PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO

Comentário no post (???)

“Sr. Doutor Noronha
Vou fazer este comentário por várias razões:Auterapia-B30
♦ é público e não privado como um mail;
♦ refere-se a este blogue;
♦ este blogue ajudou-me muito nos últimos meses;
♦ os últimos artigos são muito interessantes;
♦ a sua divulgação no facebook é importante;
♦ este artigo despertou muito a minha curiosidade porque o seu título tem três interrogações encaixadas entre parêntesis.

Antes de tudo, tenho que dizer que sou jovem e estava a completar um curso superior.Joana-B
Trabalhava numa cidade onde também vivia com uma jovem com quem iria casar.
Há mais de dois anos, com o despedimento e o desemprego, tive de acolher-me em casa dos meus pais numa localidade próxima.
Sem poder continuar os estudos, estou constantemente na internet à procura de emprego que não encontro.
Posso afirmar que comecei com a internet porque já estava habituado ao computador e porque me é mais económico não ter de me deslocar gastando com as viagens o dinheiro que já não tenho.
Os pais têm o telefone pago ao mês, com internet, por causa de qualquer eventualidade.
Por tudo isso, agarrei-me à internet e entrei sem querer no facebook. Foi por estar desempregado, à procura de emprego que não consigo encontrar.
É exactamente o contrário do que disse aquela Isabel Jonet. Por acaso, ela não será Choné ou Xoné?Interacção-B30
Também foi por causa das viagens no facebook que consegui descobrir as suas intervenções que me agradarem e conduziram ao seu blogue que aprecio imenso.
Foram especialmente as últimas intervenções acerca da psiquiatria, das drogas e da psicoterapia que me incitaram a fazer este comentário.
Quero-lhe dizer que não consegui compreender muito bem aquilo que o Professor Breggin fala nos seus vídeos, mas parece que está mais ou menos na sua linha.
Posso garantir que os seus artigos foram muito importantes para mim porque pratiquei alguma coisa do que diz.
Pratiquei muita coisa apresentada anteriormente, mas o artigo sobre PSICOTERAPIA 6 agradou-me mais ainda.
Senti bastantes melhoras, especialmente no que toca ao desassossego que uma pessoa sente quando vê a neuropsicologia-Bsua vida, com pouco mais de 20 anos, completamente destroçada e quase sem futuro.
Sou filho único e os meus pais já são idosos. Tinham uma pensão razoável que os deixava viver com sossego fora da cidade.
Agora, com os cortes nas pensões e a terem de aguentar com o sustento de um filho que já devia estar a trabalhar, sentem-se aflitos e angustiados.
Não se sentirão também falidos ou falhados? Não lhes pergunto.
Qualquer dia, tenho de fazer com que os meus pais também pratiquem muito daquilo que tenho lido nos seus artigos.
Estou muito longe de si para poder falar pessoalmente qualquer dia.
Gostava de adquirir os seus livros e até conhecer o Júlio (E), porque deve viver perto de mim, mas não Organizar-Btenho quaisquer possibilidades financeiras para isso.
Desculpe toda esta conversa, mas tinha de lhe agradecer e pedir que continue com o seu magnífico blogue.
Cumprimentos,
Anónimo”

 

Senhor Anónimo,
Transcrevendo na íntegra o seu comentário, interessa-me, em primeiro lugar, agradecê-lo e desejar ao seuPsi-Bem-B autor que se vá aguentando com firmeza até conseguir aquilo a que tem direito: um lugar para trabalhar, constituir família e viver decentemente neste jardim à beira-mar plantado que esperou mais do que meio século pela democracia, a qual também não chegou devidamente a partir de 1974.
Não existe qualquer «droga» que o possa ajudar. Talvez até o prejudique ainda mais do que está agora, com a «austeridade» que nos é imposta com muita desigualdade social. Digo isto em nome da psicologia social e não da política.
Fico imensamente satisfeito que o blog, ou pelo menos alguns dos seus posts, o tenham ajudado a manter uma mente saudável.
Se conseguiu manter-se longe dos medicamentos psiquiátricos, aconselho-o a continuar assim ou a inverter o caminho como eu o fiz há quase 40 anos.
Quanto ao Júlio, talvez nunca o encontre ou não o possa reconhecer mesmo estando à sua frente, porque Maluco2
está suficientemente descaracterizado, a não ser que ele próprio se denuncie.
Em relação à saúde mental em geral e quanto às pessoas que, por estarem empregadas, como diz a Isabel…, não têm tempo de estar na internet e necessitam de apoio psicológico, estou muito interessado em publicar os dois primeiros livros que estão quase prontos:
AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P)
IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J)
Para isso, necessito de inscrições para a sua aquisição porque não tenho disponibilidade financeira para os publicar, nem distribuidoras e livrarias para os vender. Tem de ser tudo directo, sem mais gastos.
Quanto aos problemas da psicopatologia e psicoterapia, a minha linha é muito semelhante à do Prof. Breggin mas baseia-se mais na terapia do equilíbrio afectivo, imaginação orientada, autohipnose,Psicologia-B
reestruturação cognitiva e logoterapia, tudo bem encaixado na modificação do comportamento
(F).
Porém, isso exige muita colaboração, treino e empenhamento do próprio que, muitas vezes, pode conseguir realizar toda a acção por si próprio como aconteceu comigo e com o meu amigo e antigo colega Antunes (B) e, em parte, com o Júlio (E).
Contudo, como diz que não compreendeu muito bem o video do Professor Breggin que funciona quase na mesma linha de dar prioridade à psicoterapia em relação ao medicamento ,que pode prejudicar e alienar, vou ver se consigo resumir o seu pensamento depois de ter ouvido as gravações em vídeo.

Embora este assunto também tenha sido largamente tratado em 5 capítulos no “SAÚDE MENTEL sem psicopatologia” (A) vou tentar resumir o que diz o Professor Peter Breggin, MD, Psychiatrist, nos seus vídeos cujo link é apresentado no fim.

Quando alguém consulta um médico ou um psiquiatra porque se sente tenso ou deprimido, ouve dizer que o Saude-Bdesequilíbrio bioquímico do seu cérebro tem de ser corrigido com medicamentos. Contudo, não existe evidência de que a ansiedade, a depressão ou até a esquizofrenia sejam ocasionadas por esse desequilíbrio.
O importante é que as mentes brilhantes da farmacêutica Eli lilly fabricaram essa ideia antes do FDA (Food and Drug Agency) dos EUA aprovar o prozac, enviando os seus médicos e consultores, muito bem pagos, propalar que a depressão era causada por um desequilíbrio, bioquímico, em especial no funcionamento do neurotransmissor serotonina.
Eli lilly já sabia que a serotonina não ia ser aumentada com o prozac. Por isso, argumentou que o prozac ia evitar o bloqueio da serotonina e fazê-la passar nas sinapses mantendo o influxo nervoso.
Porém, quando o cérebro, através da acção do prozac recebe esta informação ou acção, deixa de fabricar a serotonina tornando-a escassa com incapacidade de transmissão.

Todos temos problemas emocionais e, por isso, o cérebro de qualquer nós não tem nada de errado. Quando qualquer dia as contingências da vida desencadearem as emoções, não são as drogas que as poderão controlar. As drogas entram no cérebro e modificam-no, o que pode acontecer também com a nicotina e o álcool.

Aquilo que se passou com ele (Breggin) uma vez, foi sentir-se deprimido sem saber porquê. Costumava beber muitoImagina-B café porque tinha o seu consultório contíguo à residência. Dias depois, quando se sentiu melhor, ouviu a sua mulher pedir-lhe desculpas por se ter enganado nos últimos dois dias e de ter introduzido, em vez de café, saquetas de chá na cafeteira. Se a diferença entre chá e café provoca essa diferença, o que não acontecerá com as outras drogas psiquiátricas?

Se existir desequilíbrio bioquímico no cérebro é, seguramente, ocasionado pelas drogas. As drogas psiquiátricas risperdal, hadol e outras, foram estudadas provocando o desequilíbrio bioquímico nos cérebros dos ratinhos, cobaias das experiências. É esse o desequilíbrio psiquiátrico que a substância ocasiona.

Os lobos frontais dos humanos são aquilo que os torna pessoas humanas e mais civilizadas do que os restantes animais. Todas as drogas psiquiátricas perturbam o seu funcionamento. Se bebermos algumas Acredita-Bcervejas no fim da noite, pode ser que nos sintamos relaxados e que nos deixem dormir por algumas horas. Isto acontece porque o cérebro fica anestesiado. Não melhora o seu funcionamento mas pode prejudicá-lo. Seria possível atender um paciente com essas cervejas ou álcool na estômago?

Qualquer substância psicotrópica, tal como nicotinaálcool, marijuana, prozac, ritalin, aderall, lítio ou outras, prejudicam as funções cerebrais. Os sedativos influenciam o lobo frontal reduzindo a capacidade de sentir, amar, pensar, sofrer, etc. Sentimos menos dor porque estamos anestesiados o que impede o normal funcionamento do cérebro.
As benzodiazepinas como xanax, klonopin, aderall, ativan, valium, álcool, bloqueiam o sistema cerebral gaba e, em excesso, podem provocar anestesia. Reduzem temporariamente a ansiedade, mas influenciam as funções cardíaca e mnésica.
Risperdal, zyprexa, thorazin e outros antipsicóticos bloqueiam o caminho específico da dopamina para o loboConsegui-B frontal provocando apatia. As alucinações não diminuem mas tornam-nos menos sensíveis. É uma apatia generalizada equivalente ao procedimento cirúrgico de interromper essa via de comunicação.
A ritalin suprime os comportamentos espontâneos de amor, satisfação, ódio, etc. com efeito nos gânglios basais que aumentam os comportamentos compulsivos.

Quando o paciente diz que depois de tomar prozac se sente melhor do que nunca, o seu comportamento não melhorou mas tornou-se apenas mais eufórico. Isto não quer dizer que se tenha tornado mais carinhoso, compreensivo, tolerante, sociável, responsável, compreensivo.
Muitas vezes as pessoas que têm a aparência de estar bastante tristes, desanimadas, doentes, consultam Respostas-B30
um psiquiatra e dizem-lhe que necessitam de droga e que se sentem melhor só com a medicação. As crianças que tomam ritalin são, às vezes, acompanhadas por mães que estão sujeitas às drogas psiquiátricas aparentando estar amorfas, desinibidas, com um vazio no olhar o no sorriso.

Todas as drogas de apoio ou manutenção, ajudam-nos a não percebermos a diminuição da capacidade avaliação, além de outros efeitos prejudiciais que provocam.
Também, quando as pessoas se sentem zangadas e irritadas, dizem que a culpa é dos outros e não das drogas que estão a tomar, além de que os médicos culpam a doença, sem se preocuparem com os efeitos que são ocasionados pelas drogas.

Breggin conta a sua experiência pessoal quando aos 18 anos teve contacto com doentes mentais. Sofriam dePsicopata-B euforias e comportamentos desviados, com roubos, etc., ocasionados pelos antidepressivos como a benzodiazepina e xanax, o que até pode ajudar a cometer actos contra a ética e a moral.
Sendo voluntário num hospital, juntamente com uma dúzia de colegas, começaram por manter um bom contacto com os doentes e a ajudá-los em vários trabalhos até que a medicação foi diminuída e tiveram alta, após a qual só 2 ou 3 regressaram por reincidência. Depois, quando os doentes foram tratados longe do hospital em casas geridas por assistentes sociais, com um mínimo de medicação, as coisas mudaram muito.

Quando existem casos de alucinações visuais e auditivas, ilusões, etc., existe muitas vezes uma clivagem na Depressão-Bligação social, falta de compreensão ou desequilíbrio familiar. Nestes casos, toda a família tem de estar envolvida. Também toda a comunidade tem de se juntar para exigir um serviço de qualidade.
Os suicídios dão-se muitas vezes por causa desta falta de ligação familiar.

Isso fez-me lembrar os dois casos típicos que tive em 1976: a Isilda (H) e o Joel (G).

Link do vídeo original de Peter Breggin:
http://www.breggin.com/index.php?option=com_content&task=view&id=297

 

Tenho imensa pena que o meu contacto com a «doença mental» só tenha começado apenas aos 40 anos.Difíceis-B Embora tenha ideias muito semelhantes quanto à doença mental, a estratégia que estou a seguir é ligeiramente diferente e está bem expressa nos livros com a técnica (P), com a teoria (J) e com os casos que estão a ser apresentados nos diversos livros publicados e por publicar (B) (C) (D) (E) (G) (H) (L) (M), tudo isto suportado pela modificação do comportamento (F) (K).

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DEMOCRACIA 2

Quanto ao comentário transcrito a seguir, submetido em 2014/03/27 a 15:12, por An (provavelmente anónimo),

“Quando hoje fui falar com uma pessoa conhecida, vi outra que entrou no Psicologia-Bestabelecimento. Cumprimentei-a ela disse-me que já me tinha cumprimentado quando eu passara pouco antes por ela. E perguntou-me:
– Não viu que eu estava a querer tirar o meu carro do estacionamento e tinha outro a bloquear-me? Tive de tocar a buzina durante muito tempo, telefonar à polícia e só passados 15 minutos é que o dono do carro apareceu e disse-me que tinha ido pedir uma informação. Tive de telefonar outra vez à polícia para dizer que o dono do carro já tinha aparecido. Como é que podemos ter uma democracia entre pessoas que não se respeitam umas as outras? Vim-me embora muito aborrecida com tudo isso.
Quando lhe perguntei:
– E o outro? – respondeu-me:Joana-B
– Pediu desculpas e foi-se embora. De facto, assim, a democracia é muito difícil. O que diz
em relação à psicologia?”

apetece-me responder (com perguntas):

− Se o outro se foi embora sem qualquer castigo, não ficou reforçado com aquilo que fez e com probabilidade de voltar a fazer o mesmo?

− Com este tipo de comportamentos, tais como as prescrições que abundam, especialmente em alguns casos «muito típicos», como é que pode haver justiça e democracia?

− Se as pessoas não aprenderem a ter respeito pelos outros, como é que pode haver democracia?

− Se aqueles que sofrem estes «desmandos» não tiverem o trabalho e não quiserem aguentar a maçada deImagina-B fazer queixa e enfrentar sujeitos deste quilate, como é que estes irão aprender?

− Se os outros chegarem a ver que este tipo de comportamentos ficam«prescritos» ou «impunes», qual a razão de não os querer imitar, com o reforço vicariante que daí recebem?

− Se o número de «imitadores» for aumentando, não se estará a aumentar o número de anti-democratas?

Muitas mais perguntas se poderiam fazer mas o essencial é que para uma democracia verdadeira, o respeito pelo próximo é muito importante e, neste caso, parece que não houve e o que se poderia ter feito em psicologia, é conseguir sancionar esse comportamento para que o seu autor não desejasse voltar e repetir nem houvesse imitadores, como muitas vezes acontece com a aprendizagem social.

É por este motivo que insisto que uma educação adequada é muito importante (D). Por acaso, em alguns dos nossos Auterapia-B30governantes, não terá havido uma falha nesseaeducação? Embora digam o contrário, não haverá desejo de retaliação contra os mais idosos? Podem os velhos não sentir e eles próprios não dizer algo a esse respeito, mas lá no fundo pode haver mágoas não saradas. Sabe-se lá! Por isso, uma viagem ao fundo do nosso inconsciente (P) pode ser útil e trazer alguma luz para o fundo do baú das recordações! Com o Júlio (E) aconteceu isso!

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REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 8

Comentário de um anónimo no post REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES 7

“Acabei de ler os artigos sobre REEDUCAÇÃO DE DEFICIENTES e mais alguns. Não sei o que fazer com o meu filho de 8 anos que está comigo durante os fins-Consegui-Bde-semana e foi considerado na escola com problemas de pouco aproveitamento, desatenção, irritação nas aulas e de quase desmaio de vez em quando.
Durante anos foi medicado com depakin e depois foi medicado com ritalin.
Esteve anos em uma espécie de reabilitação que interrompeu há um ano quando deixou de tomar a ritalin.
Não está pior mas também parece que não melhorou muito numa sala de acompanhamento extra aulas.
Eu estou desempregado a viver há algum tempo com uma outra senhora queDepressão-B não é a mãe do rapaz que passa a semana com ele.
O rapaz dá-se bem com a madrasta embora o seu irmão mais velho não goste dela.
Existe alguma coisa que eu possa fazer?
Estou completamente exausto em dinheiro.
Há alguma ajuda que me possa dizer?”

Para responder ao seu comentário, posso começar por felicitá-lo por já ter lido os posts sobre REEDUCAÇÃO. Seria bom que, consultando a História do nosso blog, escolhesse e lesse também todos os posts sobre:Psicologia-B

ENVOLVIMENTO FAMILIAR
REFORÇO… (vários tipos)
REEDUCAÇÃO
MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO
Comportamento Irregular nas Aulas 

Estou a dar estas indicações por três razões:
1ª – estar completamente impossibilitado, por uma questão financeira, de pedir apoio especializado ou até adquirir livros;Interacção-B30
2ª – estar desempregado e, logicamente, não ter obrigações laborais que lhe ocupem demasiado tempo;
3º − querer ajudar o seu filho a conseguir melhorar no aspecto académico e comportamental.

O seu filho deveria submeter-se a uma observação psicológica aprofundada para verificar o seu desenvolvimento geral, um exame de nível intelectual com a escala de Wechsler para verificar as capacidades cognitivas e um outro com a prova de Rorschach para saber quais os problemas emocionais e de personalidade.

Quando dei apoio ao Júlio (E), à mesa de um velho e comprido café, ele disse-me que “quem Maluco2não tem cão caça com gato” e aderiu à minha ideia de terapia conduzida à distância.
Também me disse que “a lebre vai reencontrar o caminho, à medida que a fome apertar” e foi melhorando a sua actuação realizada em casa e orientada a partir das nossas sete semanas de conversas no café.

Postas as questões de outra maneira , no seu caso, pelas razões expostas, especialmente as financeiras, mas como algum tempo disponível, vontade de ajudar o filho e falta de dinheiro, pergunto por que razão não lhe começa a dar apoio pessoalmente, tal como Acredita-Bo Antunes (B), já que, presumo ter instrução suficiente para o fazer?

Se esse apoio não fôr óptimo, será, pelo menos melhor que não o ter, além de que vai aumentar a sua interacção com o filho, já que ele tem os pais distantes um do outro e talvez sem muita comunicação.
Não será esta uma das razões da falta de rendimento do seu filho?
O que custa fazer uma experiência de lhe dar apoio?
Se conseguisse ter acesso pelo menos ao antigo livro (I) REEDUCAR COMO? (da Plátano) aconselhá-lo-ia a consultar as páginas 35 a 61  para  ver o caso «JORGE» e verificar como é que os reeducadores «funcionaram» com ele, até com a ajuda de familiares. Vários períodos de reeducação entre 10 a 30 minutos de cada vez, para não o saturar, são mais do que suficientes para preencher quase duas horas num dia.Difíceis-B
Também o caso do «BOSCO» (I) apresentado no livro  anterior “SUCESSO ESCOLAR”, também da Plátano, mostra o modo como um pai «re-solteiro» conseguiu ajudar o filho que teria tido muitos problemas sem essa preciosa ajuda.
Igualmente, o caso do «FILIPE» descrito nas páginas 43 a 71 do mesmo livro, indica como a relutância dos pais em continuar a acção de reeducação com terapia familiar – porque a família era um dos factores fundamentais no desequilíbrio do rapaz – depois de 3 anos de sucesso, aumentando de 74 para 103 o QI do rapaz na escala de Wechsler, fez com que todo o trabalho feito ficasse inutilizado nos dois anos seguintes.Respostas-B30

O seu filho, se não receber o apoio no momento em que mais necessita dele, também pode mais tarde sentir-se inferiorizado como aconteceu com o Joel( G) e que teria também evitado que o Calimero perdesse inutilmente dois anos de sucesso académico (M).

Contudo, lembre-se sempre que as medidas de avaliação de progresso são muito importantes para orientar toda a nossa acção e que vários períodos de curta duração são mais vantajosos do que um longo período fastidioso que pode funcionar como punição (F) (I).
O essencial é ter em atenção determinadas características que são importantes e que constam neuropsicologia-Bdas páginas 129 a 131 do novo livro que estou a reorganizar com o título “NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO” (I):

“É provável que um não-técnico tenha de executar uma função reeducativa, quanto mais não seja para ajudar, suplementar ou complementar a acção do técnico. Contudo, para que se obtenha um bom desempenho ou performance é muito importante e de toda a conveniência que tanto um técnico como um não técnico possuam certas características indispensáveis, que se descrevem a seguir.
* Competência: além de estar bem familiarizado com as técnicas de aprendizagem e de saberSaude-B observar e reconhecer o momento propício para a aplicação do reforço, um reeducador deve «dominar» a matéria que a pessoa vai aprender com a sua ajuda.
* Criatividade: é indispensável que as tarefas atribuídas na reeducação sejam diversificadas. O reeducador deve explorar ao máximo o material de reeducação ao seu dispor, improvisando sempre que possível, para transformar a aprendizagem numa espécie de brincadeira ou tarefa muito agradável.
* Persistência: é necessário que o reeducador não se desencoraje com os insucessos, quer no Psicopata-Binício quer depois de ter obtido alguns sucessos fáceis.
* Estabilidade emocional: um factor que influencia em grande parte o bom rendimento na reeducação é a estabilidade emocional que deve fazer com que o reforço não se relacione com a boa ou má disposição do reeducador mas que se associe ao bom ou mau rendimento na aprendizagem.
* Honestidade e autoconhecimento (P): a capacidade de reconhecer uma situação com objectividade, não misturando sentimentos e emoções subjectivas ou pessoais, torna-se essencial para uma boa reeducação que necessita de ver reconhecidas e alteradas todas as estratégias inadequadas, com aumento da frequência das que forem mais apropriadas à situação.
* Bom senso: torna-se importante e imprescindível que o «reeducador» utilize sempre o seuImagina-B bom senso, especialmente nas situações em que as recomendações feitas pelos especialistas ou a aplicação das técnicas não produzam os resultados esperados, sendo indispensável que se faça um «exame de consciência» ou uma análise retrospectiva rigorosa e objectiva para descobrir as falhas existentes. É uma das coisas que se pode fazer facilmente com a técnica da imaginação orientada (J) (P).

Com estas características, até os pais podem ser os principais auxiliares do reeducador, Joana-Btrabalhando com os filhos vários períodos diários de 10 a 15 minutos (B). Com esta aprendizagem distribuída, (que tem mais vantagens do que a aprendizagem maciça), é possível que os pais ajudem ainda mais os seus filhos com dificuldades, especialmente quando o apoio dos técnicos especializados é reduzido, difícil de obter ou impossível por razões financeiras, disponibilidade de tempo ou quaisquer outras (B). A viabilidade deste tipo de aprendizagem ou reeducação é muito maior com a actuação dos pais, visto que podem manter com os filhos uma relação mais profunda do que os técnicos que utilizam períodos de uma ou duas horas, para o desempenho dasAuterapia-B30 suas funções, apenas nos dias úteis, enquanto os pais podem utilizar vários períodos de 10 minutos, durante todos os dias do ano, às horas mais variadas.

Além do mais, se a reeducação não tiver de ser exclusivamente confiada aos cuidados de técnicos e especialistas, os pais, com a ajuda que conseguirem dar, estarão muito mais atentos ao progresso ou retrocesso dos seus filhos.

 

Supondo que dei uma resposta minimamente aceitável e não me importo de responder a quaisquer outras dúvidas que possam surgir ao longo da experiência.
Desejo-lhe boa sorte e felicidades.

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TRAUMATISMOS 2

Comentário da um anónimo no post TRAUMATISMOS, de 14 de Maio de 2012:

“Sempre julguei que traumatismos eram coisas desagradáveis que nosInteracção-B30 aconteciam.
Porém, lendo alguns dos seus artigos e especialmente este, julgo que fala em traumatismos positivos e negativos.
Qual a diferença e porquê?
Quais as implicações?
Pode dar uma explicação sobre este assunto?”

Estava a pensar responder só amanhã à sua pergunta mas, desde que vi no facebook esta gravura, sobre castigos em criança.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=651266511597907&set=a.567637103294182.1073741825.226259094098653&type=1
apeteceu-me acelerar a resposta.Joana-B

Antes de tudo, ainda tenho de dizer que uma educação bem dada ou um apoio bem equilibrado para ajudar a estruturar uma personalidade através dos exemplos dados pelos mais velhos, com facilitação e uma boa modelagem e moldagens feitas com reforço positivo, tal como aconteceu com a JOANA (D), é um factor indispensável para evitar ou diminuir o impacto dos traumatismos negativos. 

Para mim, traumatismo, em psicologia, quer dizer um facto, uma ideia, um acontecimento quePsicologia-B nos marca profundamente e que não é muito vulgar. Em PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e na INTERACÇÃO SOCIAL (K) estes factos estão suficientemente explicados, com bastantes exemplos.

Se nos lembrarmos daquilo que nos acontece, como por exemplo, o euromilhões ganho há dias por um mecânico inglês, também foi um acontecimento traumático porque o marcou profundamente.
Do mesmo modo, se esse dinheiro lhe for, por acaso, subitamente roubado, sem possibilidades de recuperação, será igualmente um acontecimento traumático.
A única diferença que existe entre estes dois traumatismos, é o primeiro ser num sentido postivo e o segundo num sentido negativo.

Falando pessoalmente, quando o Júlio (E) me procurou pela primeira vez, num gabineteMaluco2 pequeno e sem janela, aparecendo com uma barba cerrada e o dedo indicador direito no ar, a dizer, muito peremtoriamente: “Eu Não Sou MALUCO!”, fiquei muito traumatizado no sentido negativo porque no dia anterior tinha assistido a um episódio de destímia em que um epiléptico tinha quebrado duas cadeira antes de ser dominado por dois enfermeiros e um psiquiatra.
Quando, passados mais de 20 anos, sem a barba cerrada, com um ar muito próspero, o Júlio, sem eu o reconhecer, me abordou de novo num centro comercial colocando-se bem à minha frente para exclamar também, com o dedo indicador no ar:   “Eu Não Sou MALUCO!”, fiquei traumatizado no sentido positivo porque não o tinha reconhecido anteriormente.

Em qualquer das quatro circunstâncias mencionadas, são acontecimentos que não se Psicopata-Besquecem facilmente e que nos marcam bastante, quase para sempre.
Foi o que aconteceu também com o Joel (G) no decurso da sua psicoterapia quando se lembrou do cão, único ser vivo com quem se privava. Porém, em psicologia, enquanto o traumatismo no sentido positivo é relembrado com satisfação e quase com um desejo secreto de que se repita, a lembrança do negativo provoca ansiedade, medo e vontade de fugir.

Também, enquanto os positivos não nos surgem frequentemente, os negativos estão sempre à mão de semear, especialmente em momentos de desencanto. Por este motivo e para que os traumatismos negativos não nos incomodem, tentamos esquecê-los como se isso fosse, de facto possível, com certeza e segurança.

Quando as nossas forças anímicas se encontram fragilizadas, essa vontade e capacidade de Depressão-Breagir contra a lembrança dum traumatismo negativo torna-se quase nula. Por isso, essa relembrança ocasiona muita ansiedade, que sabemos que vai aumentando de intensidade de cada vez que a lembrança ocorre sem podermos fazer face à mesma. Chegamos ao ponto dum desânimo tão grande que mais apetece «desaparecer» deste mundo, tal como a Isilda (H). Por isso, tentamos colocar essa recordação numa espécie de fosso bem fundo onde não nos possa incomodar. São os tais recalcamentos que voltam a emergir quando a nossa força anímica fica fragilizada ou diminuída.

Nestas condições, vamos ao médico para que nos receite alguma coisa que possa reduzir essaPsi-Bem-C ansiedade, o que faz com que as nossas sensações fiquem suficientemente embotadas para não podermos pensar o suficiente e relembrar o facto traumático.
Não é o facto traumático que perde a sua virulência, mas é a nossa cabeça que não o consegue sentir com a força cada vez maior com que se apresenta. Contudo, essa força do aparecimento vai aumentando à medida que o medicamento também tem de aumentar de dosagem para produzir o efeito desejado e conseguido inicialmente. Isso pode fazer com que a pessoa fique para sempre dependente do medicamento ou alienada ao mesmo, que tem sempre efeitos secundários ou colaterais.

Ora, o que se propõe em psicoterapia do equilíbrio afectivo ou até em autoterapia, tal Consegui-Bcomo aconteceu com a Cidália (C)  e outras pessoas, é utilizar os traumatismos, ou até lembranças positivas para contrariar as negativas até estas, através da imaginação orientada, serem compreendidas, vulgarizadas e poderem ser relembradas e sentidas como factos que aconteceram num determinado momento pela força das circunstâncias e que podem continuar a ocorrer, sem prejuízo.

A prática adquirida, sem ser através de quaisquer equipamentos mas com treino e perseverança do próprio – isto é, utilizando a cabeça de cada um −, quase à hora de dormir e muito durante o somo, não só serve para reduzir o desconforto, como ajuda a melhorar o desempenho com as ideias que vão surgindo aos poucos e à medida que a pessoa se vai sentindo apta a dominar a situação.

Julgo que tentei dar uma resposta satisfatória e é por isso que estou empenhado em publicar o Auterapia-B30novo livro AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) logo que tenha inscrições suficientes.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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(???)

Comentário:
Descobri este artigo no Facebook, que relaciona a educação com a democracia.Consegui-B
Gostei do artigo mas fiquei admirado com a complicação que parece ter estabelecido, com a junção desses dois parâmetros com a auto-terapia.
Pode explicar-nos como é que isso pode ser?
Agradeço se me puder dar uma explicação.
Anónimo

Resposta:
Quando abri este blog, deparei com o seu interessante comentário e espero respondê-lo logo depois do almoço.
Entretanto, como estive a ver os noticiários da TVI e do CMtv, achei interessantes os comentários de um professor que disse ser muito importante compreender mais do que decorar a matéria, um outro em que se falou num estudo em que se comparam as democracias em Imagina-Bvários países e um terceiro sobre fobias em que se utilizam equipamentos electrónicos para criar cenários virtuais quando tudo isto pode ser feito na imaginação devidamente orientada sem gastar dinheiro com o equipamento. Foi o que eu fiz, ao mesmo tempo que esse psiquiatra-comentador se limitou a fazer ingerir comprimidos para reduzir fobias, dizendo-se comportamentista.
Por isso, como não posso ir almoçar à Assembleia da República, vou ingerir o meu parco almoço, fazer uma sesta e entrar em imaginação orientada para dar a resposta logo de seguida.
Até logo.

Nesse noticiário de hoje:
▫ O professor ou especialista Renato Paiva, autor do livro “O Sucesso na Escola” realça a necessidade dneuropsicologia-Be a criança:
- compreender mais do que decorar;
- ser ajudada a obter soluções mais do que serem-lhe apresentadas soluções;
- não sentir a escola como uma obrigação mas como um meio de aprender;
- ser dada uma perspectiva de poder gostar da escola, sem ser só para reforço imediato;
- fazer sentir que algum mau resultado pode ser reduzido verificando as causas que o provocaram;
- estimular a melhorar sempre;
- criar nela um sentido de autonomia;
- reduzir a tensão que muitas vezes se cria desnecesariamente.
Tudo isto, e muito mais, é abordado no Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação.

▫ Um estudo feito pelo Instituto de Estudos Sociais relacionado com diversos países, afirma que os cidadãos não estão satisfeitosInteracção-B30 com a democracia e em especial em Portugal, onde a Justiça, os Governantes, o seu desempenho, a transparência e o controlo social funcionam muito mal, não havendo possibilidade de verificar o modo como a governação está a ser feita, para mais, sem quaisquer justificações nem explicações.
Trata-se do que já afirmámos antes sobre a nossa vida, neste último meio século.

▫ Um psiquiatra comportamentista apresenta uma sua paciente com um aparelho electrónico Psicologia-Bpara fazer desaparecer fobias. Quanto custa o aparelho, quanto tempo se gasta nesse tratamento e que resultados proporciona? Não sabemos se com a ajuda de medicamentos e se não existe substituição de sintomas! Essa entrevista mais parecia uma sessão encapotada de propaganda do que de esclarecimento.
A resposta a um tratamento de fobia não pode ser feito com qualquer aparelho, se a «cabeça» do paciente não funcionar nos devidos termos ou a mesma fôr ajudada a funcionar assim.

Passando a responder directamente ao comentário, julgo que o mesmo se está a referir à confusão que parece encontrar-se estabelecida entre:
Educação
Domocracia
Autoterapia

Por esse motivo, embora pareça haver toda a razão para a confusão à primeira vista, para mim, existe, deMaluco2 facto, uma interligação perfeita.
Contudo, como tudo parece estar desligado, vou utilizar como título deste post três interrogações interligadas (???).

Se encadearmos os factos, verificamos que desde a nascença, somos educados num determinado sentido, que pode ser democrático ou não. Depois, crescemos e, de acordo com o modo como introjectamos, percebemos ou aprendemos (apreendemos) essas noções, funcionamos de um modo democrático ou não, sentindo-nos satisfeitos connosco ou com dificuldades individuais e de interacção social.
Nesta interacção, se alguma coisa estiver mal e ninguém nos corrigir à força, podemos Acredita-Bestabelecer essa correcção, até por nós próprios, através da autoterapia.
Através de grande parte dos posts anteriores (citados no post sobre DEMOCRACIA), verificamos que desde 1974, quase nunca estivemos, de facto, numa verdadeira democracia a não ser abstendo-nos ou indo deitar o voto na urna para, com a maioria da minoria dos votantes, se poder dizer que se está a governar em democracia. Ela ainda está viva?
Como nunca houve qualquer esclarecimento sério sobre o atentado ou não e dos que nele estavam «implicados» directa ou indirectamente, parece que a DEMOCRACIA foi «morrida» e enterrada com Sá Carneiro.
Agora, só nos resta a Autoterapia para sarar as mágoas sem osRespostas-B30«gadgets» milagrosos dos psiquiatras comportamentistas já que nem para comer temos dinheiro suficiente. Essa autoterapia ainda pode ser utilizada como diversão, a nosso favor, tal como o reforço do comportamento incompatível. Não necessita de dinheiro nem de equipamento mas apenas da cabeça e do treino de cada um!
Além disso, a sua prática também pode evitar muitos fenómnos muito conhecidos por  Bullying  e os seus similares, agora mais conhecidos como Praxes. Também pode evitar a desagradével Depressão Aprendida.

Em política, ficamos alienados nos jogos partidários em que os seus mentores se quiseram evidenciar e tirar proveito da situação, o que se nota imediatamente nas benesses com que todos se alimentaram, e de queDepressão-B continuam a beneficiar.
Que educação lhes foi dada nos momentos anteriores?
Come e cala?
Faz o que eu digo e não faças o que eu faço?
Decora as matérias da minha sebenta e «debita-a» nas provas, se possível com a citação das páginas?
Não olhes para cima porque tens um boné com uma pala?
Em que ficou a compreensão e a criatividade?
Que exemplos vivos estamos a ter a partir dos nossos familiares?
Que exemplos nos dão os governantes?
Que interesses estão a ser cozinhados nos diversos partidos?Organizar-B
Seremos todos uns «paus-mandados» ceguinhos e sem bengala?
Não sabemos há muito, através da «aprendizagem social», de Bandura, que os modelos e o reforço vicariante a eles adstrito funcionam como forma de aprendizagem muito poderosa quando as mentes são (pouco) educadas e se encontram em desequilibrio?

O professor que ouvi hoje (18 de Março de 2014)) de manhã (08.00-09.00) na TVI, bastante jovem, sensibilizou-me muito porque realçou nos alunos a componente de compreender, mais do que decorar e recitar o que os livros dizem. A aprendizagem é activa! Não necessita de cenários virtuais milagrosos mas sim da «boa» «cabeça» do próprio! Isto quer dizer que tem de ser bem educada!
O que é feito do nosso ensino/aprendizagem?
Como são treinados e tratados os nossos professores?

Se nós desejamos a democracia (D):
- Sabemos o seu real significado e o modo como nos devemos comportar, especialmente com os Joana-Boutros?
- Temos consideração pelos outros?
- Respeitamos o nosso semelhante?
- Somos capazes de compreender os seus pontos de vista ou, pelo menos, ouvi-los e deixá-los falar?
- O que aconteceu agora com o manifesto dos políticos de vários quadrantes que quiseram expressar a sua opinião, não coincidente com a do Governo?
- Até o manda-chuva principal exonerou dois dos seus conselheiros!
- Os outros querem consenso ou conformismo?
- Sentimo-nos bem com este estado de coisas?

Se quisermos mudar alguma coisa, temos de começar por nós próprios. Temos de nos sentir de Psicopata-Bbem connosco em primeiro lugar e depois, de bem com o resto do mundo, sem o querermos alienar à nossa idiossincrasia. Podemos imaginar que estamos certos, podemos tentar levar os outros a pensar como nós, mas não podemos obriga-los a cumprir à força aquilo que nós queremos e, muito menos, exigir que adiram às nossas ideias quando são contrárias às deles.

Por isso, como podemos ter aprendido aquilo que não é muito coincidente com o que os outros pensam, temos de voltar a educar a nossa maneira de ser para funcionarmos democraticamente.
Em vez de utilizar «capacetes» electrónicos caros, muito difíceis de adquirir nos tempos actuais devido à crise, podemos começar com a autoterapia que não dá despesas, nem financeiras nem em tempos de treino.
É o tal capacete que resolve o problema, ou é a «cabeça» de cada um que é influenciada pelo capacete do mesmo modo como uma imagem, uma lembrança ou uma palavra, a podem influenciar?

Para isso, é muito importante relembrarmos tudo o que nos aconteceu e vai acontecendo, tomarmos nota de tudo o que nos parece bem ou mal Saude-B(diário de anotações), saber quais são as nossas dificuldades em cada momento (autoavaliação), treinar o suficiente (relaxamento muscular e instantâneo) para conseguirmos entrar em relaxamento mental e conseguirmos, através da imaginação orientada rever toda a nossa educação anterior e a nossa interacção neste mundo (autoanálise), verificar aquilo que podemos mudar em nós próprios e até nos outros, através da compreensão do funcionamento do comportamento (F) (K), além de ir fazendo planos num sentido positivo e do agrado da maioria (J). Para complemento, as provas de autoconhecimento ajudam a avaliarmo-nos para nossa orientação futura.

É disso que trata a AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) os que desejarem tratar deAuterapia-B30 si próprios e ajudar os outros a mudar de atitude e de comportamento, sem muita publicidade nem despesa, mas com um trabalho sério e produtivo.

Suponho que consegui estabelecer a interligação mínima entre a educação, a democracia e a autoterapia.

Mas, peço desculpas se não me fiz entender porque,Psi-Bem-C
embora tenha assumido quase uma posição política não partidária,  tudo isto tem muito a ver com a psicologia e especialmente com a psicologia social.

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DEMOCRACIA

Em resposta a um comentário que foi feito há dias, comprometi-me a dizer neste post o que Imagina-Bpenso da ligação da democracia com a psicologia e a educação ou formação da personalidade.
Isso exigiu-me um grande esforço de imaginação orientada para poder dar esta resposta que foi incentivada e facilitada pelo aniversário do Papa Francisco.
O que ele diz tem todo o sentido democrático e o que ele pretende, depende essencialmente da educação que uma pessoa tiver. Do mesmo modo como ele aparenta preocupar-se com os outros, estaremos a ter respeito pelos outros? Ou estaremos a pensar só em nós e nos nossos?
O que quero realçar com isto é o ambiente social, a começar pela família e a terminar pelo Consegui-Bmundo físico e animal. Isto não significa que o ambiente é o factor único mas é um dos que influenciam a pessoa na maneira como percebe o seu ambiente e o aceita ou rejeita.
Desde que nascemos, para nossa sobrevivência e desenvolvimento, somos confrontados com a conivência de toda a família e sociedade.
Essa sociedade proporciona-nos gratificações e punições que, por sua vez nos ajudam ou incitam a continuar o comportamento que originou a gratificação ou tentar evitar ou fugir daquele que nos proporcionou punição.
A obtenção da gratificação proporciona reforço positivo, assim como a fuga bem sucedida aPsicologia-B uma punição proporciona reforço negativo. Tudo isto está explicado nos posts PSICOLOGIA PARA TODOS (F).
De acordo com esta lógica, a nossa maneira de ser vai-se formando desde a nascença num determinado sentido em que nós percebemos o mundo em que vivemos e o aceitamos ou rejeitamos.
Geralmente, é a família que proporciona estas gratificações e punições, deliberada ou inadvertidamente, sem assim o desejar, ou para evitar o incómodo de intervir em determinadas circunstâncias (K).
Assim se forma a personalidade, de acordo com as crenças, normas, superstições, valores, etc.Interacção-B30 que existem numa determinada cultura em que a pessoa estiver inserida.
Se numa cultura o dinheiro for o expoente máximo a atingir, de que maneira se formará a personalidade dessa pessoa em desenvolvimento? Que tipo de actividade e comportamentos terá na sua idade adulta?
Se nessa cultura, o poder for considerado a arma principal a ser utilizada, de que modo se irão comportar os seus componentes?
Se a corrupção, o favoritismo, o nepotismo, o compadrio, o parasitismo, o egoismo, o narcisismo forem considerados factores essenciais para o bom desenvolvimento pessoal e interacção social satisfatória, de que modo se irão comportar os que pertencem a esse agregado populacional?
Falando em democracia, parece que o seu significado mais antigo é o de “poder do povo”. Isto Joana-Bquer dizer que o povo, através dos seus representantes, deve exercer o poder para todos e não para alguns.
Para isso, existem as votações, depois de se saber quem são os candidatos elegíveis para representar esse povo.
Contudo, como a maioria deve vencer através das eleições, a minoria não pode ser menosprezada. Por isso, a abstenção é um prejuízo para a democracia política.
Esses candidatos aos cargos públicos têm de apresentar o seu programa de acção de forma clara, para que o votante possa escolher os seus representantes.
Que espécie de representantes? Aqueles que formaram a sua personalidade e moldaram a sua «maneira de ser» com ideias de autoritarismo, nepotismo, corrupção, compadrio, dissimulação, egoísmo e muitos outros valores enxertados na sua cultura?neuropsicologia-B
Que tipo de educação tiveram esses futuros representantes do povo?
Antes de tudo, a democracia exige que se tenha respeito pelos outros. Será o que nós vemos em Portugal? Há quantos séculos não se consegue vislumbrar isso? E, nas últimas décadas, as coisas não terão piorado? Basta ir para uma fila de espera para se sentir isso. Só quem não pode não passa à frente!
De que maneira se pode confiar em candidatos que dizem uma coisa antes das votações e fazem tudo ao contrário logo depois, com as maiores justificações como se não soubessem disso antes?
Como é que, numa sociedade democrática, contra a vontade da verdadeira maioria do povo, se Psicopata-Bconsegue manter uma desigualdade tão flagrante como se nota cada vez mais em Portugal, com cada vez mais ricos e um aumento exponencial de pobres?
Para que isso não acontecesse, seria necessário que os governantes fossem devidamente educados, não a serem gestual e verbalmente civilizados, mas a terem consideração pelo seu semelhante que, para eles, neste momento, não representa senão um indivíduo que eles podem explorar a seu favor.

Os posts
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/09/22/governar-bem-nao-e-facil/~
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/10/25/depressao-aprendida/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/10/30/a-politica-do-ultimo-meio-seculo/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/01/15/frustracao-2/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/01/15/conformismo/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/04/15/a-crise-morde-a-vida-dos-portugueses/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/05/16/psicologia-e-politica/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/06/30/governar-nao-e-mandar-nem-governar-se/
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/07/07/psicologia-e-politica-2/
falam de todos estes assuntos e seria bom que todos compreendêssemos que uma educação adequada até pode reduzir as doenças mentais e os vícios.

Muitos dos consumos de tabaco, droga, álcool, medicamentos, poderiam ser diminuídos se as Saude-Bpessoas não tivessem necessidade disso .
Tudo isso provoca reforço secundário negativo e aleatório, minimizando o desconforto que uma pessoa sente por não se sentir equilibrada. E se se sentisse equilibrada…!
Sem consumidores das substâncias adictivas, como poderiam progredir estas autênticas «indústrias»?
Uma educação equilibrada não ajudaria a pessoa a ser mais saudável? E não proporcionaria uma vida melhor?

Muitas das doenças psicológicas ou neuróticas são fruto disso e a nossa sociedade alimenta-as Maluco2com medicamentos para deixar as pessoas ainda mais alienadas do que já estão.
Foi por isso que me apressei a dar a resposta a um senhor conhecido com o último post.

https://psicologiaparaque.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=5164&action=edit

Aproveito agora este post para transcrever as páginas 38 e 39 do novo livro sobre AUTOTERAPIA que está pronto, à espera de inscrições para a sua impressão:

http://livroseterapia.wordpress.com/2013/09/26/autoterapia-psico-para-todos-p/

“Como corolário de tudo o que foi dito, até em face dos acontecimentos actuais,Auterapia-B30 tais como os tiroteios e fogos que são desencadeados por pirómanos ou delinquentes, toxicodependências enquistadas em indivíduos cujas famílias são desestruturadas, incoerentes e desarmoniosas, fraudes e nepotismos perpetrados por indivíduos ou grupos de pessoas gananciosas, más gestões ocasionadas por desejos de enriquecimento ilícito, etc., podemos chegar à conclusão de que a «educação», na mais profunda essência, é a causa principal.
Se não houvesse pirómanos, viciados, prepotentes ou gananciosos, todos os factos que se mencionam nos noticiários, não teriam ocorrido ou existiriam em menor número e intensidade.
Para tanto, todos os causadores desses problemas ou «desgraças» deveriam ter tido uma «educação» que se baseasse nos princípios duma psicologia e ética bem aplicadas.
Tal como aconteceu com a «Joana» (D), as crianças deveriam ser educadas com reforços adequados, especialmente o vicariante, com modelos de identificação coerentes, sem sofrer de dissonância cognitiva, aprendendo a resolver conflitos do modo mais adequado, sem se deixar sucumbir pela frustração, mas aprendendo a ultrapassá-la com criatividade e êxito, integradas numa família coerente, dentro duma cultura com valores de verdadeira democracia.
 
Se não houvesse as «causas» mencionadas – devidas à estrutura da personalidade, meio envolvente e oportunidades – os «efeitos» seriam Respostas-B30completamente diversos, pelo menos, com poucos incêndios, menos drogados e alcoólicos, raras famílias desestruturadas e «doentes», menos fraudes, poucos crimes e, essencialmente, menos indivíduos, talvez causadores de tudo, a beneficiarem de toda a situação que vivemos.
Resumindo as causas e os efeitos:
▫ Com menos tiroteios e incêndios, haveria menos danos, mortes, crimes e incêndios.
▫ Com menos toxicodependência e alcoolismo haveria menos viciados e centros de reabilitação.
▫ Com menos prepotência, haveria menos insatisfação e a consequente frustração por não se conseguir derrubar um poder autoritarista coercivo e socialmente insensível.
▫ Com menos fraudes, não haveria necessidade de tantos tribunais.
▫ Com menos famílias desestruturadas, não haveria necessidade de tanto apoio social, psicológico e medicamentoso.
▫ Com menos despesas, os impostos que todos pagamos seriam em muito menor quantidade e as receitas serviriam para melhorar o bem-estar de toda a população e não para aumentar a riqueza e a ostentação de alguns, que vão proliferando com o aproveitamento da situação global, a fim de poderem avolumar incomensuravelmente o seu património, em desfavor da democracia e da equidade social que têm de existir para que tudo funcione de forma harmoniosa e equilibrada.
Sublata causa, tollitur effectus, diziam os latinos.
Por isso, eliminando a causa, desaparece o efeito que não nos interessa e pode ser substituído por um outro que se deseja.

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POC

Quando fui dar o meu passeio de quilómetro e meio todos os dias, uma pessoa conhecida perguntou-me o que devia fazer em relação à mulher que estava a ter cada vez mais “taras / comportamentos / obsessões”. Ela achava isso tudo muito normal e que todos podiam ter os seus segredos e a sua maneira de ser.

Como eu não tinha disponibilidade de poder responder rapidamente a esta pergunta tão Maluco2complicada, lembrando-me imediatamente de casos como o do Dantas – “Eu Não Sou MALUCO! (E) − e de outros com substituição de sintomas, em que tínhamos estado envolvidos, disse que iria tentar responder com um post sobre POC, isto é, Perturbação Obsessivo Compulsiva.

Antes de tudo, vou transcrever as páginas 121 a 124 desse livro (E)
“De repente, como se tivesse lembrado de alguma coisa importante, perguntou:
O que é feito do Dantas que queria à viva força «encontrar» o psiquiatra que dizia que fazia terapia comportamental e que se tinha ausentado para o estrangeiro sem indicações de regresso?
– Não sei. Ele começou a psicoterapia comigo mas, quando soube que esse psiquiatra tinha regressado, disse que iria procurá-lo.

Mas o Rui disse-me que ele estava a melhorar consigo. Até julgo que este caso era um distúrbio obsessivo-compulsivo. Comprava muitas coisas desnecessárias e logo depois vendia-Psicopata-Bas até por um preço inferior. Não conseguia deixar de ter esse comportamento. Uma vez até andou à volta do Rui para que lhe comprasse um relógio muito bom. Tinha acabado de comprar por 2000$00 e dispunha-se a vendê-lo no dia seguinte por 1750$00. Tinha uma necessidade incontrolável de «comprar» muitas coisas e depois, vendia-as por qualquer preço como se necessitasse de dinheiro naquele momento, ou tivesse feito uma compra desnecessária.
– Sim. Era isso. Com a terapia comportamental e com um esquema de registar todos os dias, o comportamento durante 60 minutos, sempre à mesma hora, juntamente com exercícios de relaxamento e de visualização de novos comportamentos, ele conseguiu reduzir de 58 para cerca de 15 minutos, em cada hora, o tempo das obsessões e comportamentos consequentes.

Então, porquê a desistência dele?
– Eu estive a estagiar e colaborei com esse psiquiatra há muito tempo, quando fiquei com o caso do Dantas. Quando o psiquiatra se ausentou, eu continuei com o Dantas mesmo mudando Acredita-Cde hospital, e fui desenvolvendo novas técnicas que pouco utilizei porque ele não tinha capacidade para as praticar. Era muito preconceituoso e a sua medicação não ajudava. Foi melhorando apenas ligeiramente e aos poucos, porque não queria prescindir dos comprimidos que já lhe eram receitados em menor quantidade. Quando o psiquiatra antigo regressou, o Dantas quis voltar para ele, e continuar a fazer comigo uma psicoterapia que pouco adiantaria com os medicamentos que tomava no momento e que, seguidamente, seriam aumentados.

E então?
– Expliquei-lhe que havia necessidade do «desmame» dos medicamentos, que não podia ser feita com esse psiquiatra, mas que poderia ser feita com aquele que o apoiou a si. Recusou. Informei-o que não voltaria a dar-lhe apoio desde que o acabasse naquele momento e ele voltasse para o antigo psiquiatra. Se voltasse para ele, poderia continuar sempre assim.

E o que é que aconteceu?
– Passado cerca de um ano, veio ter ao meu novo consultório a pedir ajuda para psicoterapia em regime privado, dispondo-se a prescindir dos medicamentos cuja dose já tinha sido substancialmente aumentada. Expliquei-lhe que não podia continuar com o seu caso e que pedisse apoio a mais alguém que fosse do conhecimento desse psiquiatra. Havia muitos psicólogos e o psiquiatra também teria especialistas da sua confiança, já que trabalhava com um grupo muito grande.

Estou a compreender – disse o Júlio e eu continuei:
– Sabe que o Dantas já tinha «ganho» mais ideias obsessivas? Julgava-se homossexual porque Depressão-Btinha tido um episódio esporádico durante a guerra, na Guiné. Nessas condições, não me interessava continuar com ele porque as melhoras seriam irrisórias. Além disso, ao mais pequeno deslize, eu seria o culpado da situação porque o médico se «safaria» sempre com um vago: “O nabo do psicólogo deve ter conduzido mal a psicoterapia!”. Já aconteceu!

É por isso que não gosta de «trabalhar» quando os pacientes estão a ser medicados?
– É uma das razões fundamentais, a não ser que o psiquiatra seja da minha confiança e que combine comigo a medicação a ser administrada. Para isso, basta um simples telefonema, uma cartinha, uma consulta de 3 em 3 meses com o psiquiatra ou um limite para a medicação, a partir do início da psicoterapia. A continuação da medicação para além do tempo aceitável, pode provocar reforço negativo secundário aleatório, muito mau para o «progresso» da psicoterapia, como aconteceu inicialmente com o Dantas. Além disso, ele vinha com um extenso relatório psicológico de 6 folhas que, na parte aproiveitável dizia, no essencial, resumidamente, mais ou menos o seguinte:

1 – Nível intelectual regular com dificuldades no cálculo mental. Sinais de psicose e deRespostas-B30 organicidade.
2 – Depressão, fobia, hipocondria e fundo de esquiozotimia.
3 – Eficiência mental, especialmente a atenção e a memória, prejudicadas por interferências neuróticas. Necessidade de assistência psicoterapêutica com bom prognóstico desde que exista apoio familiar e bom enquadramento sócio-profissional.

Quando ele começou com a «desaprendizagem» dos comportamentos alienantes e deveria começar com o «desmame» dos medicamentos, o «outro milagreiro» apareceu e eu saí da situação que poderia ser embaraçosa para mim e mais prejudicial ainda, para o Dantas.

Porque é que diz isso?
– Ele podia ter melhorado ao fim de mais um ano ou dois, sejeitando-se à psicoterapia que eu Auterapia-B30lhe estava a proporcionar. Contudo, passados 5 anos, soube que ainda estava com a medicação desse psiquiatra, acompanhado por uma psicóloga sua colaborante, com a justificação de que a sua «doença» era muito grave e resistente…!

– Já estou a compreender melhor toda a situação e fico mais satisfeito ainda, porque segui os conselhos do Rui. Sabe que, pouco depois de sair do hospital, ele casou-se com a filha do sócio principal e gerente da fábrica de curtumes na qual trabalhava, tem uma boa família e é quase sócio da empresa? Como os outros sócios não são da família, não sei como é que isso está agora.

- O Rui tem muita razão quando diz que a acção e o empenhamento de cada um são os factores mais importantes numa psicoterapia e eu acrescento que o mesmo acontece no sucesso de cada um. A sorte não é suficiente e as «cunhas» também podem ser úteis, mas não são imprescindíveis. O factor mais importante é a motivação e o empenhamento de cada um, incluindo também a persistência e o treino.

É um processo educativo para a excelência.”

Depois de transcrever essas páginas, interessa dizer que é importante analisar o Arvore-B30comportamento e verificar se, de facto, são taras e obsessões.
▫ Qual a percepção do próprio sujeito?
▫ Quais os motivos, causas ou factos que desencadeiam esses comportamentos?

Uma análise do comportamento torna-se bastante necessária e imprescindível o que é facilitado se houver colaboração do próprio.
Depois disso, se houver razão para achar que são comportamentos obsessivos, verificando quais as causas que os desencadeiam, torna-se necessário utilizar a modificação do comportamento para controlar as causas e reduzir os efeitos até os conseguir eliminar, o que é muito difícil quando não existe colaboração do próprio e o meio ambiente, isto é, pessoas relacionadas, não sabem o funcionamento do reforço e suas variantes.

As técnicas de reforço do comportamento incompatível, da facilitação e até da punição e da Imagina-Bsaciação podem ser úteis, mas torna-se necessário que não se caia na «asneira» do condicionamento aversivo como aconteceu com o protagonista do “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrik (F).
Se cada um não puder aprender muito sobre modificação do comportamento para ajudar qualquer psicoterapeuta que quiser tomar por sua conta essa difícil tarefa, mais vale não mexer em coisa alguma porque a repreensão em relação à taras ou obsessões pode ocasionar no indivíduo reforço que de outro modo não teria.
Se não fôr com um acompanhamento sério, que deve demorar muito tempo, com inúmeras sessões, sem medicamentos e com a colaboração do próprio e dos familiares, mais vale não mexer em coisa alguma.

Contudo, pode-se tentar com o reforço do comportamento incompatível que tem Neuropsicologia-Bbastantes posts neste blog. Tem de ter a paciência de ler tudo.

Reeducação de deficientes, em que,  através das sessões «psicopedagógicas», se utilizou o reforço do comportamento incompatível. http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/10/28/reeducacao-de-deficentes-7/

Como se utilizou este reforço com a Cidália (C)? http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/04/13/aconselhamentos-3/Consegui-B

Neste caso, foi alterada a interacção familiar para se obterem os efeitos que se desejavam.
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/10/05/envolvimento-familiar-4-2/

Muitas vezes o meu grande receio é um mau hábito ficar ainda mais arreigado por causa dos reforços que o indivíduo vai sub-repticiamente recebendo transformando-se em vício, sem ninguém dar por isso.
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/02/08/vicio/

É por este motivo que, além de tentar publicar livros novos, com «casos», assim como os Interacção-B30antigos completamente reformulados, gostaria de fazer um curso de psicologia que poderia ser conduzido à distância se houvesse gente suficiente para isso. http://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/04/10/psicologia-para-todos-curso/

Contudo, os livros são para cada um ler e não mandar os outros ler para automaticamente se resolverem os problemas que afectam mais quem não leu, como acontecia com este avô. http://psicologiaparaque.wordpress.com/2011/12/29/ler-ou-mandar-ler/

É por isso que digo que muita coisa pode ser comunicada ou transmitida economicamente em sessões para muita gente, em que surgem várias perguntas que ajudam a compreender os problemas dos outros e confrontá-los com os nossos, ou ter pessoas que não se importam de apresentar problemas nossos como se fossem deles. http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/04/22/corrigenda/

O resultado do que se pode dizer nessas sessões e coinseguir a partir daí, pode-se ler neste post.
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2011/10/23/resposta-17/

É bom também ler todos os posts, pelo menos os relacionados com:Saude-B
▫ Psicologia para todos
▫ Autoterapia
▫  Psicoterapia
▫  Reforço…
▫  Condicionamento
▫  Modificação do comportamento
Julgo que não é pedir muito se quiser modificar alguma coisa. Nunca podemos modificar os outros sem modificarmos coisa alguma em nós próprios.

Pode demorar algum tempo, mas também fica a saber que para fazer este post demorei cerca de 3 horas.

Desejo felicidades e espero que tenha boa sorte no que vai fazer.

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AUTOTERAPIA 8

Comentário:
“Acabei de ler todos os postes sobre Autoterapia e Psicoterapia neste blogue e no anterior. Parece que existe uma Saude-Binsinuação de que a autoterapia é benéfica mesmo para as pessoas que não estejam a ter dificuldades psicológicas.
Pode explicar-nos porquê?
Agradeço uma resposta se possível.
Anónima”

Srª Anónima,
Acabo de ler o seu comentário no momento em que abro o meu e-mail e como o acho bastante pertinente apesar de eu ter tentado explicar o melhor possível as vantagens da autoterapia para os que ainda não sofrem de dificuldades psicológicas, julgo que é melhor descansar um Auterapia-B30pouco sobre esta matéria, reler os posts anteriores aqui referidos, além dos relacionados com a Imaginação Orientada e tentar dar uma resposta depois de eu tentar entrar também em Imaginação Orientada, como faço frequentemente.
Provavelmente, a resposta será dada num post intitulado AUTOTERAPIA 8 amanhã, ou mais tarde.

 

Face ao comentário acima transcrito, bem como à resposta ao mesmo, depois de dar um golpe de vista pelos posts “AUTOTERAPIA”, “PSICOTERAPIA” e IMAGINAÇÃO ORIENTADA” e de entrar em relaxamento, vou tentar expor o meu ponto de vista.

O Autoterapia 2 apresenta a lista de procedimentos que o Joel (G) desejou que eu difundisse.

Os Autoterapia 3 e 7 e os Psicoterapia 1 e 4 mostram de que modo, um conjunto de medos começou a desvanecer, apesar da relutância do paciente em Psicopata-Befectuar alguns procedimentos e treino necessários para um bom resultado.

O Autoterapia 5 apresenta o modo como o Júlio (E) conseguiu resolver os seus problemas quase que «conversando» consigo próprio acerca da sua vida e das suas dificuldades, embora ajudado pelo psicoterapeuta à mesa dum café.

O Autoterapia 6 indica como os problemas ambientais afectam quase toda a nossa vida.

Os Psicoterapia 2 e 3 indicam como se pode orientar uma psicoterapia utilizando a Imaginação Orientada.

Os Psicoterapia 5 e 6 respondem a algumas dúvidas sobre a Imaginação Orientada e apresentam os procedimentos para a autoterapia.neuropsicologia-B

Os Imaginação Orientada 1 e 2 falam sobre este tipo de técnica utilizada com bastante sucesso.

Portanto, a necessidade de voltar a consultar pelo menos estes posts, não é pequena.

Dedicando-me agora um pouco à necessidade de utilizar a autoterapia como um meio profiláctico, preventivo e impulsionador de desempenho, posso dizer que o estou a experimentar em mim há dezenas de anos, depois de ter tido bastantes problemas fisiológicos e psicológicos. O resultado tem sido conseguir trabalhar todos os dias pelo menos 5 horas, com produtividade, durante 6 dias por semana. A Imagina-Bsatisfação que isso nos proporciona é o bem mais precioso. Se não utilizasse o Relaxamento Mental e a Imaginação Orientada não conseguiria essa produtividade nem conseguiria manter uma saúde física mais ou menos estável e saudável.

A AutoTerapia (P), que ao fim de um mês de treino se pode resumir a cerca de 3 minutos antes de dormir ou a 15 a 20 minutos conforme as circunstâncias de continuar ou não com a autoanálise e de manter afincadamente o diário de anotações, sem quaisquer despesas nem incómodos, não é de desprezar. Isso até me ajudou a fazer este post.

Mesmo que não tenhamos quaisquer dificuldades psicológicas, a nossa actuação pode ser melhorada se tivermos consciência daquilo que nos Acredita-Bcorreu mal, porquê, como poderíamos ter evitado isso e como poderíamos ter catapultado o nosso comportamento para um resultado melhor do que o obtido. Embora fale apenas na satisfação espiritual, não quero excluir a material e a económica. Cada um irá vendo as vantagens que lhe são mais importantes e necessárias.

O Diário de Anotações serve para isso, a não ser que a pessoa se preocupe em lembrar-se de tudo. Com este esforço não se irá prejudicar em relação a outras lembranças que podem ser mais importantes? Esse diário , depois do hábito adquirido, pode não ser uma obrigação diária mas um exercício pontual e esporádico que ajuda a relembrar muita coisa que possa interessar num determinado momento. Quantas vezes, na investigação criminal, não se utilizam os «diários» dos intervenientes para se desvendar «mistérios»?Joana-B

Além disso, quando uma pessoa entrar em Relaxamento Mental, pode socorrer-se desse material para recordar os bons momentos e as dificuldades que, de outro modo, seriam relegados ao esquecimento dos quais fala Freud. Quantas vezes a Joana (D) não irá fazer isso para melhorar cada vez mais a sua vida e a dos seus ? Fechar os olhos e concentrar a atenção naquilo que se deseja é um método de «entrar no inconsciente» e descobrir coisas novas antigas e aquelas que desejaríamos que nos acontecessem. Também ajuda a analisar fria e objectivamente aquilo que correu mal connosco (J).

Também na Imaginação Orientada isso pode dar uma grande ajuda como aconteceu com o Júlio (E). Se não fosse isso, como teria ele a Maluco2lembrança de telefonar à mãe e dizer que estava com saudades da família?

Como poderia compreender que nunca tinha sido «abandonado» pelos pais e que, com grande sacrifício deles, tinha estado dos 10 aos 16 anos em Lisboa, bem alojado em casa do padrinho, para estudar aquilo que na sua terra, nos arredores de Coimbra, não era possível naquela época? Contudo, era um facto que acontecia com a maioria e que não afectava quase ninguém.

Como seria possível utilizar esse material na Imaginação Orientada (J) se não tivesse sido escrito?

Além disso, é importante saber de que modo os comportamentos se formam, modificam, desaparecem e, essencialmente, prejudicam, Psicologia-Bfuncionando como traumatismos negativos (F) (L). Saber isso também nos ajuda a interagir com os outros conhecendo os mecanismos subjacentes (K). Podemos assim descobrir as «causas» para, com a sua alteração, modificar os «efeitos».

Fazendo uma comparação com a reeducação das crianças com dificuldades e a optimização dos que são «normalmente» dotados, as metodologias seguida são semelhantes mas os pontos de partida e de chegada são diferentes. Enquanto os primeiros podem passar de um rendimento de 30% para 40%, os outros, podem chegar mais facilmente de 50% para 70% (I), porque são mais bem dotados e capazes de aguentar mais esforço de recuperação ou superação.

Resumindo, a psicoterapia, incluindo aquela que é feita com uma forte colaboração do próprio (G) ou até a autoterapia (B) é um processo de Interacção-B30educação ou reeducação por excelência fortemente enveredado para os assuntos do foro psicológico e de interacção pessoal e social.   Lembrei-me agora de um exemplo muito simples e frequente.  Qual a razão para que muita gente, depois de obter a carta e de muitos anos de prática de condução se treinar na condução automóvel em terrenos difíceis, em condições adversas para um máximo de economia em combustível e material? Não será para tirar maior rendimento do seu potencial? Qual a razão de não fazermos o mesmo em psicologia para nos sentirmos cada vez melhor e numa óptima interacção com o meio ambiente? Afinal, nas duas situações, como até na reeducação, estamos a desfrutar o máximo do nosso potencial!

Porém, quando não existe a colaboração do próprio, torna-se tudo lento e pouco produtivo (M).                                                                                           Difíceis-B

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RESPOSTA 39

“Finalmente agora estou de descanso e à espera do resultado das cadeiras… que medo… tem sido umas semana do piorio…!
Tenho está com um problema doutor… O meu medos podes influenciar nas relações sexoais com a minha namorada?
Como ando todo stressado e tambem tivemos uns stresses das coisas mas ja está tudo bem, pode “mexer” comigo nisso?
Pode-me dar alguma ajuda?”Auterapia-B30

Em relação ao seu comentário acima, embora não saiba de quem, nem a sua idade e o curso que frequenta, posso adiantar que insisto sempre com os meus «pacientes» que leiam aquilo que aconteceu com os outros e o modo como resolveram os seus problemas (P).
AutoTerapia Para Todos é a informação sobre um novo manual que dá indicações de como cada um pode «tratar» se si próprio, ficando inserido no blog onde também estão apresentados todos os livros que podem ser úteis, mas queMaluco2 necessitam de pessoas interessadas neles. Por isso, está aberta uma inscrição à espera de ajudar a publicar o livro.
Mas, é imprescindível que cada um «trabalhe» na sua própria psicoterapia para além de ler o livro.
Geralmente, as causas das dificuldades não são exactamente aquilo que as pessoas dizem na primeira consulta e, muitas vezes, até nas seguintes, como aconteceu com o Júlio (E) e está apresentado no post PSICOTERAPIA 3.

Com a Cidália (C) e com o Antunes (B) também aconteceu o mesmo.Consegui-B
Às vezes, são «causas» completamente diferentes daquilo que os próprios julgam e nas quais nunca pensaram. Contudo, saber quais são as «causas» não ajuda muito se não se preparar a mente para as compreender, aguentar ou descobrir formas novas de as evitar ou reduzir adoptando comportamentos novos, com muito treino do próprio e com a «cabeça» capaz de raciocinar em vez de reagir emocionalmente.

Para isso, é necessária uma disponibilidade mental muito grande que não éPsi-Bem-C proporcionada por qualquer conversa, justificação, lamentação ou medicamento. Essa disponibilidade mental é criada pelo próprio com muito treino, fácil de se fazer todas as noites, e com a evocação dos factos traumatizantes que, escritos numa espécie de diário, facilmente se recordam posteriormente para os discutir, se necessário e possível.

É importante que as pessoas não imaginem que as dificuldades desaparecem como por milagre. Os sucessos que tivemos têm de ser recordados para adquirirmos uma nova força. Os objectivos a atingir têm de estar dimensionados com as nossas possibilidades e não ser irrealistas. Querer muitas e variadas coisas ao mesmo tempo, só se pode admitir nas mentalidades das crianças ou de quem ainda não está «maduro». A areia tem de estar dimensionada com a camioneta. Temos de ser realistas e pragmáticos reconhecendo as nossas capacidades. Por isso, o treino de cada um é importante.Acredita-B

É o que eu recomendo a todos os meus consulentes, alguns dos quais arranjam justificações de falta de tempo ou quaisquer outras para não praticar coisa alguma, ficando satisfeitos com os primeiros «ganhos» que obtêm por terem deixado de sentir o «muito mal» que sentiam. Depois, voltam os medos e as descrenças. Aconteceu com o Júlio (E), com a Cidália (C), com a Germana (L), e até podia ter acontecido com o Antunes (B). Mas este, leu muito e discutiu comigo e treinou imenso.

As dificuldades nas relações sexuais, os medos infundados, a necessidade Saude-Bde comportamentos obsessivos e vários outros, podem ter origem na necessidade de redução de ansiedade que também pode paralisar a nossa acção. Se tudo isso não for reduzido com o trabalho de cada um, pode ir aumentando com o tempo e com as más experiências ou maus resultados que se forem acumulando.

Sem se criar essa disponibilidade mental, com relaxamento muscular, quando necessário no início, pouco ou nada de útil se pode fazer numa psicoterapia séria, a não ser «conversas» que aliviam o sofrimento momentaneamente, tal como os comprimidos e enquanto durar e seu efeito.

post AUTOTERAPIA 2  dá indicações sobre o que se pode e devePsicologia-B fazer.

O «trabalho» de cada um é importante.

Posso dizer que «stress», quase todos nós aguentamos mas, o modo aceitável ou difícil com que o encaramos e reduzimos, depende muito da nossa acção e não das nossas justificações ou conversas.
Se não fizermos o nosso trabalho de casa, pouco ou nada conseguiremos de duradouro.

É o que eu faço todas as noites há quase 35 anos, desde que comecei aImagina-B preparar a minha tese sobre psicoterapia. Também é um modo de ir tendo novas ideias e propostas de solução das nossas dificuldades. Nas sessões com várias pessoas, de que tenho falado muitas vezes, poderiam ser abordados estes e outros assuntos de que muitos não têm conhecimento e são essenciais para uma boa psicoterapia e profilaxia.

O difícil é começar e, talvez seja mais custoso continuar depois de se ter atingido algumas melhores e, o pior de tudo, é conseguir ter persistência para não esmorecer e insistir nos 5 minutos do início do relaxamento, para que as dificuldades nem apareçam de novo. Depois a autohipnose ajuda muito mas, a «entrada» na mesma, depende muito de pessoa para pessoa.

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RESPOSTA 38

Em relação ao post anterior, RESPOSTA 37, uma pessoa conhecida encontrou-me ontem à noite na rua quando ia dar o meu passeio diário de quilómetro e meio e fez-me o seguinte reparo:

– Já li o seu post RESPOSTA 37, bem como a resposta imediata aoSaude-B comentário que, no post AUTOTERAPIA, do blog antigo, deu origem ao novo post. Por isso, depois do almoço e durante um pequeno descanso, tentei fazer muitas perguntas a mim próprio em relação a diversas coisas que me afligem, especialmente no momento. Não consegui ter qualquer sossego durante o resto do dia e não sei se conseguirei dormir hoje, como já aconteceu frequentemente. Pode-me dizer o que é que posso fazer mais?

A minha resposta, foi mais ou menos a seguinte:

– Vá para a cama a pensar nos seus problemas e não fuja deles. Se necessário, tente começar pelo relaxamento muscular para depois desviar aAuterapia-B30 atenção para o relaxamento mental e orientar os seus pensamentos no sentido dos problemas que está a enfrentar. Não fuja deles e procure descobrir soluções com toda a teimosia. Não se deixe vencer a não ser pelo sono. Leia todos os posts sobre PSICOTERAPIA e AUTOTERAPIA, os comentários feitos e as respostas dadas. Até pode ser que me lembre de qualquer coisa mais e, neste caso, darei uma nova RESPOSTA neste blog logo que puder.
Imagina-B

Depois desta informação, lembrei-me de eu próprio pensar nas dificuldades apresentadas pela pessoa minha conhecida e numa sessão de imaginação orientada, lembrei-me de fazer este post para continuar a resposta dada.

– Vai verificar que, se não descobrir alguma solução nova, há-de sentir umPsicopata-B cansaço muito grande e ficar farto de pensar no mesmo. Apesar de tudo, não desista e tente sempre descobrir algo de novo. Pode também lembrar-se das dificuldades passadas anteriormente e do modo como foram superadas.

“Se não conseguir resolver ou, pelo menos, descobrir uma possível solução, continue a insistir no que está a pensar. Lembre-se dos filmes com o MacGyver e, agora, até pode ver a série “Investigação Criminal Los Angeles” em que entra a Daniela Ruah.
http://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/10/21/criancas-e-televisao-1/

“Esses filmes e muitos outros não servem apenas para «dar mausJoana-B exemplos». Existem muitos bons exemplos que se podem extrair de qualquer deles. É por isso que a nossa percepção tem de funcionar em boas condições. É também por isso que os pais devem discutir os filmes com os filhos, sem emoção mas com razão, para os ajudar a encará-los numa perspectiva adequada.

“Repare que os actores não desistem. São teimosos que se fartam até conseguirem encontrar uma solução mínima desejável ou, pelo menos,Acredita-B possível.
“Só assim conseguiremos ficar cansados de pensar e imaginar, e até pode ser que à falta de outra solução, o sono nos dê algum descanso. Julgo que é o que muita gente terá de fazer nos tempos actuais, em que todos os dias nos deparamos com surpresas desagradáveis mas que têm de ser superadas. Não falo só em dificuldades psicológicas mas sim materiais e bem reais que temos de superar, embora com muito sacrifício e perdas consideráveis

“Isto é uma espécie de técnica de saciação ou flooding (F), em que osPsicologia-B medos ou as dificuldades são vencidos pelo cansaço. O importante é cada um não descobrir uma fuga para escapar aos mesmos, mas o modo de os superar. Por isso, vale a pena recordar sempre os triunfos anteriores. Além de ser motivantes, podem proporcionar-nos autoreforço com as conquistas já alcançadas, talvez nunca antes imaginadas.

“É como dizia o outro «É a vida» mas, está mais bem colocado do que todos nós. Nós temos de tratar da nossa vida mas, vamos conservá-la com as menores perdas possíveis.

Lembrei-me também de muita coisa mais e, especialmente, do meu amigo Júlio (E) que me dizia:
«Quem não tem cão caça com gato» e «A fome e o frio põem a lebre ao caminho»

Uma das vezes, quando ele não conseguia dormir nem relaxar e tinha Depressão-Binsónias, fazendo tudo para as reduzir, com medo de não ter um dia seguinte melhor, lembrei-me do médico (H) que tinha sido operado e que se habituara a tomar hipnóticos para dormir e já não conseguia prescindir deles. Quando se lembrou de os deixar à cabeceira da cama para os tomar quando necessário, foi conseguindo dormir menos intranquilo, até ter sonos mais reparadores sem a ajuda dos medicamentos. A nossa ansiedade de querer dormir deixa-nos despertos mas, durante o resto do tempo, «cochilamos» um pouco de modo a preencher muitas necessidades de sono e não termos, como é vulgar, ter um sono seguido como é natural, com alguns momentos de interrupção absolutamente «normais».
Maluco2
Na ocasião, em relação aos pensamentos desagradáveis que não saiam da cabeça do Júlio tive de dizer em relação aos mesmos:
– «Se não os consegues combater, junta-te a eles».
O Júlio só começou a tomar mais consciência das suas dificuldades e do modo de as ultrapassar, quando o seu amigo RUI lhe disse:

Aprende a enfrentar as coisas pá. Só assim vais conseguir vencer!
E o Júlio, depois de várias experiência fracassadas de querer ver-se livre Consegui-Bdos seus pensamentos desagradáveis, verificou que, como a Cidália (C), não podia fugir da sombra, nem do touro. Tinha de enfrentar qualquer deles. Por isso, tornando-se necessária muita prática, que foi mantida em casa e quase «conversada» à mesa dum remoto café, o Júlio convenceu-se que:
Se a lebre se perder, encontrará o caminho de acordo com a fome que sentir”.

E foi isso que me deu imensa satisfação no reencontro que tive com ele, 20 anos depois.

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