subordinados, colegas, superiores ou familiares. Os dados recolhidos pelo consultor (a tempo inteiro ou parcial), ou gabinete de consultoria, podem também ser utilizados como forma de evitar situações de futuras descompensações.

A resolução de situações pontuais pode não se restringir ao próprio consultor ou gabinete de consultoria mas DIA-A-DIA Bpode por ele ser canalizada para os técnicos existentes nos diversos departamentos da empresa, tais como consultório médico, gabinete de recursos humanos, departamento de pessoal, programas de reciclagem, etc. O essencial é que a consultoria exista e funcione, quer com um especialista, quer com um gabinete, a tempo inteiro ou parcial.

É imprescindível que funcione, de facto, como consultoria «para todos», com inteira liberdade de acção, total confiança de «todo o pessoal» e a mais sigilosa confidencialidade. Também se torna imprescindível que não sirva como um meio de coacção ou distorção ideológica, religiosa, política ou sindical.

Não podemos esquecer também que é condição indispensável que esse gabinete não tenha nem capacidade «Educar»-Bpara punir nem obrigação de se subordinar a qualquer gestor, sendo apenas consultoria, isto é, livre de ser seguida ou rejeitada por quem assim o entender.

Segundo o nosso ponto de vista, o P.A.E. pode constituir, uma consultoria em Relações Humanas (RH) a funcionar em constante ligação com a gestão da empresa e com total abertura para todos e quaisquer funcionários dessa Organização ou Empresa.

Uma boa resolução dos problemas humanos da empresa pode favorecer a rendibilidade, servindo ainda de incentivo para a criatividade e colaboração dos funcionários em relação à «sua» empresa ou organização (J) (P).

A descrição de dois «casos» pode ajudar a compreender os benefícios da utilização correcta e sistemática da ciência do comportamento na gestão dos recursos humanos (F) (K).
 

CASO A:
Uma senhora de cerca de 40 anos de idade, casada, com dois filhos suicidou-se num momento de extremadepr2 depressão.
Nove anos antes, pouco depois de casar e de ter dois filhos, iniciara um surto de depressão, atribuindo-o a divergências conjugais por causa do mau relacionamento do marido com os seus pais e por dificuldades no serviço de contabilidade de que estava encarregada. Uma medicação apropriada, 15 dias de baixa e algum esforço de adaptação, chegaram para que a crise fosse debelada. Passado um ano, teve nova crise que, resolvida de forma idêntica à primeira, se repetiu ao fim de 6 meses. No ano seguinte, houve necessidade de uma «cura de sono» por «esgotamento» que se repetiu mais 3 vezes no ano e meio posterior, nas mudanças de estação. As ausências ao serviço nunca foram inferiores a 2 semanas em cada ocasião, ao longo desses 3 anos.
Porém, ao fim do 3º ano, a Empresa que acabara de contratar uma consultoria para casos exclusivos do foro psicológico, conseguiu que esta empregada os utilizasse voluntariamente.
Durante o 4º ano, a senhora utilizou os serviços da consultoria numa média de 1 vez por semana, reduzindo pqsp2essa média para 1 vez de 15 em 15 dias no ano seguinte e 1 vez por mês no ano subsequente. Todas as consultas foram efectuadas fora das horas do expediente e não houve baixas por doença, tendo o rendimento do trabalho aumentado substancialmente no decurso desses três anos.
Os problemas da senhora eram do tipo educacional, de interacção familiar e de índole conjugal e iam-se resolvendo paulatinamente com uma reestruturação cognitiva e da personalidade e uma aprendizagem específica, através de apoio psicológico adequado que utilizava as técnicas analíticas, cognitivas, de modificação do comportamento e da terapia do equilíbrio afectivo (J) (P).
Quando tudo parecia correr bem, devido a restrições financeiras e economicistas impostas pelo ministro das finanças de um novo governo (1981), a empresa resolveu suspender os serviços da consultoria e a
empregada teve de recorrer aos fármacos anteriormente utilizados. Durante o sétimo ano, a senhora sofreu Abade Fariadois surtos depressivos que aumentaram progressivamente no oitavo e no nono anos, tornando-se piores do que os dos primeiros três anos. As faltas ao serviço, mais prolongadas do que as precedentes, passaram a ser de cerca de 2 meses e, da última vez que teve baixa por «esgotamento» mais grave do que os anteriores, ao fim de 3 meses, pôs termo à vida duma forma trágica, com uma pistola, no momento em que a vigilância da família afrouxou.
Nos seus últimos tempos, a senhora não só não dava rendimento no trabalho como não cuidava dos afazeres da casa, obri­gando os familiares a cuidarem de si e a vigiarem-na sempre.
Terão, por acaso, sido contabilizados os prejuízos morais e psicológicos para a família enlutada e para o desenvolvimento da personalidade das duas crianças órfãs, as repercussões havidas na harmonia e interacção familiar, os prejuízos ocasionados pelo absentismo, a falta de rendimento causada pelo estado psicológico da funcionária, as indemnizações ou compensações a pagar à família? Qualquer que seja a entidade a suportar este ônus, são gastos inúteis, evitáveis, avultados e prejudiciais para o bem comum.
Com todo este desenvolvimento de acção uma pergunta fica no ar: “Não seria mais vantajoso que a empregada continuasse a ter o apoio psicológico que obteve do 4º ao 6º anos, impossível nos anos anteriores e eliminado nos posteriores por razões pseudo-economicistas?
CASO B:
Um técnico de um departamento do Estado, após 10 anos num serviço que não lhe oferecia quaisquer Arvore-B30perspectivas de futuro começou por se desinteressar do trabalho e quis «mudar de vida». Como era técnico de boa qualidade e competência, o departamento tinha relutância em dispensá-lo e fez tudo para o reter no serviço.
Embora a vocação desse funcionário fosse diferente, a especialidade que exercia no momento era mais bem paga por outras organizações para as quais não podia transitar por imperativo legal e obstrucção departamental.
Esse funcionário começou por entrar num conflito intrapessoal bastante acentuado para conseguir sobreviver nesse serviço com a quantidade de restrições que lhe eram impostas. Na sua especialidade, ganharia muito mais se abandonasse o lugar do Estado e trabalhasse nas empresas particulares para as quais fora convidado. Tal não lhe era permitido. Estando a exercer uma função do Estado, também não lhe era facilitado o acesso à obtenção de outro grau de ensino e especialização de que gostava.
O resultado da tensão permanente em que vivia foi tomando proporções cada vez mais desagradáveis: incompatibilização quase permanente com os colegas e superiores, faltas ao serviço, falhas no rendimento, Respostas-B30perturbações gástricas e intestinais e apatia quase total em relação às funções que exercia.
Durante dois anos tentou, muito em segredo, abrir caminho para a aprendizagem infrutífera de uma nova especialidade enquanto «frequentava» os serviços médicos fazendo análises, electrocardiogramas, electroencefalgramas, etc., numa tentativa para debelar as crises de tensão nervosa e disfunção fisiológica a que estava sujeito. Alguns chefes e colegas diziam que «era tudo fita» e que o funcionário estava de perfeita saúde física. Contudo, os médicos comprovavam a disfunção fisiológica, especialmente e gástrica.

Nos dois anos subsequentes, enquanto aligeirado dos serviços de responsabilidade, foi acompanhado em psiquiatria para tratamento de doença psicossomática e conseguiu, a muito custo, ter êxito em algumas disciplinas de um curso superior que, por causa das proibições da empresa estatal, começara a frequentar quatro anos antes numa Universidade privada.

Ao fim desses 4 anos de «tratamento» inútil, sem qualquer outro tipo de apoio psicológico, esse funcionário foi considerado como não recuperável e despedido apenas com as indemnizações equivalentes aos anos de serviço prestados.

Nos dois anos seguintes, sem qualquer medicação específica e com um ligeiro apoio psicoterapêutico (J) (P), stress2concluíu a nova especialização que desejara, porque não conseguira outra por impedimento legal. Está a exercer actualmente essa especialidade, de boa saúde e com óptima disposição, aguentando uma carga horária muito superior à do serviço no departamento estatal.

Entretanto, a instituição onde anteriormente prestava serviço teve necessidade de contratar especialistas com essa nova especialização por não possuir nenhum.

Se a empresa estatal fosse bem gerida, o encaminhamento desse funcionário, afastado por «doença» com as indemnizações correspondentes, poderia ter sido efectuado logo de início para a nova especialidade, evitando a contratação de um novo técnico. Além disso, quem contabiliza as despesas com as indemnizações? E tudo aquilo que o Estado perdeu com a falta de rendimento nos quatro anos anteriores à saída do empregado? E os problemas familiares que poderiam ter ocorrido se a família desse funcionário não estivesse preparada para enfrentar uma crise desse tipo?

Se quisermos equacionar os benefícios obtidos com a utilização de um consultor de Relações Humanas, em Psicoterapia-Bcontraposição com os prejuízos sofridos pelas falhas, ausências, desgastes psicológicos, familiares e sociais, etc., o saldo a favor da consultoria é sobejamente superior à economia com a sua inexistência.

Além do mais, pode também a família beneficiar com uma acção de profilaxia que tornará o comportamento do empregado cada vez mais adequado e benéfico, não só para a empresa mas ainda para o meio em que se insere (B).

Por todos estes factos, verifica-se que as Relações Humanas são extremamente importantes para o bem-estar e bom desenvolvimento de uma Organização.

* Este capítulo foi da responsabilidade exclusiva de Graça de Noronha Martins, Mário de Noronha e Zélia de Noronha.

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AUTOTERAPIA 11

Perante o comentário:

Acha que é tão simples fazer uma psicoterapia sem ter ajuda dum psicoterapêuta? E como vamos formular aquilo de que nos devemos lembrar ou procurar nas nossas recordações? Pode dar alguma ajuda?”

feito por um Anónimo, no post da BIBLIOTERAPIA  julgo que devo transcrever o capítulo “Que Alternativas? inserido nas páginas 25 a 30 do livro ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE!” (B).Acredita-B

QUE ALTERNATIVAS?

A minha insistência na prática do relaxamento mental e da imaginação orientada baseada nas recordações e nos apontamentos do diário de anotações e, se possível, autoanálise fundamenta-se essencialmente na clarificação dos traumatismos ou das falsas percepções que se foram tendo ao longo da vida. Depois disso será possível analisar tudo com calma e compreender o contexto total para verificar se haveria outra forma de que as coisas acontecessem e de que forma será possível reagir no futuro melhorando todo o comportamento e a estabilidade emocional. Nesta ordem de ideias, o saber é muito bom mas só a prática Imagina-Bconduz a resultados eficientes e eficazes. Como exemplo, podemos pensar que se uma criança não aprendesse a andar quando muito nova por lhe ser difícil ficar de pé no início, tornar-se-ia «defi-ciente». Do mesmo modo, as pessoas que não aprendessem a soletrar e a fazer cópias em criança seriam incapazes de ler e escrever na idade adulta. Nas idades mais avançadas, quando a aprendizagem é extremamente difícil e morosa, embora sempre possível, o tempo e a prática têm de ser muito mais dilatados e persistentes. É o que acontece com muitos dos nossos idosos que desejam a alfabetização ou até a utilização da informática. Essa aprendizagem exige muito mais treino do que em criança, quando as estruturas funcionais são muito mais maleáveis e adaptativas (I). Porém, estas aptidões não se desenvolvem fisiologicamente sem o treino necessário. Alguém pode substituir o próprio na aprendizagem e Consegui-Bexercício destas aptidões e tarefas? Por isso, do mesmo modo, deve fixar-se a ideia básica de que, não existe qualquer especialista ou medicamento que possa aliviar saudavelmente o sofrimento do neurótico sem a sua inteira colaboração. Esta colaboração também exige algum treino individual, mesmo que grande parte da psicoterapia se queira fazer no gabinete de um especialista. Além disto, ter a noção de como um comportamento se forma, mantém e é eliminado ou minimizado, é muito importante. Saber alguma coisa sobre as técnicas de modificação do comportamento pode ajudar ainda mais (F) (K) (P). Nestas condições, interessa determinar:

♦ Estará a pessoa disposta a ler e aprender aquilo que é necessário para posteriormente se treinar?Maluco2
♦ Será capaz de reagir aos vários insucessos como qualquer aprendiz, bom e persistente?
♦ Terá a força de vontade suficiente para prosseguir metodicamente todos os procedimentos indicados?
♦ Será também capaz de prescindir do melhor resultado para conseguir pelo menos o aceitável, logo no início?

Em termos mais simplistas, será capaz de se contentar com uma bifana enquanto não tiver a possibilidade de comer um bom bife com ovo a cavalo, picles e batatas fritas? Porém, em boa verdade, depois de obter a bifana pode «lutar» por perú, caviar ou qualquer outra iguaria. E esta «luta» até pode tornar-se mais fácil do que anteriormente, devido à prática adquirida. São estas as condicionantes e opções em que cada um tem de pensar antes de se deixar sucumbir perante a Psicologia-Bfatalidade de um «desequilíbrio mental ou comportamental» com a justificação de que não consegue o apoio pretendido. Com todo este raciocínio agora desenvolvido, não se pretende eliminar ou menosprezar o apoio psicoterapêutico dado por um especialista. Deseja-se apenas tentar ajudar muitas pessoas que não conseguem esse apoio tão necessário, na totalidade ou até parcialmente, por diversas razões, realçando as económicas, de falta de meios, de indisponibilidade de tempo, de impossibilidade de deslocação ou por causa doutras situações mais específicas.

Apesar de muitas pessoas não conseguirem seguir ou concretizar as instruções dadas pormenorizadamente em vários livros que até indicam quais os resultados obtidos pelos intervenientes (C) (E) (G) (H) (J) (L) (M), podem sempre tentar fazer apenas o melhor que puderem, se não tiverem outra alternativa mais Psicopata-Bvantajosa. Certamente, algumas pessoas (Cidália, Júlio, Joel, Isilda, «nova paciente», Cristina, Germana, Januário, Tiago, Gelásio) foram capazes de conduzir a sua psicoterapia ou parte dela como fica relatado neste e em alguns livros que se indicam noutros capítulos. Contudo, podem não ter obtido os resultados mais rápidos que seriam possíveis se houvesse um técnico a ajudá-las permanentemente. Porém, o alívio que cada um sente, como já aconteceu em algumas situações, é de extrema importância para conseguir interagir com o seu meio ambiente de maneira menos dolorosa e depressiva. Além disso, essas pessoas ficam com a vantagem de poder reagir, no futuro, por si próprias, num momento em que o psicoterapeuta estiver indisponível.

Com os conhecimentos e a prática adquirida, podem também ajudar alguém, amigo ou conhecido, que se Interacção-B30encontre em circunstâncias idênticas. Algumas pessoas, que obtiveram benefício com esta prática, deram o seu testemunho para encorajar outros a prosseguir, «por seu pé», para uma alternativa muito mais vantajosa do que a de estar sempre à procura de um especialista indisponível, quando o elemento principal de toda esta situação é o próprio. Para os que são capazes de seguir o seu próprio caminho, do mesmo modo como outros já o fizeram e relataram, além da literatura citada ao longo do livro e a indicada no fim, com a vantagem de poder ser lida em qualquer momento ou local, indica-se aquilo que se pode fazer. Para se compreender a situação, dão-se a seguir algumas explicações e instruções suplementares. Resumindo aquilo que se deve fazer e o porquê dessa actuação temos de compreender, antes de tudo, o seguinte:

1. Os nossos actos são orientados pelos nossos sentimentos, pensamentos, emoções e desejos. Se Saude-Bformos capazes de os controlar selectivamente, o que não é feito pelos medicamentos, podemos orientar adequadamente as nossas acções e a nossa vida relacional. Para tal, necessitamos que o cérebro funcione mais racionalmente do que emocionalmente. Precisamos de ter calma e tempo para pensar e coordenar as ideias. As vantagens são muitas e óbvias, mesmo que tenhamos o apoio esporádico do psicoterapeuta.

2. Além disso, sabemos que investigações laboratoriais e científicas (A) de há bem pouco tempo, trouxeram a lume a influência e a vantagem dos pensamentos, sentimentos e emoções boas e agradáveis. As desagradáveis até influenciam negativamente toda a actividade hormonal (J). Podem provocar doenças como a acne, as colites, a arritmia cardíaca, etc. e degradam todo o sistema Joana-Bimunológico. Curiosamente, a noção mais incipiente dessa influência já existia em tempos muito antigos em que foi iniciada a prática do verdadeiro IOGA e não apenas das meras posturas corporais.

3. Essas recordações desagradáveis podem funcionar, muitas vezes, como as ilusões ou como as figuras reversíveis ou ambíguas em que se vêem coisas diferentes de acordo com cada perspectiva. Numa delas, muito conhecida e apresentada a seguir, desenvolvida por Edward Boring, no segundo quartel do século XX, tanto se vê a cabeça de uma jovem, como a de uma velha. No mesmo ponto, vê-se o queixo da nova, enquanto se vê a ponta do nariz da velha. Qual destas duas hipóteses pertence à realidade das recordações que nos descontrolam e que até queremos descobrir e reviver?

Ponta do nariz da velhaDigitalizar0011 

ou

 

do queixo da jovem?                          

4. Nestas circunstâncias, o psicoterapeuta pode ser de grande utilidade para ajudar a ver a realidade de Depressão-Bcada um a fim de que essa pessoa não viva permanentemente em fantasia ou irrealidade. Contudo é só uma ajuda, porque o mais importante é a visão e a percepção do próprio.5.

5. Infelizmente, quando temos alguma dificuldade que nos persegue, tentamos afastar essa ideia do pensamento: é como fugir da sombra ou do toiro em vez de o tentar enfrentar.

6. Por este motivo, vale a pena aprender a fazer com que a mente trabalhe em pleno para nos ajudar a «pensar na vida» e a orientá-la de um modo adequado. Para isso, temos de começar a pesquisar no nosso «arquivo pessoal das recordações» quais foram os momentos mais agradáveis e felizes da nossa vida. Deve existir pelo menos um, do qual não nos lembramos há muito. Enquanto aprofundamos essa recordação Psi-Bem-Bnão podemos ter simultaneamente outras que sejam desagradáveis. Por isso, é extremamente vantajoso utilizar a técnica do reforço do comportamento incompatível (F).

7. Se tentarmos «agarrar-nos» a essa recordação agradável e enquanto isso durar, não iremos lembrar-nos das desagradáveis e podemos até ter a sorte de descobrir outras, talvez mais agradáveis do que a primeira, das quais não nos lembrávamos há muito (J).

Haverá qualquer outra pessoa que possa fazer, por nós, todo este «trabalho»?

As técnicas de acções psicológicas que se baseiam em «pensamentos positivos» alicerçam-se na problemáticaDificeis-B do reforço do comportamento incompatível. Isto é o mais importante e facilitador da psicoterapia e dá ao próprio um imenso alívio que será aumentado por um psicoterapeuta que possa dar o apoio necessário. Para que se possa efectuar eficazmente qualquer psicoterapia, é indispensável que a pessoa visada tenha uma disponibilidade mental suficientemente boa para discernir, recordar, raciocinar e talvez até sentir profundamente e imaginar aquilo que é necessário. Para tanto, é preciso que a pessoa esteja relativamente relaxada e emo-cionalmente estável. Caso contrário, pode raciocinar ao invés do que se deseja e enveredar por um caminho diferente do pretendido. Tudo isto é importante porque aquilo que nos preocupa ou desequilibra, são os factos desagradáveis e as imagens e recordações confusas e distorcidas. Não são, seguramente, os acontecimentos agradáveis que vivemos ao longo do tempo. Eles têm de ser cuidadosamente procurados entre os muitos que se lhes podem sobrepor ou fazer com que fiquem distorcidos em relação à realidade.Organizar-B

A vida prega-nos, geralmente, diversas partidas, sendo muito vulgar e admissível que nos preocupemos apenas com estes factos desagradáveis, relegando para segundo plano tudo o resto que não nos preocupa no momento, embora este «resto» nos tenha ocasionado muitas alegrias. São apenas esses acontecimentos desagradáveis que exibimos perante os outros como justificativos do nosso desequilíbrio ou desalento. Muitas vezes, para combater este estado de desagrado, utilizamos os medicamentos que nos deixam meio estonteados, além de termos pessoas «amigas» que também nos consolam para nos ajudar a «sair da fossa». Porém, este alento pode funcionar como reforço negativo em virtude de nos fazer sentir temporariamente aliviados da nossa desgraça.E se esse reforço secundário negativo for aleatório, transforma-se, geralmente, num vício como qualquer outro: basta queixarmo-nos para que alguém tenha pena de nós e nos tente consolar. (É tão bom sentir o apoio dos outros!)Nestas circunstâncias, basta «estar doente» para conseguir dos outros a atenção que não nos é prestada quando nos sentimos bem e não nos queixamos. Consequentemente, a interacção com os outros e a preocupação deles para connosco vai aumentando, enquanto estivermos no estado de «doença» em que nos encontramos. Sem dar por isso, ficamos satisfeitos, consolados e enleados com a demonstração de carinho dos que se mostram preocupados com a nossa «doença». O resultado final passa a ser uma aprendizagem das vantagens de estar «doente» para obter a atenção dos outros. Esta aprendizagem vai-se consolidando cada vez mais, com a obtenção do reforço secundário negativo aleatório que passa a fazer parte do padrão habitual dos nossos comportamentos.

Auterapia-B30

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PUBLICIDADE OU INFORMAÇÃO / DIVULGAÇÃO ?

Houve em tempos alguém que atribuísse, no Facebook, à BIBLIOTERAPIA, a ideia de publicidade, mas a minha resposta sincera e pronta parece que esclareceu a situação.

Contudo, ao ver na televisão muitas entrevistas de políticos e alguns programas de diversos Arvore-B30apresentadores congéneres, sou levado a imaginar que isso é que é uma publicidade, muitas vezes camuflada, enganosa e paga por nós e que nos distorce o juízo em relação a muitos assuntos que nos interessam na vida do dia-a-dia.

Especialmente algumas informações e comentários que são dedicados à saúde mental, como os de Fátima Lopes, Maya, etc., dizem-me respeito e parece que podem orientar muitos incautos a utilizarem-se dos serviços, camufladamente anunciados nesses programas como autênticas maravilhas.

Todo este raciocínio foi despertado pelo artigo ou entrevista de Santana Lopes, no Expresso, que parece estar a querer «impingir» qualquer coisa ao público, sem dizer abertamente o que é. Estará ele a preparar-se para se candidatar a algum «tacho» ou estará a iniciar a propaganda de alguém que lhe interessará mais tarde como apoiante?
Deixando-nos de politiquices, para passarmos ao que diz respeito à saúde mental, posso afirmar que as Saude-Bpessoas que se servirem dos préstimos anunciados nesses programas televisivos, devem ter o cuidado de se precaver com a idoneidade dos intervenientes, o seu passado, a sua competência e os resultados das suas actuações. Também posso acrescentar que em medicina e psicologia, isto é, saúde física ou mental, parecem-me espúrias e pouco éticas estas apresentações, do modo como são feitas.

Em relação à BIBLIOTERAPIA, posso afirmar peremptoriamente que não estou a fazer publicidade mas apenas informação e divulgação da sua utilidade, comodidade, eficácia e economia.
Comecei isso com a publicação de «casos» e, em contacto com os alunos e público em geral, fui continuando essa divulgação, desde meados de 2007, primeiro com o blog Psyforall (entretanto desactivado) para continuar  no Psicologia para Todos (o blog antigo), Depressão-B a partir de meados de 2008,  assentando agora de vez nesta versão do PSICOLOGIA PARA TODOS alojada no WordPress,  desde finais de 2009. Saber o que se passa ou passou com os outros pode orientar-nos num sentido que desejamos.

A partir de Setembro de 2011 que a reformulação de todos os livros publicados e a preparação de outros com «casos» a serem escrutinados, está a ser divulgada no blog Terapia através de Livros, dedicado exclusivamente à sua apresentação desses livros. Acompanha os dois anteriores.

Interessa-me, de facto, que as pessoas tenham conhecimento desses livros porque, através de experiências pessoais, minha e de muitos «pacientes», consegui descobrir que o conhecimento dos mecanismos do funcionamento psicológico e o modo de orientar racionalmente a nossa vida, podem ajudar a reduzir ou evitar muitas das situações de tensão, desequilíbrio e desorientação que se nos deparam constantemente.

Isto é sobremaneira importante, porque na minha vida de 35 anos do exercício de psicologia clínica, Consegui-Bdediquei-me essencialmente à psicoterapia, além de eventual consultoria e docência, tendo verificado até em mim próprio o resultado benéfico daquilo que estou a preconizar também para os outros. Não só reduz os eventuais desequilíbrios como os previne e melhora o desempenho de cada um. Contudo, sem leitura, apreensão de conhecimentos, treino e prática adequada, com persistência, nada se pode conseguir. E, não é isso que se pode fazer até nos bem montados consultórios com equipamentos electrónicos!

Quero continuar a publicar a colecção dos livros que tenho apresentado na BIBLIOTERAPIA, a começar pelo “AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) e continuar com outros, ainda não publicados. Não o desejo fazer da forma tradicional entregando-os a uma editora devido à minha aversão de não poder intervir na sua publicação até ao último momento e a más experiências anteriores.

Contudo, interessa-me divulgar a ideia e os livros para ser eu a publicá-los em tiragem reduzida e a Acredita-Bdisponibilizá-los, sem intermediários, se isso for possível. Para isso, tenho de os divulgar e informar o público que, em vez de se fiar naquilo que eu digo ou escrevo, pode verificar pelo menos parte do resultado daquilo que proponho nesses livros, consultando os vários posts nos blogs mencionados.

Por exemplo, aquilo que estou a propor mais sistematicamente nesse livro preparado por sugestão de muitos alunos, «pacientes» e visitantes do blog, é experimentarem aquilo que começou a ser divulgado desde Fevereiro de 2008 no blog entretanto desactivado, e que continuou no antigo PSICOLOGIA PARA TODOS:

http://www.psicologiaparaque.blogspot.pt/2009/02/auto-terapia.html

Diversos outros posts relacionados com a AUTOTERAPIA, Maluco2podem encontrá-los já neste blogue, nomeadamente:

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/02/11/autoterapia-2/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/09/03/autoterapia-3/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/09/06/autoterapia-4/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/10/04/autoterapia-5/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/10/07/autoterapia-6/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/12/19/autoterapia-7/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/03/06/autoterapia-8-2/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/04/30/autoterapia-9/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/06/03/autoterapia-10/

Alguns destes links  respondem a dúvidas de alguns comentadores que, provavelmente, se serviram dosPsi-Bem-C mesmos.

Existem outros dois blogs que também elucidam o leitor acerca de algumas dúvidas e apresentam os «perigos» ou inconveniências de utilizar «drogas» para resolver eficazmente os «problemas da mente», com a opinião de Peter Breggin, um conceituado psiquiatra mundialmente conhecido:

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/11/01/psicoterapia-6/

http://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/04/06/psicoterapia-medicacao/

Com todo este arrazoado de explicações, posso dizer que me interessa divulgar as vantagens da Psicopata-Bpsicoterapia feita por cada um, ou com pouca ajuda do psicólogo. É mais cómodo e económico do que a tradicional visita ao psicólogo, o qual pode ser utilizado como suplemento ou complemento, até em sessões conjuntas com mais de uma dezenas de intervenientes.

Seguramente, não é qualquer música, equipamento, hipnose, ou qualquer outra coisa , como a droga, que nos pode provocar relaxamento se a nossa «cabeça» não estiver envolvida no assunto e a sintonizar com os desejos. Os compostos químicos podem-nos «deitar abaixo» deixando-nos inoperantes e incapazes. Por isso, estes livros são importantes e o resultado daquilo que cada um consegue pode ser experimentado com a consulta destes e doutros posts relacionados, e uma experimentação individual para verificar os resultados obtidos.

Depois disso, quem assim o desejar, pode inscrever-se para a aquisição do novo livro a ser publicado Imagina-Bsobre AUTOTERAPIA (P) e que vai conter a sequência completa dos procedimentos a adoptar:
Tudo isto se baseia na terapia do equilíbrio afectivo e na imaginação orientada (J)
que foi amplamente experimentada pelo Júlio (E), com autohipnose, durante 8 semanas à mesa dum recôndito ca

http://livroseterapia.wordpress.com/2011/09/22/eu-nao-sou-maluco/

bem como pelo Antunes (B) que se «desenrrascou» sozinho em sua casa com muita leituratreino e ajuda «escolar» à filha, que parecia a única a ficar descompensada quando, de facto, era ele que originava essa descompensação tanto na filha como até na mulher.

Explicando isto no Facebook em vez de ser no blog, para ter maior divulgação, pretendo que as pessoas se Auterapia-B30inscrevam para a aquisição do primeiro livro “AUTOTERAPIA” (P) a ser publicado quando houver inscrições suficientes, para depois se continuar com a publicação do “Eu Não Sou MALUCO!” (E) devendo-se-lhe seguir o “IMAGINAÇÃO ORIENTADA” (J).
A inscrição, indicando a quantidade de exemplares desejados, o nome, o e-mail ou o endereço, deve ser feita para <mariodenoronha@gmail.com>

Contudo, como por minha «incompetência» não consegui publicar esta notícia no Facebook, publico-a já aqui (para passar depois seguir para o Facebook).

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DEMOCRACIA / EDUCAÇÃO / PSICOLOGIA – 3

A partir do link de vídeo, partilhado no Facebook por David Martins, e que já comentei, comecei a pensar no assunto sob um ponto de vista psicológico.

A conclusão a que cheguei é que é um vídeo bem montado para uma experiência de Psicologia Social ou Investigação Jornalística, como aconteceu com Badaró, no Brasil, nos meados do século passado, ou com “Os Apanhados”, nas últimas décadas, na nossa televisão.

Sob um ponto de vista humano, negar a comida a uma pessoa carenciada, de camisola alaranjada, não foi muito bom, mas o gesto de dois jovens darem o lanche ao mendigo ou o mendigo dar a comida ao carenciado foi mais humanitário.
Contudo, se analisarmos esses comportamentos à luz da psicologia, podemos inferir que se o carenciado Psicologia-Bobtiver sempre comida quando a pedir, pode ganhar com isso reforço positivo e fazer uma aprendizagem de que para obter comida basta pedi-la. Não é necessário trabalhar!
O gesto do mendigo foi muito simpático mas, com a sua satisfação, também pode fazer com que o carenciado «aprenda» a pedir comida aos mais desfavorecidos ou mendigos, porque são mais acessíveis do que os outros.
Os jovens, também podem aprender a fazer caridade sem imaginar que podem criar comportamentos de dependência dos mendigos.
Se em vez de o carenciado pedir comida e o mendigo ficar à espera de que alguém lhe ofereça o lanche, os dois aprendessem a «trabalhar» e a ganhar o seu sustento através da retribuição do seu trabalho? O que faltará aos dois para conseguirem esta finalidade que me parece ser a mais razoável e lógica?
Todos nós podemos ter dificuldades de vez em quando e temos o direito de pedir ajuda assim como os Acredita-Boutros também têm a obrigação de nos ajudar. Mas, ajudar permanentemente, ficando uns a aguentar o «peso» dos outros? Não será exagero? Para que uns não fiquem demasiadamente onerados e os outros não se estejam a lastimar com as dificuldades, a própria sociedade tem de criar mecanismos capazes de atingir essa finalidade. Os poderes políticos servem ou devem servir para isso. É por isso que eles têm as chaves nas suas mãos, mas necessitam também de quem os ajude a orientar a sua acção num sentido construtivo e adequado. Pelo menos, numa democracia verdadeira isso deve acontecer. Para isso, todas as pessoas devem ser educadas no bom sentido.
Orientando-nos agora para o Psicologia e para os apoios de que as pessoas necessitam, mas não Saude-Bconseguem obter, julgo que pelo menos na Saúde Mental muito há a fazer para tornar as pessoas mais independentes e equilibradas do que conseguem ser com o nosso sistema em que se verifica que existem falhas na comparticipação dos medicamentos, falta de psiquiatras para atender os doentes e receitar os medicamentos e quase ausência de psicólogos para ajudar numa psicoterapia.
Fazendo uma comparação entre a quimioterapia e a psicoterapia, já se verificou que temos muito mais vantagens na psicoterapia do que na medicação.
Além disso, quer numa psicoterapia, quer numa medicação, o paciente pode ficar dependente da droga ou do psicoterapeuta e não prescindir do seu apoio em quaisquer circunstâncias.
E se conseguíssemos fazer com que, sem qualquer ajuda ou com um apoio mínimo, cada um pudesse ser Maluco2capaz de se equilibrar ou reequilibrar psicologicamente? Será isso possível? Na minha opinião e experiência de mais de 35 anos, isto não só é possível como já houve provas suficientes de que isso é totalmente viável (B) (C) (E) (G) (H) (J) (L) mesmo em casos de pouca colaboração do paciente (M). Para isso, uma educação num sentido apropriado, ou uma aprendizagem adequada, com a colaboração do próprio, bem como do ambiente circundante pode ser totalmente vantajosa.

É neste sentido que, além deste blog, destinado a dar respostas a várias pessoas interessadas nas nossas ideias, estamos a apresentar uma colecção no blog de divulgação, o TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS, destinada a preparar os livros necessários para que cada um se possa precaver dos «males da mente», fazendo  poucos exercícios, quase à hora de dormir, os quais no fim do primeiro mês não demoram mais do que 5 a 10 minutos e ajudam a manter um padrão de vida relativamente saudável.
Para começar, além dos exercícios a praticar em casa, o livro Auterapia-B30AUTOTERAPIA pode ser o começo de uma vida nova e diferente desde que as pessoas estejam interessadas em manter uma boa saúde mental e se disponham a pedir os esclarecimentos que sempre são necessários em situações novas, desta natureza.
Tudo isso torna-se fácil se houver pessoas interessadas e disponíveis para receber os esclarecimentos necessários para o início de todo este processo. Seria como ajudar tanto o carenciado, como o mendigo a aprenderem a trabalhar e a conseguirem trabalho para ganharem o suficiente a fim de se tornarem autosuficientes e não dependentes dos outros ou de quem se disponha a fazer caridade.Consegui-B

É como ensinar a pescar em vez de dar um peixe para matar a fome do momento.
 

Num sentido democrático, temos de enveredar por este tipo de aprendizagem utilizando todos os meios que a psicologia nos proporciona. Além disso, numa boa governação, a redução das diferenças entre os quase nada têm e os que vão tendo cada vez mais, deve ser reduzida ao máximo para que todos os bens que TODOS possuem na terra sejam equitativamente distribuídos e usufruídos de acordo com a contribuição de cada um.

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BIBLIOTERAPIA

Quando ontem, uma pessoa que visita de vez em quando a nossa página no Facebook dedicada á biblioterapia, Arvore-B30me perguntou por que razão me tinha lembrado de a iniciar, comecei por recordar os primeiros tempos em que tudo isto começou.

Ainda estava, quase clandestino, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), a querer sair da Força Aérea, enquanto digladiava com a minha neurose depressiva reactiva grave.
O único apoio que tinha, era da psiquiatria onde me receitavam antidepressivos, ansiolíticos e outras coisas que tais, dizendo que o mal estava na minha cabeça e que devia ter conflitos com o meu pai.

Tudo isto me deixava ainda mais «em baixo» a ponto de ter vontade de desaparecer deste mundo. Tinha Difíceis-Bdificuldades emocionais e na concentração da atenção a ponto de uma das vezes começar a ver tudo turvo e a duplicar à minha frente, quando conduzia à noite.
Resolvi deixar de tomar os comprimidos e aguentar firmemente sem os mesmos, até que, depois de ler muita coisa sobre psicopatologia, psicanálise, psicoterapia, modificação do comportamento, psicologia social e experimental, consegui concluir algumas cadeiras do ISPA enquanto não consegui sair da tropa em 22 de Abril de 1974, pouco antes de se iniciarem os «workshops» de Victor Meyer sobre terapia comportamental.

Entusiasmei-me e continuei a ler muita coisa sobre este assunto, até que fiz o curso de “Behavior Modification – operant conditioning” sob a orientação de Joseph Morrow, da California State University, Sacramento.
Como a psicanálise, além de muito demorada, não era para os meus bolsos, nem garantia resultados Psicologia-Bpalpáveis, resolvi aprofundar as ideias sobre a terapia comportamental que também não me seduziu porque estava a ver o resultado das acções do nosso grupo de trabalho em estágio profissional, que deixava muitas pontas soltas com a substituição de sintomas e a não garantia de reincidência – PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

Contudo, tinha de tratar de mim em primeiro lugar e isso só poderia ser feito com a minha actuação exclusiva e sem medicamentos que já experimentara, com péssimos resultados. Comecei a ler muito e a consultar bibliografia com livros e artigos variados relacionados com as terapias utilizadas em casos de neuroses, etc. Isso deu-me a possibilidade de ter conhecimento de muitos «casos», como aconteceu muito depois comigo − PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos (L)− e o modo como cada um dizia que tinha ultrapassado os «seus» problemas. Psi-Bem-CMas, eu tinha de ultrapassar os meus e devia ser de forma inventiva.

Viktor Frankl, na sua Logoterapia aconselha a pessoa a encontrar o seu sentido da vida. Também a
reestruturação cognitiva, de Beck, baseia-se na modificação da nossa maneira de pensar e de compreender as coisas de forma diferente daquela que nos conduz a um desequilíbrio psicológico. As técnicas de modificação do comportamento, por si só, não resolvem os problemas sem recorrer às recordações, sentimentos, sensações, emoções e vivências de cada um.

Surgiu então a ideia de experimentar em mim a técnica de reforço do comportamento incompatível que começou a dar bom resultado e me levou ao início da preparação da tese de terapia do equilíbrio Imagina-Bafectivo, já que tinha entre mãos pessoas que necessitavam dos meus serviços profissionais e eu já tinha beneficiado com esta técnica adoptada comigo.
O bom êxito, de quase 86 por cento de melhorias incluindo resolução de 23 por cento desses casos, incitou-
me a prosseguir, porque a percentagem dos bons resultados obtidos e divulgados por outros profissionais era sensivelmente inferior.
Satisfeito com os resultados obtidos, quis aprofundar a matéria, já que os poderia conseguir melhorar com a utilização da hipnose clínica em que me estava a especializar, enquanto trabalhava na tese de doutoramento apresentada em Cambridge para a California Christian University.

Surgiu assim a ideia de utilizar a hipnose e conseguir um condicionamento, ajudando o paciente a poderInteracção-B30aprofundar a sua «entrada» no seu não-consciente onde ficam geralmente armazenadas as recordações, vulgarmente designadas como «recalcamentos» e que nos incomodam quando menos esperamos e desejamos, transtornando-nos a vida completamente, também pelos condicionamentos anteriormente acontecidos.

Essa «viagem» ao nosso inconsciente, de acordo com as técnicas de Milton Erikson, só se pode fazer com a imagética orientada que pode encurtar em muito a terapia tornando-a muito mais eficaz e duradoura,
quase sem probabilidade de reincidência.
Contudo, interessava-me não só resolver os problemas mas programar o futuro. Isso só poderia ser alcançado não apenas com a imagética mas com a imaginação. É o que me estava a acontecer, especialmente depois de ter tentado ensaiar de forma incipiente esse método com a Isilda COMBATA Depressão-BOU EVITE A DEPRESSÃO (H), o Joel − PSICOPATA! Eu? (G), o Tiago − Eu Também CONSEGUI! (C) e muitos outros, cujos casos não foram descritos.

Tentando utilizar a hipnose para o paciente poder entrar em autohipnose e continuar com a orientação da imaginação para a resolução dos seus problemas, era necessário que um psicoterapeuta ajudasse o paciente. E se ele fosse capaz de tomar conta de si próprio? Se eu tinha conseguido fazer isso comigo, qual a razão de outros não poderem fazer o mesmo? O importante tinha sido a «leitura de muita coisa» e a incorporação de muito do que lia nos meus conhecimentos imediatos para uma prática consequente.

A oportunidade «de oiro sobre azul» surgiu quando o Júlio − Eu Não Sou MALUCO! (E) me pediu ajuda e Maluco2eu não tinha nem local nem outra possibilidade de lhe dar apoio a não ser num velho café, depois do almoço, durante o intervalo das aulas que tinha de dar naquela ocasião.
Com os bons resultados conseguidos comigo, com o Júlio e com a «nova paciente», a ideia de que a psicoterapia poderia, em certos casos, ser conduzida grandemente pelo próprio começou a tomar forma na minha cabeça que começou a «trabalhar» para pôr o projecto em acção.

Se, no meu caso, tinha tido necessidade de ler muito, o Júlio, em vez dos livros quase indisponíveis naquela ocasião, tinha-se socorrido de vários apontamentos que eu lhe ia emprestando e que tinham servido para os diversos cursos de enfermeiros e assistentes sociais.
Esses apontamentos iniciais destinados inicialmente às aulas, passaram a servir para a publicação de literatura adequada que, além da teoria necessária para compreender os fenómenos e os encadeamentos psicológicos, apresenta exemplos de casos do dia-a-dia − JOANA, a traquina ousimplesmente criança? (D), Joana-BINTERACÇÃO SOCIAL (H) e COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N).

Como depois desses livros que já tinha publicado, havia necessidade de apresentar o modo como cada paciente resolveu os seus problemas com alguma ajuda do psicólogo, mas muita leitura, treino e empenhamento do próprio, havia que descrever os «casos».
E se cada um conseguisse resolver os seus problemas independentemente como tinha acontecido comigo? Ao insistir nessa ideia apresentada na Biblioteca da Câmara Municipal de Portimão, a grande ajuda que o meu amigo AntunesACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) me deu foi de extrema importância − IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J). O seu bom êxito, só com algumas conversas e quase sem ajuda, foi decisivo para consolidar a minha ideia de que a psicoterapia pode ser realizada pelo próprio desde que tenha conhecimentos suficientes, bom senso, humildade para reconhecer os seus erros, vontade de melhorar e tenacidade para persistir perante os Conportamento Organizações Bloguemuitos fracassos que são absolutamente «normais» numa psicoterapia, sem quaisquer medicamentos, ideia reforçada pelo psiquiatra americano Peter Breggin em Psicoterapia / Medicação.

Entretanto, o artigo de Kevin Helliker, do The Wall Street Journal, de Nova Iorque, dizia que Behavior Research Therapy publicou dois estudos que demonstram a eficácia da biblioterapia em casos de depressão e de outras perturbações da personalidade. As investigações continuavam, a fim de se «separar o trigo do joio» no caso dos guias ou dos livros para «descobrir» os mais eficazes. A concluir, o artigo também dizia que a BIBLIOTERAPIA é uma prática que está a ser estudada para ser seguida nos EUA e no Reino Unido «onde um doente pode estar seis meses à espera dos cuidados de saúde».

Se assim é, qual a razão de não seguirmos este método que parece ser o mais indicado? Se nos faltava Consegui-Bliteratura adequada, era importante tentar colmatar essa falha. Com os meus escassos conhecimentos técnicos, mas mais de 35 anos de experiência com mais de 5000 casos, obtendo bons resultados em bastante mais de 86% dos pacientes, alguns com pouca ajuda do psicólogo mas muito empenhamento, treino, leitura e persistência do próprio, eu tinha de tentar agir.

Porque não preparar uma colecção adequada para o efeito com a reorganização de todos os livros já publicados e a apresentação de mais «casos» resolvidos e o modo de actuação de cada um?
Entretanto, as aulas no ISMAT, com as perguntas e esclarecimento de dúvidas dos alunos e a minha aprendizagem forçada de trabalhar com a internet, deram-me a oportunidade de tentar resolver a situaçãoAuterapia-B30 com a organização do blog , seguido de e agora, definitivamente fixado em “História do nosso Blog, sempre actualizada”.

Os livros, à medida que começaram a ser reorganizados, actualizados e aumentados para formar agora uma colecção de 16, destinados a cobrir partes importantes das áreas de psicoterapia, psicologia clínica e social, psicopatologia, psicopedagogia e comportamento organizacional, mereceram depois um outro blog
<livroseterapia.wordpress.com>

Se os problemas se situam na cabeça de cada um, tem de ser «essa cabeça» de cada um a tentar resolvê-los, trabalhando sozinha ou com alguma ajuda de pessoa mais habilitada para uma orientação adequada.Psicopata-B

Depois de conhecer as várias experiências descritas por Margaret Mead, é muito elucidativo saber através de Rosa M. Tristán (Courrier Internacional, 129, 21-09-07), que em 2006, o médico e antropólogo Francisco Giner Abati, com uma equipa de seis investigadores espanhóis, percorreu 50 mil quilómetros por Egipto, Sudão, Etiópia, Quénia, Angola e Camarões e afim de estudar seis sociedades, descobrindo que qualquer desses povos “vive em pequenos grupos, como vivia há apenas cinco mil anos.” Diz ele que as pessoas “Talvez morram de malária, mas não contraem as doenças mentais que nos envenenam a vida” Na nossa sociedade e civilização, a malária está a ser combatida e a ganhar medidas de profilaxia mas a «doença mental» não!
E se nós começássemos a tentar combatê-la apesar da austeridade e da falta de ajuda do SNS? A Câmara neuropsicologia-BMunicipal de Sintra já sabe, desde Abril de 2014, da minha disponibilidade de colaborar num projecto semelhante para ajudar as pessoas a manter uma profilaxia adequada, estando o assunto nas mãos do vereador da área da saúde mental Dr. Eduardo Quinta Nova.
É um método económico, cómodo, preventivo e profiláctico e que além de manter a pessoa psicologicamente equilibrada pode ajudar a melhorar o seu desempenho no dia-a-dia tão difícil para todos. O que necessita é de empenhamento, leitura, treino, bom senso e tenacidade de cada um.

As vantagens principais são essencialmente três:

  1. Não degradar o organismo humano com a ingestão de drogas psicotrópicas.
  2. Não onerar o Serviço Nacional da Saúde com a comparticipação nos medicamentos.Saude-B
  3. Diminuir as consultas de psiquiatria.

Vamos esperando a ver «em que param as modas», para termos a certeza daquilo que as entidades oficiais fazem, de facto, acerca deste assunto tão importante para a vida das pessoas.

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O VENDEDOR

Comentário do último post sobre TRABALHO EM GRUPO:
Obrigada por este artigo. No meio desta gente que tenho de formar, há pessoas que me falaram em ter de ser vendedores. Tenho de procurar qualquer ideia sobre este assunto.
Anónima

Para dar alguma achega ao seu comentário, posso transcrever o capítulo O BOM Organizar-BVENDEDOR, constante das páginas 149 a 152 do livro COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES (N) do conjunto dos 16 livros da BIBLIOTERAPIA.

 

O BOM VENDEDOR

Estávamos a discutir e a analisar, em 1990, na antiga Livraria Clássica, junto do antigo Cinema EDEN, o conteúdo do livro «O VENDEDOR», de José Contreiras. Chegámos à conclusão de que, em grande parte, se dedica apenas à descrição da vida de um vendedor, sua infância, crescimento e educação, hábitos e experiências profissionais, quando subitamente ouvimos uma algazarra na rua e MÁRIO SOARES chegou para o lançamento do livro «RETRATO», de Manuel Alegre, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, Vergílio Ferreira, Júlio Resende e José Rodrigues.
Como eu estava mesmo à porta, sem me conhecer, «apertou-me – politicamente  – o bacalhau» e entrou para os fundos da Livraria Clássica onde se faria o lançamento. Continuei calado, na companhia do meu amigo, ficando a olhar toda aquela movimentação e azáfama de escritores, jornalistas, correligionários e simpatizantes, quando uma pergunta sua me acicatou as ideias:
– E este não é um dos melhores vendedores?
Atordoado com a pergunta, resolvi pedir ao meu amigo que fossemos a um café, sentar um pouco para discutir aquilo que ele me perguntara tão de chofre e que me fazia pensar profundamente na profissão de Acredita-Bvendedor. Como é que o Presidente da República poderia ser um vendedor? Que conceito tinha ele de vendedor que o pudesse comparar ao exercício da Presidência da República? Se assim era, poderia imaginar que também me chamaria vendedor. Um Psicólogo vendedor! Como? Eu, que me dedicava à psicoterapia, fiquei inicialmente confuso, perplexo e arreliado. Tão má fama tinham os vendedores! Verificando pelo meu semblante que, com uma pontinha de animosidade contra ele, continuava absorto nos meus novos pensamentos e o meu amigo continuou:
– Não te aflijas com a pergunta que te fiz e que irás, de certeza, avaliar e responder mais tarde. Para isso, é necessário compreender bem o papel do vendedor, desmistificar preconceitos e retirar a conotação pejorativa que muitas vezes se associa a esta profissão. Para mim, vendedor é aquele que vai procurar saber quais são os produtos melhores e mais adequados para os seus clientes; tenta Auterapia-B30contactar cada um deles e demonstrar-lhes, no momento oportuno, quais os benefícios que se podem obter com esses produtos. Per-suade o seu cliente a fazer a aquisição no momento exacto e aguarda a sua decisão final. Dá-lhe toda a assistência possível posterior, mantendo com ele laços sólidos de amizade e convivência.
Estava a ficar convencido, quando subitamente me lembrei que se eu podia receber honorários proporcionais aos serviços prestados, o Presidente não o poderia fazer. Também um empresário ou um industrial ganha geralmente mais com o exercício dessa sua acti­vidade do que com a de Presidente. Nestas condições, porquê a sua possível candidatura a Presidente?
– Falas-me tanto em reforço e agora não o utilizas? – tornou a intervir o meu amigo, continuando: – Quando tens os teus pacientes, interessa-te mais a melhoria do seu bem-estar ou o pagamento dos teus Imagina-Bserviços? Quanto ganhaste financeiramente nos diversos Hospitais em que fizeste os estágios e colaboraste voluntariamente?
Respondi-lhe: – É claro que não aceitaria nem continuaria com um «caso» que me parecesse insolúvel ou que não pudesse ter de mim um apoio minimamente eficaz. Mas o que é que o dinheiro tem a ver com isso?
– Não percebes que há outros valores sem ser o dinheiro que as pessoas procuram como moeda de troca para uma transacção? Um bom vendedor é aquele que troca um bom produto ou serviço para o cliente por uma boa vantagem para si próprio. Estas vantagens podem ser dinheiro, influência, honra, prestígio, reconhecimento, etc. (K) Um bom vendedor dá aos outros aquilo que acha que é bom para eles e recebe aquilo que julga ser bom para si: troca vantajosa para ambos. Como no nosso estilo de vida actual e especialmente nos grandes aglomerados populacionais,Maluco2 cada um de nós não tem tempo, capacidade e conhecimentos para procurar tudo aquilo que é bom para si, existe necessidade de alguém que funcione como nosso procurador ou mediador nos assuntos em que não somos especialistas. O mau vendedor impinge aos outros tudo aquilo que puder, recebendo em troca dinheiro ou outras vantagens que, às vezes, podem ser exageradas em relação ao produto vendido. Não elogio nem aprecio de modo algum estes vendedores. Além do mais, tu também, com a sua contribuição, podes fazer algo para chamar à razão e obter a eficiácia pretendida numa profissão que é muito digna e benéfica quando exercida com honestidade e competência. Contudo, não sei se os políticos serão «bons vendedores» no sentido ético do termo, porque aquilo que eles vendem não é um produto que funcione sempre bem e em consonância com as suas afirmações e promessas. Vender, vendem. Mas, às vezes é gato por lebre.

Só então compreendi que esse meu amigo se referia ao refor­ço que tanto pode ser monetário como o de Interacção-B30satisfação de cumprir um ideal político que se julga bom, ou um tratamento que irá ajudar uma pessoa a sentir-se melhor. Nas minhas aulas, tinha falado tanto em autoreforço que não levei muito tempo para ficar totalmente convencido. Afinal, qualquer de nós, vendedor, psicólogo, Presidente da República, engenheiro, advogado, ou qualquer outro profissional, presta serviços mediante um pagamento. Tem de sobreviver. Não é amador e «não trabalha só por amor à camisola». Embora preste serviços com toda a competência e honestidade, estes terão de ser pagos do mesmo modo como o vendedor os recebe através do ordenado, dos lucros ou das percentagens nas vendas. Quando consegue fazer um serviço mais bem elaborado, recebe mais. Às vezes, além dos lucros financeiros, tem o reconhecimento e a amizade dos seus clientes pelas belas compras que lhes proporcionou.
Como psicólogo e psicoterapeuta compreendia que a minha função era prestar serviços aos meus utentes ou «pacientes» ajudando-os a conseguirem ultrapassar as suas dificuldades. Por tudo isso também tinha de receber os meus honorários.
Assim, embora os honorários não fossem o essencial, compreendia a sua alusão ao Presidente da República, Consegui-Bque é pago por tudo isso, não só financeiramente mas ainda com o reconhecimento público. Por esta razão, a sua governação – o produto que nos vende – tem de ser satisfatória. De acordo com o grau maior ou menor dessa satisfação, consequentemente, o reconhecimento público aumenta ou diminui. Neste contexto, quem não se lembra dos «maus vendedores» que profileram neste país?
Para que a sua acção seja eficiente e eficaz o Presidente deve fazer a prospecção dos desejos dos cidadãos, motivá-los para eles aderirem à sua ideia e tentar posteriormente executar honestamente as medidas propostas, gerindo o melhor possível a «coisa pública» e recebendo cada qual a sua satisfação: os cidadãos conseguem aquilo que mais ambicionam e o Presidente, a satisfação de obter o reconhecimento e a admiração dos seus eleitores.
Assim, tal como existem bons e maus vendedores, também estamos fartos dee conhecer bons e maus Presidentes, Vereadores, Gestores, Directores, etc.
No caso do vendedor, interessa descobrir aquilo que o cliente mais aprecia no produto ou no serviço. É umaJoana-B variável essencial a ter em conta na fabricação e comercialização de qualquer produto ou serviço.
Embora a prospecção seja essencialmente efectuada com sondagens de opinião, a mesma também pode e deve ser feita no contacto do dia-a-dia com o cliente. Este ponto é muito importante a fim de não obrigar o vendedor a perder tempo com demonstrações inúteis, quando pode propor negócios alternativos ou até ajudar o cliente a conseguir obter por si próprio uma solução mais vantajosa.

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TRABALHO EM GRUPO

Comentário no último post:

Obrigada pela resposta dada com este artigo.
Eu vou tentar utilizar esta técnica nos grupos com que vou ter de estar a trabalhar.
Também já comecei há muito tempo a fazer o relaxamento indicado em outros artigos lendo muitos dos indicados.
Há alguma coisa mais que eu possa saber sobre os grupos?
Anónima.

Interacção-B30
Para responder melhor e rapidamente à sua pergunta, muito generalizada, apenas disponho de um capítulo do livro “INTERACÇÃO SOCIAL (K) que acabei de rever e que nas suas páginas 161 a 168 diz o seguinte:

 
EFEITOS DO GRUPO NA TAREFA, MEMBROS E RENDIMENTO
 

O comportamento do grupo é em função do campo que existe no momento e do local onde funciona, sendo representado pela seguinte fórmula: C = f (P, A), que em inglês se torna: B = f (P, E).
A fórmula significa que o comportamento de alguém está relacionado com as características pessoais de cada indivíduo e a situação social na qual se encontra inserido. Isto é, C=comportamento; f=função; P=personalidade; A=ambiente.

 
Desenvolvimento do grupo.
Newcomb (1961) descobriu que a comunicação, a influência e as estruturas de afecto se modificam substancialmente numa residência universitária, no início do semestre académico, atingindo um patamar estável ao fim de quatro a cinco semanas. O desenvolvimento das normas de grupo e as pressões para o conformismo são fundamentais para a compreensão do modo como os grupos actuam e influenciam os seus membros.

No processo da socialização, tal como acontece com a criança, o indivíduo aprende a ver as coisas mais Psicologia-Bimportantes sob o mesmo ângulo de visão das pessoas mais significativas do seu mundo. Este prcedimento torna-se necessário para que a pessoa possa comunicar com os outros sobre assuntos importantes e obtenha aquilo que deseja. Para isso, as percepções individuais são «corrigidas» quando diferem das percepções «oficialmente» aceites, ficando o indivíduo exposto somente ao quadro de referência partilhado pelo grupo.
Assim, o indivíduo aprende a perceber o mundo de uma maneira que é partilhada pelos «outros» mais significativos à sua volta. O mesmo acontece nos grupos face-a-face. A este quadro de referência, chamamos normas que são desenvolvidas pelos grupos, nos quais se verifica:
1) o quadro de referência com que se vê cada coisa importante;
2) as atitudes e comportamentos «correctos» para com essa coisa;
3) os sentimentos afectivos no que respeita à «correcção» (sacralização) destas atitudes em relação à violação das normas;
4) as acções positivas e negativas através das quais o comportamento positivo é recompensado e o negativo punido.
Os grupos desenvolvem normas (partilham crenças e sentimentos) acerca de muitas coisas: Organizar-Badequabilidade das profissões, alimentação, bens materiais, valores básicos, relacionamento do homem para com Deus e o Universo.
Os grupos desenvolvem, às vezes, normas acerca da virtude ou inaceitabilidade das normas de outros grupos e dos seus membros, o que pode dar origem à formação de estereótipos e preconceitos que ficam subjacentes à hostilidade entre grupos e a conflitos entre os diversos grupos étnicos, religiosos, sociais, profissionais e políticos.
Sob o «ponto de vista do detentor», as normas existem para influenciar o comportamento do indivíduo na medida em que este acredita que «os mais importantes» possuem estas normas, independentente de elas existirem ou não, de facto.

Estudando os factores que afectam o desempenho da tarefa, verifica-se que quanto maior for o nível das capacidades gerais e específicas para a mesma, maior é o nível de eficácia no seu desempenho.Auterapia-B30
Steiner e Rajaratnam (1961) dizem que as capacidades dos membros representam o limite superior do potencial de desempenho do grupo e que vários factores de funcionamento do grupo (coordenação, etc.) e outros factores isolados (força de motivação, etc.), podem reduzir o seu nível. Porém, as capacidades dos membros e a experiência na tarefa determinam o grau de sucesso, independentemente de outros factores.

O desempenho da tarefa depende também do tamanho do grupo e da natureza da tarefa. O desempenho de tarefas intelectuais ou de resolução de problemas que exija poucos erros, é melhor nos grupos em interacção do que no trabalho individual (Taylor e Faust, 1952). Como reverso da medalha, há indivíduos que desempenham melhor as tarefas manuais sozinhos do que na presença de outros.
Aproveitou-se esta característica para a implementação do brainstorming em que um grupo de seis a dez Imagina-Bpessoas se reune e utiliza as diferenças dos seus pensamentos e ideias para chegar a um denominador comum eficaz e de qualidade, gerando assim ideias inovadoras que levem o projeto adiante. Contudo, também se verificou que este método pode, às vezes, reduzir a eficácia da produtividade quando a tarefa não é criativa.
Taylor e colegas (1957) demonstraram que, nas tarefas de criatividade em que se exigem ideias originais, os grupos são inferiores a alguns indivíduos tanto na qualidade como na quantidade.

Deutsch, (1949) e Mintz, (1951), verificaram que os grupos, quando recompensados em conjunto, têm um desempenho melhor do que quando os seus membros são recompensados individualmente. Por isso, as condições de operacionalidade que favorecem a cooperação em detrimento da competição, proporcionam maior eficácia na tarefa.

Fouriezos, Hutt e Guestzkow (1950) verificaram que o desempenho da tarefa fica perturbado se os Consegui-Bmembros focarem as suas energias no preenchimento das necessidades pessoais (agressão, catarse, dependência, estatuto) mais do que na obtenção de seus objectivos.

O desempenho da tarefa é melhor quando os membros do grupo têm um conjunto de capacidades, atitudes, padrões de personalidade e ambiente compatíveis entre si e não divergentes.

Contudo, existem algumas razões para que o grupo não seja considerado superior ao indivíduo, nomeadamente:
▫ a presença de outros indivíduos pode inibir o indivíduo de apresentar novas ideias;
▫ «demasiados cozinheiros podem estragar o caldo», por interferirem no caminho uns dos outros;
▫ necessidade de coordenação devido ao «ruído» do grande número de pessoas envolvidas.neuropsicologia-B

Também o tamanho do grupo pode ser outra razão para que a produtividade do grupo seja negativamente afectada. Gibb (1951) estudou grupos dimensionados entre 1 e 96 na tarefa de resolução de problemas. Embora a grande dimensão dum grupo de 10 componentes tivesse proporcionado a resolução de 10 problemas, num grupo de 20 resolveram-se somente 15, tendo a média de produtividade por pessoa ficado diminuída com o aumento do número total dos elementos do grupo. Gibb também descobriu que o aumento do tamanho de grupo deixa os seus componentes menos livres para exprimirem as suas ideias por haver menor oportunidade do que num grupo pequeno.
Nas experimentações efectuadas por Worchel e outros (1975), a avaliação da produtividade em grupo é sobrevalorizada tanto pelos vencedores como pelos perdedores que esperam ter de continuar a competir. Contudo, essa avaliação de produtividade não é sobrevalorizada nem pelos perdedores, nem pelos Psicopata-Bvencedores que não esperam ter de voltar a competir.
Os grupos que são eficazes nas suas tarefas, têm menor interacção negativa do que os ineficazes, não se podendo dizer que a sua interacção seja maior ou menor do que a dos outros ou que tenham entre si afectos mais positivos.
Os grupos eficazes mostram, geralmente, menos afecto negativo porque exibem neutralidade de afectos. Os seus membros são menos hostis e essencialmente orientados para a tarefa tipo «nego-ciantes» e a «amizade» entre eles tem pouca importância.

Para se obterem bons resultados, a comunicação altamente centralizada proporciona melhor desempenho apenas nas tarefas de manipulação de informação simples, enquanto se torna prejudicial nas tarefas mais complexas que exigem muita troca de informação, cuja veiculação é retardada pelo próprio tipo de estrutura de comunicação (Shaw, 1954).

Leavitt (1951) verificou que nos grupos de comunicação centralizada (em cruz ou informal) cometem-seJoana-B menos erros e resolvem-  -se os problemas mais rapidamente do que em grupos de comunicação menos centralizada (círculo ou linha) os quais conseguem ter, contudo, pessoas mais satisfeitas do que nos grupos anteriores.

A fim de que exista uma mudança nas atitudes dum grupo, sabe-se que quanto maior for a discordância acerca de um assunto importante, mais comunicação existe com os membros que se afastam do consenso. Se as pressões não derem resultado, o indivíduo abandona o grupo ou é forçado a fazê-lo. Deste modo, quanto maior for a atracção do indivíduo pelo grupo, maior é a sua tendência para ceder às pressões do mesmo, assim como para se conformar com as suas normas.
A coesão, que é a atracção que o indivíduo sente pelo grupo (Collins e Raven, 1969) e que Festinger (1950) definiu como “o resultado de todas as forças que actuam sobre os seus membros para que continuem no grupo”, também afecta a sua produtividade. Os grupos de maior coesão tentam seguir mais normas e regulamentos.

Schachter e colegas (1951) definiram a força da coesão como a atracção pelo grupo e verificaram que Depressão-Bquanto maior for a atracção pelo grupo, maior é a influência deste sobre os seus membros a ponto de conseguir alterar a produtividade, porque o sucesso da tarefa depende do poder do grupo para influenciar os seus membros.

Fizeram-se várias experiências para verificar as vantagens e as desvantagens do conformismo e da alienação do indivíduo ao grupo. Os grupos tentam estabelecer normas comuns para desenvolver uma comunidade que partilhe crenças e valores acerca de coisas relevantes e essenciais para a sua continuação que é posta em risco com desvios e conflitos a serem resolvidos para a sua sobrevivência.
Nas experiências de Schachter (1951) já descritas neste livro, verificou-se a quantidade de interacção e de reacções pós-sessão dos «desviados». A comunicação para o desviado aumentou na razão directa do «tamanho» do desvio. Se o grupo não o pudesse modificar, rejeitava-o. Numa outra experiência, Back Saude-B(1951) verificou que grupos mais coesos procuram ter mais influência do que grupos menos coesos e conseguem-na.

Os conflitos que surgem no desempenho dum grupo estudado por Killian (1952), indicam que numa situação de desastre ou acidente público, os homens que não têm família no local são mais eficazes no desempenho das suas tarefas de segurança no trabalho, do que aqueles que ficam divididos entre a responsabilidade para com a empresa e a preocupação de segurança das suas famílias, factos que ocorrem muitas vezes no nosso dia-a-dia. Por que será que nos serviços arriscados se preferem pessoas sem ligações familiares?

O tamanho do grupo tem vantages e desvantagens. Steiner (1972) verificou que a coordenação e a motivação são os factores mais importantes a considerar, à medida que o tamanho do grupo aumenta. À Respostas-B30medida que o grupo aumenta, o sentimento de inibição acompanha este acréscimo e faz com que o medo de fazer má figura perante muitas pessoas reduza a participação e o comprometimento.
Para que exista uma produtividade com boa qualidade, um grupo de cinco pessoas parece ser o ideal (Hare, 1976) porque pode exsitir desempate em caso de dúvidas e não concordância, além de que a interacção a manter é muito facilitada.

Steiner (1972), estudando o rendimento que se obtém num grupo, sintetizou-o da seguinte maneira:
Tarefas disjuntivas. São de escolha dupla ou de resposta sim ou não. O resultado depende do membro mais capaz do grupo.
Tarefas conjuntivas. São de combinação de sub-tarefas tais como escalar uma montanha. O resultado Acredita-Bdepende do membro menos capaz do grupo, embora a média geral de desempenho seja melhor, mas inferior ao resultado obtido pelo indivíduo mais capaz.
Tarefas aditivas. São aquelas em que as diversas tarefas individuais vão sendo somadas para se obter o resultado final. Temos como exemplo o levantar dum peso. Em conjunto, muitos indivíduos, levantam bastante mais do que um só. Contudo, a quantidade desse peso é menor do que a soma de pesos que poderia ser levantada individualmente por cada um dos componentes do grupo.
Tarefas discricionárias. São aquelas que exigem que o grupo chegue a uma decisão. Apresentam-se meios alternativos que afectam a decisão à qual é necessário chegar.

Husband (1931) verificou que a aprendizagem inicial duma tarefa consegue ser melhor individualmente do que em presença do grupo que pode funcionar como uma inibição social. Contudo, uma vez aprendida, o Maluco2desempenho dessa tarefa em presença dum grupo consegue ser melhor do que individualmente através do efeito da facilitação social (Travis, 1925). Esta constatação parece ser confirmada pela experiência de Zajonc, Heingartner e Herman (1969) efectuada com baratas inseridas num labirinto escuro subitamente iluminado.

O groupthink e o groupshift podem funcionar de maneira semelhante quando um grupo for uniforme, a coesão for grande e a sua maneira de pensar se relacionar com o conformismo.
Os sintomas mais evidentes são:
1. Por mais fortes que sejam as evidências em contrário, os membros do grupo racionalizam qualquer resistência contrária aos ideais do grupo e o seu comportamento reforça esta ideia inicial.Psi-Bem-B
2. Os membros do grupo exercem pressões nos que expressam quaisquer dúvidas momentâneas sobre os ideais do grupo e apoiam sempre as alternativas apresentadas pela maioria.
3. Os membros que têm dúvidas procuram evitar exprimir posições contrárias mantendo silêncio ou tentando minimizar a importância das suas dúvidas.
4. A unanimidade entre os membros é simbolizada pelo silêncio dos que não se expressam, chegando-se à conclusão de que quem não vota contra é porque se mostra favorável à posição da maioria.

Não será esta a ideia que se propaga com a abstenção na votação das eleições em Portugal? Qual a razão de os abstencionistas, que depois reclamem contra tudo ou se subjugam aos outros, não irem votarem activamente com o voto riscado, como protesto contra todos, já que não existe um quadrado com um “NÃO” para significar isso?
Seria uma contribuição honesta e activa para a DEMOCRACIA real!Dificeis-B

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REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL 6

Comentário:

Gostei de ler este artigo e diversos outros. Nesta época, eu estou sem tempo e com ligeiras preocupações quanto ao futuro.
São preocupações de emprego e de dinheiro.
Tudo isto  me deixa perturbada.
Haverá alguma coisa que possa fazer por mim própria?

Anónima

Para responder imediatamente à sua pergunta, tenho de lhe dizer que faça o possível para praticar muito Auterapia-B30daquilo que se diz nos diversos posts sobre PSICOTERAPIA e AUTOTERAPIA  e que será resumido e publicado, quando possível no novo livro AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P), estando bem explicado , com os resultados obtidos no livro IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).
Além disso, o Júlio (E), com conversas de café e algum treino, quase à vista de todos, «aprendeu» a utilizar a autohipnose e a servir-se do reforço do comportamento incompatível para diminuir e resolver as suas dificuldades, descritas no livro “Eu Não Sou MALUCO!“.

Entretanto, eu tenho de me entreter (reforço do comportamento incompatível, para mim) tenho de me entreter a reorganizar calmamente o livro INTERACÇÃO SOCIAL (K) que espero publicar logo que Psi-Bem-Bpossível. Contudo, para dar resposta mais concreta a este comentário feito no último post PSICOLOGIA PARA QUÊ? 3, além dos diversos exemplos dados nos 5 posts anteriores sobre REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL,
Reforço do Comportamento Incompatível (20 Ago 2008)
Reforço do Comportamento Incompatível 2 (17 Fev 2011)
Reforço do Comportamento Incompatível 3 (23 Mai 2011)
Reforço do Comportamento Incompatível 4 (6 Jul 2013)
Reforço do Comportamento Incompatível 5 (18 Set 2013)
que podem e devem ser consultados, vamos transcrever as páginas 95 a 102 do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F) que trata da técnica da REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL, simples, económica, eficaz e sem efeitos colatarais ou secundários

“Uma outra técnica eficaz, económica e uma das melhores é a de aprendizagem com desaprendizagem, istoPsicologia-B é, a de reforçar todos os comportamentos que sejam incompatíveis com aquele que se deseja eliminar. É essencialmente uma técnica para a eliminação fácil e pouco complicada de um comportamento que se deseja reduzir. Enquanto se deseja a desaprendizagem de um comportamento inadequado, fomenta-se a aprendizagem de quaisquer outros, adequados e incompatíveis com o primeiro.

A própria incompatibilidade ou dificuldade de existência simultânea do comportamento que se deseja eliminar com qualquer outro que se fomenta, faz com que o primeiro desapareça porque os dois não podem coexistir ou acontecer em simultâneo.

Esta técnica é muito vantajosa nas aulas, na educação, na reeducação e até na psicoterapia, o que podemos verificar através dos exemplos que se seguem (P).
O Paulo sofria de paralisia cerebral e era uma criança de 8 anos com imensas dificuldades motoras. Havia necessidade de lhe proporcionar mais firmeza de movimentos, o que só se conseguiria com bastante treino. Paulo gostava imenso da sua educadora e ficava satisfeito quando ela o elogiava. Isto significava que o Interacção-B30elogio dela lhe proporcionava reforço. Utilizando isto como arma principal, o psicólogo combinou com a educadora efectuar os treinos necessários utilizando a atenção da educadora como como reforço do Paulo.
Quando tinha de empilhar cubos, uns sobre os outros, o Paulo não conseguia evitar que a sua mão «vagueasse» pelos mesmos porque não tinha controlo nos movimentos. Era este descontrolo que, apesar de fisiológico e difícil de reduzir com medicação, se desejava reduzir ou eliminar através do controlo comportamental. Durante todo tempo que a mão estava descontrolada, os cubos «passeavam» por cima do tampo da mesa. Por mais que se lhe dissesse que não deixasse «vaguear» a mão pelo tampo da mesa, não havia possibilidade de a parar. Contudo, o Paulo conseguia pegar num cubo e colocá-lo num determinado lugar. Como isto era incompatível com o descontrolo da mão, o psicólogo combinou com a educadora que ela o deveria reforçar sempre que Arvore-B30ele deixasse a mão quieta, a pousasse na mesa ou fizesse o mais pequeno gesto de tentar agarrar um cubo. Nestes momentos, o descontrolo da mão diminuía.
A técnica do reforço do comportamento incompatível fez com que, aos poucos, o Paulo conseguisse não deixar a mão descontrolada. Embora esta técnica acabe aqui, ela pode ser conjugada vantajosamente com outras, como por exemplo, a da moldagem. Com muita dificuldade inicial mas também com muita persistência, o reforço dado só quando havia o controlo da mão, foi fazendo com que a motricidade manual do Paulo ficasse controlada. Levou muito tempo, mas o Paulo conseguiu reduzir e sua dificuldade inicial. Embora a reeducação, que até podia ser fisioterapia, tivesse demorado muito tempo, foi o único processo que se mostrou eficaz fazendo com que a criança conseguisse empilhar 4 cubos ao fim de 6 meses de treino com sessões de 40 minutos, duas vezes por semana.
O Joãozinho, filho de pais pobres e de fracos recursos financeiros estava habituado à linguagem maisAbade Faria grosseira. Todos os palavrões eram mais do que usuais. No 6º ano, a professora começou por o repreender quando ele dizia “Oiça lá”, “Ó minha”, “Ó senhora”. Conversando com ele em particular e verificando que as repreensões não davam resultado e que, às vezes, pareciam proporcionar ao rapaz um certo «gozo» por ela lhe ligar especial importância, a professora resolveu utilizar o reforço do comportamento incompatível prestando-lhe atenção imediata logo que ele não a tratasse como antigamente. Eram «ignoradas» todas as verbalizações que ele estava habituado a utilizar anteriormente, com frequência.
Esta técnica foi utilizada apenas durante 5 semanas, ao fim das quais a professora teve a possibilidade de começar a utilizar a técnica da moldagem para o habituar ao tratamento de “Srª professora”. Depois desta fase, houve a possibilidade de generalizar a sua aprendizagem para outros comportamentos essenciais neuropsicologia-Bnuma aula, os quais nunca tinham sido alterados. O reforço da atenção da professora surtiu efeito depois da utilização do reforço do comportamento incompatível para eliminar os comportamentos indesejáveis do aluno.
Glória era uma criança de 8 anos que não estudava nem se alimentava devidamente. Quando os pais a obrigavam a estudar ou a comer, recusava, ficava tensa e tinha crises de choro, vómitos e subida de temperatura.
Em primeiro lugar, os pais tinham de começar a reconhecer quando é que ela iria ficar tensa. Em seguida, deviam desviar a conversa para um assunto que a deixasse bem-disposta. Por exemplo, à hora do almoço, a Glória não queria comer a sopa. A mãe não lhe dava a comida e ia perguntar ao pai, de maneira que a Glória ouvisse a conversa, a que horas iam sair, na parte da tarde, para lanchar ou comer um gelado de que ela gostava.
Se a Glória soubesse que o gelado lhe fazia mal em jejum ou quando estava à fome e não era aconselhável Joana-Blogo depois do almoço, teria de tomar uma decisão rápida acerca da refeição do momento. A Glória deveria saber antecipadamente, através dos pais, que o passeio programado poderia ser cancelado por causa dela, por não poder comer o gelado sem se alimentar minimamente ao almoço. Terminada a conversa com o pai, a mãe deixaria de lhe dar a sopa ou qualquer outro alimento enquanto a Glória não tivesse a iniciativa de o pedir. A ingestão do gelado seria assim apresentada como boa, mas incompatível com a não-ingestão de alimentos a tempo e horas.

Quando existem conflitos deste tipo, as crianças resolvem-nos pensando nas vantagens que vão ter como contrapartida dos sacrifícios que lhes são exigidos (K). Às vezes, é necessário «realçar» a necessidade da boa escolha como aconteceu com a Glória. Sem forçar a criança, a alimentação foi assim mais facilmente ingerida do que obrigando-a a tomar a sopa e o resto da comida, com ralhos, reprimendas e vómitos à mistura.
Um outro «caso» pode ser ainda mais elucidativo porque envolve uma «doença incurável». Filomena era Depressão-Buma senhora de 50 anos, muitíssimo divertida e a principal animadora de todas as festas em que participava. Os seus amigos disputavam-lhe a companhia, deliciando-  -se com as histórias e anedotas que ela contava, com gosto e entusiasmo. Pouco antes do seu 51º aniversário começou a ter dores horríveis no estômago. Foi ao médico que a mandou fazer, de imediato, exames complementares de diagnóstico que indicaram neoplasia maligna no estômago, sem possibilidades de intervenção cirúrgica ou quimioterapia satisfatória. O prognóstico foi de mais 3 a 6 meses de vida. A única solução era obter algum alívio medicamentoso para as dores e apoio psicológico, se possível.
Perante esta situação extrema, o psicólogo verificou que a única solução possível era o reforço do comportamento incompatível. Aconselhá-la a conformar-se com a doença ou a pedir a Deus que a ajudasse no seu sofrimento seria de pouca utilidade. Fazer com que ela racionalizasse que todos iremos morrer um dia e que tinha chegado o seu momento de deixar este mundo, também era pouco estimulante e a aceitaçãoSaude-B
desta ideia demoraria muito tempo.
Contudo, fazendo um historial do seu passado, a senhora tinha tido uma vida cheia de amigos, além de três filhos já casados com quem se dava muito bem e que viviam a sua vida confortavelmente. Ela tinha sido positivamente reforçada por tudo isto.
O psicólogo formulou a hipótese de que a Filomena não podia estar a pensar na sua doença enquanto estivesse a recordar esses momentos agradáveis do passado. Tinha de utilizar o reforço do comportamento incompatível, tanto mais que ele próprio estava habilitado a utilizar a técnica da hipnose e a paciente tinha tempo mais do que suficiente para praticar o relaxamento e a autohipnose em casa.
Marcou duas sessões por semana e tentou treiná-la, imediatamente a relaxar-se para conseguir minimizar as dores. Treinou-a a induzir o estado de autohipnose (E) (J) e deu-lhe uma sugestão pós-hipnótica neste sentido. Começou por a ajudar a entrar em regressão, recordando os momentos agradáveis da sua vida. Acredita-BEram as festas, o convívio com os amigos, o nascimento dos filhos, os estudos deles e os seus namoros e casamentos, os netos, a convivência com o marido, etc. Tudo servia para ser realçado nas sessões que fazia e nas quais o psicoterapeuta dava a sugestão pós-hipnótica de que estas cenas seriam recordadas logo que iniciasse o relaxamento em casa.
Ao fim de um mês, a Filomena entrava no consultório a sorrir, saía bem-disposta, acordava entusiasmada mas ficava um pouco triste durante o dia quando as pessoas amigas a tentavam «consolar» falando-lhe na doença que o psicólogo «ignorava» completamente como se não tivesse qualquer importância ou a desconhecesse de todo.
Por recomendação expressa do psicólogo, a família utilizava este procedimento e tentava afastar a Filomena dos amigos que lhe recordavam a doença a cada passo. Filomena ainda viveu quatro meses com menos angústia do que teria se fosse «consolada» como quase toda a gente costuma fazer. É pena que nem todos conheçam como utilizar esta técnica tão simples quanto eficaz, inócua e segura.
Neste caso, não era necessária qualquer sugestão pós-hipnótica, mas sim, apenas o não afloramento dos «consolos» e «conversas racionais» das pessoas e, às vezes, «caritativas», acerca da doença. Falar em tudo menos na «doença», seria uma boa ajuda que os amigos e conhecidos lhe poderiam dar.
Vamos transcrever também o relato da Cidália, a «paciente» do livro Eu também CONSEGUI!, que tentou fazer uma psicoterapia com muito empenhamento seu e pouca ajuda do psicólogo (C/123).
“Na noite seguinte, lembrei-me da minha própria vida que mais parecia uma empresa por falir mas que Consegui-Bjá tinha retomado o rumo devido. Durante o dia tinha lido alguns exemplos do reforço do comportamento incompatível (F). Lembrei-me do Sr. Antunes e do psicólogo que me indicavam o caminho a seguir e insistiam na minha colaboração e prática do relaxamento sem nunca me desculpabilizar ou deixar arranjar justificações para os meus insucessos. Em todas as situações de fracasso, eu tinha de descobrir aquilo que tinha corrido mal para enveredar por um caminho novo e mais certo do que aquele que percorrera. Eles falavam-me só naquilo que eu, de facto, deveria fazer para enveredar por um caminho correcto e mais «sorridente». Enquanto falavam nisso, eu não podia pensar nos meus insucessos. Quando lhes ia contar um insucesso, mudavam a conversa para aquilo que eu deveria fazer. Como não podia pensar nas duas coisas ao mesmo tempo, só conseguia pensar naquilo que eles diziam que devia fazer. Lembrei-me de conversas que tinha tido com o Sr. Antunes e quis verificar a veracidade do que estava a pensar.
 *****

“Quando falei no sábado com o Sr. Antunes, logo de manhã, para lhe dizer que me sentia «um pouco em baixo» por causa do trabalho que estava a fazer sobre os gestores e que me apetecia tomar uns comprimidos, pareceu-me que ele tinha ficado muito preocupado porque vociferou:
– Estás maluca?
A seguir deu-me uma curta «seca» acerca dos malefícios da «droga». Foi como se tivesse levado um Maluco2«murro na boca do estômago e um forte pontapé no rabo» contra o que nada pude fazer, mas que me estancou e projectou para caminho diverso daquele que eu estava a enfrentar. Mas depois, «vendo-me prostrada no chão e no sentido que ele desejava» deixou-me falar, ficando completamente em silêncio durante todo o tempo, sem interromper uma única vez. Quando lhe perguntei se me estava a ouvir, respondeu com algumas perguntas que me foi fazendo sobre o mestrado e não sobre as minhas «desgraças». As perguntas exigiam de mim respostas concretas e circunscritas às mesmas, sem divagações:
– Já te aproveitaste de todas as fontes possíveis?
– Consultaste a INTERNET?
– Fizeste todas as entrevistas necessárias?
– Quando é que tens de entregar o trabalho?
– Estás a descansar o suficiente?
Quando eu me «desviava» um pouco da resposta concreta ou «entrava» em qualquer justificação, ele Psicopata-Binterrompia com uma pergunta que me exigia resposta imediata e diferente da «conversa» que eu gostaria de ter e acerca da qual não tinha obtido uma resposta concreta mas sim um alheamento total. Por fim, recomendou que não me esquecesse de continuar a fazer o relaxamento e praticar a imaginação orientada sem qualquer outra «variante».
Agradeci-lhe a boa vontade de me «aturar» e disse que seguiria os seus conselhos. Pediu-me, insistentemente, que lhe telefonasse no dia seguinte”.
Neste caso, as perguntas do Sr. Antunes foram os reforçadores do comportamento incompatível.
***

Nesta técnica, podemos enquadrar também com perfeição aquilo que se passou connosco e que foi Respostas-B30mencionado nas páginas 18 e 54 deste livro.
Ao ouvirmos as anedotas dos alentejanos, contadas com prazer pelo inconfundível Armandinho que também nos deliciou sempre com as suas músicas para dançar, não conseguíamos pensar nas agruras de vida que sempre nos acompanham. Era um bálsamo para os dissabores.

Com este reforço secundário negativo, não nos restava outra hipótese senão, além de ficarmos viciados no «Armandinho», o mesmo funcionar como reforço do comportamento incompatível fazendo esquecer as agruras de outras lembranças do dia-a-dia e das dificuldades no planeamento e edição dos livros, agora todos reformulados  na BIBLIOTERAPIA.

Esta técnica é uma das melhores, sem efeitos coletarais ou secundários e fácil de aplicar como se vê nos Imagina-Bposts sobre REFORÇO DO COMPORTAMENTO INCOMPATÍVEL nos blogs PSICOLOGIA PARA TODOS: o antigo e o actual (que é este).

Este tipo de psicoterapia é baseada também na técnica de INIBIÇÃO RECÍPROCA (Wolpe, 1952 e 1958) em que o favorecimento duma resposta comportamental antagónica daquela que se deseja eliminar, acaba por eliminar esta, se a primeira for consistentemente favorecida e aumentada.
A técnica de IMPEDIMENTO DE RESPOSTA (Response Prevention) é quase semelhante porque tenta evitar uma resposta que não interessa ou é indesejável, sem se utilizar a punição.
Será necessário ir a consultas de psicologia, em casos pontuais, com despesas inerentes e de transporte,Organizar-B além de desperdício de tempo, só para saber o que se deve fazer, quando a leitura de todos estes casos,  com exemplos comuns do dia-a-dia, em um ou mais livros nos pode ajudar e resolver a situação ou precaver-nos dela?”

Quando é que as pessoas ou as entidades comunitárias ou oficiais se preocuparão em difundir estes conhecimentos para que a nossa saúde física, mental e de interacção social possa ser substancialmente melhorada?
Se não forem as entidades oficiais a pensarem nisso, teremos de ser nós a exigir que isso aconteça, quanto mais não seja para a salvaguarda das gerações futuras e duma verdadeira democracia.

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