PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA − 7

Estava calmamente sentado junto duma janela, a tomar um café cheio, quando uma pessoa conhecida, vendo-me dentro do café, entrou, aproximou-se de mim e pediu para se sentar.

Hoje está por aqui?
– Entrei neste café por estar a chuviscar e para esperar pela minha mulher que tem Bibliomais duas pessoas a ser atendidas antes dela, na cabeleireira. Sentado aqui, dá para observar muita coisa, em vez de estar a molhar-me à chuva.

Estive a consultar o seu blogue durante os últimos dias, especialmente os postes que se relacionam com a Biblioterapia. Fiquei impressionada com a utilização desse método no Reino Unido e nunca imaginei que concordava com o mesmo e que já o estava a tentar aplicar em Portugal há mais de 20 anos.
– Posso dizer que fui eu, em primeiro lugar, o seu primeiro utilizador e experimentador. Com o bom êxito obtido, fui desenvolvendo a técnica da terapia do Imagina-Bequilíbrio afectivo, que foi utilizada com o Joel (G) e a Isilda (H), mas sem eles conseguirem ler muita coisa sobre o assunto no início dessa experiência.
Quando tive apontamentos suficientes para as pessoas compreenderem o funcionamento do comportamento humano (F) e da interacção social (K), explicando o mecanismo e aplicando-o com a técnica da imaginação orientada, secundada pela autohipnose, tentei isso com o Júlio (E) e obtive um êxito muito grande.
Não tive oportunidade de utilizar o método com muito mais gente porque é difícil a Joana-Bcolaboração do próprio para ler muita coisa, treinar em casa e persistir, apesar dos primeiros desencorajamentos, desconhecimentos ou resistência à mudança, porque quase todos têm, inicialmente, uma ideia muito diferente da psicologia, tal como o pai da Joana (D) e até a Cristina, a Germana e o Januário (L).
Contudo, passado algum tempo e depois de muitas «conversas (J), o Antunes (B) deu-me a satisfação de experimentar o método quase de forma autónoma a ponto de «empurrar» a Cidália (C) a fazer quase o mesmo, embora com alguma ajuda do psicólogo e apesar de quase forçada pela mãe a utilizar os medicamentos Organizar-B
antridepressivos a ansiolíticos que ela própria tomava e o médico recomendava.

– Estou admirada que só com a leitura e treino se possa fazer tanta coisa que se faz «normalmente» com muitas consultas.
– Como é uma abordagem nova e foi por mim experimentada com alguns mais «corajosos» e «persistentes», fiquei empenhado em ir revendo os casos antigos que já tem muitos anos, com resultados consolidados. Faço os possíveis por descrever a sequência dos acontecimentos, com a indicação do tempo despendido, o número de sessões de psicoterapia e o resultado final. Já deve ter visto Interacção-B30isso nos meus posts anteriores.
Lembre-se que, geralmente, em quase todos os casos, diagnostica-se uma «doença» ou um «desequilíbrio» e tenta-se dar um remédio que pode ser através dos medicamentos e/ou através da psicoterapia suplementar. Como já disse, a medicamento influi do organismo e faz com que a pessoa não «pense» ou torne-se «insensível» aos seus problemas. Se for um problema fisiológico, ele pode ser solucionado. Porém, se forem problemas psicológicos, eles continuam na «cabeça» do indivíduo com menos força do que no início. Não desaparecem, nem o próprio aprende a dominá-los ou a Saude-Bcompreendê-los, ultrapassando as dificuldades sentidas. Fica tão alheado ou apático, como o bêbado que quer esquecer as suas «desgraças». Pode ser que os «drogados» também sigam o mesmo percurso.

– Como é que se consegue «mexer» na cabeça dos outros ou resolver isso só com a leitura?
– A leitura dos livros sobre o funcionamento do comportamento humano (F) e a interacção social (K) dá uma ideia de como é que todos funcionamos em termos de causas e efeitos, sem tentar descobrir «culpas» que são sempre atribuídas aos Psicopata-Boutros, incluindo ao meio ambiente familiar, social ou cultural. Sentimo-nos desgraçados porque não podemos evitar ou eliminar estas causas e vamos tentando adaptarmo-nos à sua existência. Quase que se instala o conformismo e, a depressão aprendida, pode não ficar muito longe. Com a leitura, interessa começar a compreender tudo isso, descobrir as causas dos efeitos que nos incomodam e tentar alterar essas causas para eliminar os seus efeitos. Quando conseguimos fazer a análise do comportamento ou dos acontecimentos que provocam os efeitos indesejados, compreendendo toda a situação envolvente, ficamos aptos a descobrir de que modo poderemos alterar essas causas para obter efeitos diferentes e que nos Acredita-Binteressam mais.
Para isso, além de compreender toda a situação, é necessário que, além da leitura, o próprio siga alguns procedimentos que foram utilizados na terapia do equilíbrio afectivo (J), com a ajuda inicial do relaxamento muscular, se necessário, para atingir o relaxamento mental, a fim de descobrir e relembrar os bons momentos que tivemos na vida e dos quais nos esquecemos. Seguramente, existem muitos momentos bons que ficam esquecidos, incluindo diversas situações difíceis que foram ultrapassadas com êxito. Recordar isso, ocasiona em cada um autoreforço positivo, que é utilizado para Consegui-Bcontrabalançar as dificuldades e implementar as forças suficientes para enfrentar e ultrapassar, com êxito, os desequilíbrios do momento. Utilizando a imaginação orientada (J), em parte, com a ajuda da autohipnose, torna-se possível rever e analisar muitas coisas do passado como num filme da nossa vida. Olhamos para tudo como no cinema e compreendemos a situação, envolvendo-nos racional e objectivamente, mais do que emocionalmente. Com esta visão, vamos tentando arquitectar soluções para as dificuldades actuais, com a alteração das «causas», que ocasionam os «efeitos» indesejados. Se com a terapia do equilíbrio afectivo, o resultado da melhoria foi de 68%, incluindo 23% de resolução dessa Maluco2situação, com a imaginação orientada e a autohipnose, a melhoria foi muito mais do que 68%, porque ajudou a prever ou imaginar dificuldades futuras e o modo de as ultrapassar com os ensinamentos do passado.

– Será possível cada um poder fazer isso, sem ajuda?
– Já disse que ninguém me deu ajuda e o caso de depressão ansiosa reactiva muito grave foi resolvida em menos de 2 anos. Os problemas eram meus e desenrolavam-se em interacção com o meio em que estava inserido. Ninguem mais Depressão-Bpoderia fazer todo esse trabalho por mim. Poderia e deveria orientar, mas nunca tive essa sorte.
Também, o Antunes resolveu o seu problema de depressão, do insucesso escolar da filha e do desequilíbrio da mulher, com algumas «conversas», treino em casa e muita leitura devidamente orientada (B).
Com a sua experiência pessoal, Antunes conseguiu incentivar a Cidália (C) a seguir persistentemente o mesmo método, embora com algumas consultas que foram necessárias, no início, para ela se inteirar bem da situação e criar uma capacidade bastante grande para não se deixar ludibriar com os medicamentos que lhe davam um alívio temporário mas alienante e capaz de criar habituação, como Psi-Bem-Cacontecia com a sua mãe que quase a forçava a utilizá-los.
Com o Júlio (E), a situação foi completamente diferente, porque a dita psicoterapia foi quase conduzida durante 8 semanas à mesa dum velho café, com a ajuda da autohipnose.
Como a Cristina e a Germana (L) não compreenderam toda a metodologia através das leituras, foram necessárias bastantes consultas e treinos de relaxamento para as fazer inteirar da situação. Com o Januário (L), apenas o prolongado treino do relaxamento ajudou bastante para se fazer uma psicoterapia relâmpago. Além disso, existia em todos um descrédito em relação à psicoterapia e à sua necessidade, utilidade e eficácia.Difíceis-B

De facto, em muitas circunstâncias, já ouvi falar em medicamentos que não são adequados, especialmente com crianças e psicoterapias que não dão qualquer resultado positivo ou que se prolongam quase indefinidamente.
− Não sei a que se refere, mas julgo que também já disse isso. Com crianças, muito se tem abusado da Ritalina e outros medicamentos que podem prejudicar e alienar. Além disso, muitas psicoterapias não dão resultado por diversas razões, uma das quais é a reacção do meio ambiente que se torna quase hostil à Psicoterapia-Bpsicoterapia como ia acontecendo com a Cidália (C) e aconteceu com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» (M). Outra das razões, pode ser a educação que não é a mais adequada como ia acontecendo com a Joana (D) e o «Calimero» (M). Isto pode acontecer especialmente devido às más informações difundidas na comunicação ou em diversos ambientes sociais, que ocasionam o desconhecimento dos familiares e, especialmente dos pais, que proporcionam reforços, modelos e identificações inadequados durante o tempo da estruturação da personalidade. Contudo, pode também uma psicoterapia ser mal conduzida como aconteceu durante Stress-Balgum tempo com o «Calimero» (M), quando também não se baseia em diagnósticos precipitados e mantidos, mesmo depois de se verificar que podiam estar errados, como aconteceu com o Joel (G).

Acha que a estruturação da personalidade é muito importante?
− Acho que é fundamental. Como é que uma criança educada num ambiente em que os pais mentem constantemente ou, falando mais «civilizadamente», omitem e distorcem a verdade, ocasionando dissonância cognitiva nos cérebros em formação que estão a seu cargo, pode ter uma personalidade Depress-nao-Bdevidamente estruturada num sentido verdadeiramente saudável, ético, moral, humanitário e democrático? Quais são os modelos proporcionados pelos pais? Com quem se poderão identificar esses seres em formação? De que maneira estarão a ser moldados, com os reforços que lhes são proporcionados pelo meio ambiente, que preza a ostentação a corrupção, o nepotismo, a subserviência, a dominância, o oportunismo e várias outras coisas que a maioria da população diz que detesta, mas que não consegue evitar devido ao desconhecimento do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica ou é eliminado? (F) (K).

O que se poderia fazer acerca disso?
− Já disse mais do que uma vez e até comuniquei o facto à Câmara Municipal de Sintra«Educar»-B que encarreirou o assunto para a área da saúde mental. Há possibilidade de fazer algumas reuniões com um público razoável de pelo menos de 30 pessoas, para esclarecer todos acerca destes assuntos que interessam à maioria. Com a exposição dos conceitos, respostas às dúvidas, abordagem de casos do dia-a-dia, propostas de resolução das dificuldades, especialmente, para evitar futuros desmandos, o contributo pode ser grande. Também pode servir para diminuir ou reduzir os actuais desequilíbrios psicológicos que vão aumentando com a crise e a austeridade insensata que é imposta aos que menos possibilidades possuem para não sofrer os seus efeitos. Há mais de 6 meses que estou á espera de que alguém se digne Neuropsicologia-B2dizer qualquer coisa sobre o assunto, porque a impressão dos livros, que estão praticamente prontos, baseia-se muito nisso. A leitura desses livros e a compreensão do seu conteúdo seria abordado nessas reuniões, destinadas a apoiar grande parte da população com as informações e o esclarecimento de dúvidas. Se muitos dos «pacientes», que me «aturaram» durante algum tempo, beneficiaram com isso, inclusivamente, alterando a educação que estavam a dar, qual a razão de outros não deverem beneficiar destas experiências? Por isso, os «casos» de quem se submeteu à psicoterapia estão a ser devidamente escrutinados para serem difundidos e utilizados como modelos para os outros que possam sofrer de «males» semelhantes. DIA-A-DIA BTambém, os «casos» das diversas reeducações são apresentadas, com exemplos (I) para serem utilizadas como modelos para apoio de outras crianças, como aconteceu com a filha do Antunes (B). Também, para a gestão e liderança, existem algumas «dicas» que foram apresentadas aos alunos do ISMAT (N).

Quer dizer que os seus livros estão a abranger as áreas da saúde metal, reeducação e gestão?
− Tem razão. É o essencial e até dá umas dicas sobre o marketing e venda. Estou a
reorganizar os livros publicados e a completar a colecção da BIBLIOTERAPIA, com umHumanismo-B livro com este título e mais 16, que abrangem as áreas mencionadas. Todos esses livros estão a ser reorganizados e adaptados para isso, a partir dos lque já foram publicados e com a inserção de novos «casos» estudados posteriormente. É por isso que me interessa actualizá-los, sempre que possível e necessário.

Como é que se pode fazer a utilização desses livros?
− Se a pessoa nada sabe sobre o assunto, pode começar por ler o «Biblioterapia» Falhas-B(Q).
Se não estiver a sofrer de qualquer desequilíbrio psicológico mas quiser ajudar alguém
a estruturar uma personalidade adequada conhecendo os mecanismos do comportamento humano, pode começar por ler a «JOANA a traquina, ou simplesmente criança?» (D). A partir desse «caso» ficcionado, pode adquirir muitos conhecimentos sobre a modificação do comportamento e desenvolvimento humano no sentido adequado.
Se sentir algum desequilíbrio, pode começar por utilizar o «Autoterapia (psico) Auterapia-B30Para Todos» (P) e ir praticando aquilo que é necessário numa psicoterapia. Se não conseguir orientá-la ou executá-la sozinho, pode, pelo menos, «ir adiantando serviço» enquanto não obtém uma consulta. O Januário (L) ganhou imenso, apenas com a prática do relaxamento.
Se se sentir motivado para fazer uma psicoterapia de forma autónoma, além da prática das indicações dadas no livro já mencionado, pode socorrer-se do caso do Antunes, no «Acredita em ti. Sê Perseverante!» (B).
Para compreender melhor o mecanismo do comportamento e da interacção humana e «entrar» bem no conceito da psicoterapia, seria óptimo consultar os dois livros Marketing2«Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K), que apresentam muitas facetas da modificação do comportamento e das suas técnicas e registos, mantidos regularmente para uma boa verificação dos resultados e do progresso conseguido.
Caso queira saber o modo como a psicoterapia funciona, pode utilizar o «Imaginação Orientada» (J) para se inteirar de toda a situação terapêutica e dos possíveis resultados.
Se tiver necessidade de consulta ou desejar saber de que modo a colaboração e treino de cada um pode ajudar, acelerar e melhorar o resultado terapêutico, os casos da Cidália «Eu Também Consegui!» (C) e do Júlio «Eu Não Sou MALUCO!» (E)Apoio-B podem ajudar imenso.
Só estes livros devem chegar, mas se alguém quiser pesquisar mais, pode ler «Saúde Mental sem psicopatologia» (A) para descobrir as vantagens ou as desvantagens da psicoterapia e da boa saúde mental, além de sondar o reino dos diagnósticos.
«Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» (L), apresenta três vertentes diferentes a ter conta no problema das psicoterapias, especialmente quando existem na sociedade preconceitos contra as mesmas ou ideias absurdas sobre toda esta problemática que necessita da boa colaboração do paciente Suces-esc-Bpara um resultado rápido, eficaz e duradouro.
Também «Psicopata! Eu?» (G) e «Combata ou Evite a Depressão» (H), apresenta, respectivamente, os casos do Joel e da Isilda que melhoraram apenas com a terapia do equilíbrio afectivo e sem as leituras que o Joel fez mais tarde para consolidar a sua remissão total, ficando empenhado em ajudar os outros com a divulgação do seu «caso».
Em caso de dificuldades de aprendizagem e necessidade de reeducação ou reabilitação, «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I) pode dar uma ajuda substancial com a apresentação de casos e exemplos de reeducação.
A utilização dos conhecimentos de psicologia no marketing, venda, gestão, negociaçãoEscala-pisped-B
e decisão pode ser resumidamente apreendida em «Comportamento nas Organizações» (N)
Também, lendo «Psicoterapias Difíceis» (M), seria bom saber que uma psicoterapia ou uma reeducação tardias e a utilização de medicamentos exagerados, com os falsos conceitos relacionados com a psicologia e sua utilidade e utilização, pode ocasionar prejuízos desnecessários e evitáveis.
Por fim, «Respostas sobre Psicologia» (O) vai ficar a aguardar a sua vez para esclarecer o que não for possível nos outros livros.

Tantos livros?
− Nesta colecção são apenas 17, marcados com as letras  de (A) e (Q), devidamente LN-adm-B
direccionados para o que se pretende: elucidar as pessoas, tentar dar ajuda em caso de necessidade e fazer prevenção e profilaxia. Mas, não é necessário ler tudo.

Então, como é que se faria?
− A minha ideia é começar por apresentar os livros (Q) e (P) para os mais necessitados em conseguir um bom desequilíbrio psicológico. Com as «conversas» que se poderiam manter com essas e outras pessoas, poderiam ser satisfeitas as suas necessidades com as respostas necessárias e a leitura dos livros (B) e (C) que já estão LN-int-Bpublicados.
Desejando aprofundar as noções sobre psicopatologia, medicação e doenças psiquiátricas  livro (A) já publicado, pode ajudar.
Quem quiser conhecer os casos da Isilda (H), da Cristina, da Germana e do Januário (L), tem as publicações anteriores, da Plátano e da Hugin.
Havendo necessidade de apresentar mais casos, conforme os desejos e as necessidades dos intervenientes nessas reuniões, os livros (G) e (E) estão prontos para publicação.
Quem necessitar de apoio na reeducação (I), tem os livros anteriores já publicados reed2pela Plátano.
Os que desejarem apoio no marketing, venda, gestão, negociação (N), também tem livros já publicados nesta área, pela Classica, embora o actual esteja reorganizado.

Qual é o óbice para a publicação dos novos livros?
− A principal razão porque ainda não entreguei isso às editoras é porque, como já disse, elas distorcem, às vezes, a ideia do autor e a tiragem é suficientemente grande para se conseguir introduzir rápida e atempadamente quaisquer modificações que possam parecer oportunas. Do modo como estou a pensar, embora não tenha Respostas-B30agora capacidade financeira para isso, quero ter controlo total na feitura e aparência do livro, bem como sobre a sua actualização oportuna. Isso só se pode conseguir se a tiragem for muito reduzida, sem aumentar o preço do livro. Nessas reuniões de que falei, as pessoas interessadas iriam demonstrar o seu maior ou menor interesse por alguns livros específicos e as intervenções ajudariam a introduzir as actualizações necessárias para dar cada vez mais informação. Foi assim que reorganizei os livros a partir dos apontamentos fornecidos aos enfermeiros, especialmente os do Hospital de Vila Franca de Xira, nos anos 70 de 1900, sendo posteriormente enriquecidos com o feedback dos pacientes e com os comentários feitos Psicologia-Bpelos alunos do ISMAT e pelos utilizadores do blog «psicologiaparaque.wordpress.com».

Como está a sugerir e como também li nos seus artigos do blogue, parece que a educação tem muito a ver com o desequilíbrio psicológico. A psicoterapia parece que não se destina só para «malucos», que ninguém quer ser. Contudo, parece que esta ideia vai desaparecendo aos poucos para dar lugar a outros conceitos de quase espectáculos e curas miraculosas até com equipamentos especiais.
– Eu vejo isso constantemente na internet, especialmente no facebook e a HR-b-Btelevisão apresenta quase milagres de gente que sofre com ataques de pânico etc. Quem quiser que acredite na facilidade com que dizem que se resolvem esses problemas.

De facto, além de muitos bilhetes e panfletos que são distribuídos em todo o lado, há muita propaganda enganosa, especialmente em relação aos mais vulneráveis.
– Isso é verdade e posso garantir que muitas das práticas de ioga, ballet, ginástica, meditação, reiki, música, ou qualquer outra actividade que possa deixar a pessoa HR-M-Bfisicamente menos tensa é boa, mas só quando é gratificante para o próprio. Não é a actividade em si que é boa para qualquer pessoa se ela não gostar da mesma. É importante que, qualquer que seja, ocasione satisfação com o consequente «reforço positivo» para o próprio. É nisso que se baseia a terapia do equilíbrio afectivo que tenta «desenterrar» as boas recordações do próprio e, ninguém mais a não ser a «cabeça» do própro pode fazer isso. A imaginação orientada e a autohipnose podem ajudar.

Já que utiliza a hipnose como um meio terapêutico, a leitura não poderia ser substituída pela hipnose, com economia de tempo, de meios terapêuticos e da maçada para o paciente ter de ler os livros?
− Antes de tudo, tenho de dizer que todos os males existem na «cabeça» do próprio e arvore
que sem mudar as ideias dessa «cabeça» pouco ou nada se pode fazer. Tentar mudar essas ideias com as consultas ou com qualquer outro meio como a hipnose, sem ir às causas, analisá-las e compreendê-las para as tentar modificar, pouco ou nada se pode fazer a não ser deixar a pessoa na dependência do psicoterapeuta.
Já tive uma experiência com uma paciente que apareceu a pedir-me que utilizasse a hipnose porque tinha visto um programa na televisão em que com «um, dois, três» resolviam o assunto rapidamente. Quando fizer um novo post sobre a nossa conversa, dentro de alguns dias, vou transcrever as paginas 59 e 60 do livro «Imaginação Orientada» (J) (a transcrição é a seguinte).

 

Então, o que dizes daquele programa duma estação de televisão em que aparece um «hipnoterapeuta» a fazer um, dois, três na testa das pessoas e a mandá-las reviver o passado?
– Posso dizer-te que, há bem pouco tempo, uma senhora diagnosticada como maníaco-depressiva se mostrou interessada em submeter-se a psicoterapia por recomendação de uma paciente minha, de há muitos anos. Veio com o marido e disse que estava a ser medicada há mais de 20 anos, tendo ficado várias vezes internada num hospital psiquiátrico, com tratamentos sempre à base de medicamentos. Como a sua vizinha e amiga se tinha sujeitado a psicoterapia comigo durante cerca de dois anos e nunca mais sofrera de depressão, achava que ela também podia beneficiar com isso. Durante a consulta, a dicção desta senhora era tão lenta e descoordenada que até parecia não ter bem a noção daquilo que dizia. Tinha lapsos de memória e falhas no contacto com o interlocutor. Por isso, o marido completava a informação que faltava. Assim, fiquei a saber que os exames psicológicos a consideravam maníaco-depressiva, além de oligofrénica, isto é, com um nível intelectual pouco desenvolvido.
“Sem alongar a consulta, que não me daria a informação mais rigorosa de que necessitaria no futuro, propus que experimentasse fazer o relaxamento, com o marido junto dela, a fim de que ele a ajudasse e incentivasse para não descurar do exercício que teria de praticar em casa, se possível, mais do que uma vez por dia.
“Dei aos dois a noção de que, devido ao estado a que ela já chegara, a terapia demoraria pelo menos dois anos, com duas ou mais sessões semanais, para se conseguir atingir um resultado positivo extremamente reduzido. Além disso, ela tinha de ser sincera ao longo da terapia para que eu não fosse induzido em erro na minha formulação terapêutica. Era o prognóstico que eu fazia após uma curta observação inicial, depois da qual informei-os que ambos teriam de falar com o seu médico assistente para que a dose de medicamentos fosse diminuída aos poucos. Na primeira experiência de relaxamento, esta senhora, pouco ou nada conseguiu.
“Quando à saída me disse que já vira que com hipnose se consegue muito mais do que de qualquer outra maneira, perguntei-lhe se, por acaso, estava a referir-se a um programa de televisão apresentado naquela época. Respondeu-me que sim, o que me deu azo a perguntar-lhe por que razão não se socorria desse programa, para resolver o problema, já que com «um, dois, três», como ela dizia, tudo se resolvia com muita facilidade.
“Quando veio à segunda consulta, a primeira coisa que fez foi tentar falar comigo longe do marido e perguntar se, sendo sincera, eu guardaria segredo, especialmente em relação a ele. Disse-lhe que não existem quaisquer dúvidas sobre isso, porque a informação só pode circular entre o paciente e o psicólogo. Suspirou de alívio.
“Disse-me depois que já tinha telefonado para o tal programa. Informou-me que nada faziam em relação ao caso dela porque havia necessidade de ensaios. Só depois de algumas provas podia ser admitida…ou não!
“Além desta informação, também me quis dizer que há mais de 10 anos, por «vias de facto», tinha «traído» o marido com uma pessoa conhecida dos dois e que, agora, estava envolvida com outro jovem, mais novo do que ela, só com beijinhos e abraços.
“Depois de a ouvir, sem comentários, chamei o marido para assistir, de novo, à tentativa de relaxamento mental, já que ela até tinha dificuldade em fazer o relaxamento muscular. Expliquei-lhes que ele teria de a ajudar no futuro com as motivações e incentivos necessários, se quisessem um resultado minimamente eficaz da terapia a ser iniciada. No final, tentei que os dois compreendessem que, sem o relaxamento, a terapia não seria tão fácil e rápida como todos desejávamos.
“Também fiz compreender que não valia a pena fazer algumas sessões e interromper a psicoterapia por dificuldades financeiras ou quaisquer outras. Além da consulta do momento, não valia a pena fazer mais, a não ser as essenciais para se chegar a uma decisão definitiva de levar a psicoterapia a bom termo. Disse que não marcassem outra consulta ou sessão psicoterapêutica para daí a dois dias, enquanto eles não conversassem e decidissem se a paciente iria continuar a psicoterapia até ao fim. Se não, poderia haver uma grande dose de frustração por se ter perdido tempo e dinheiro sem qualquer vantagem. No dia seguinte, a paciente telefonou para o consultório para agradecer a minha sinceridade e dizer que não teria posses para continuar a terapia.
“Achei muito sensatas estas sinceridades, tanto a minha como a dela.”

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA, até 6

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

COMENTÁRIO

Já consultei alguns artigos deste blogue.
O que mais intrigou, é que alguns deles se podem relacionar com as citações do duque de La Joana-BRochefocauld.
Se desejar, consulte o site http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/francois-duque-de-la-rochefoucauld/320
 

Como resposta a este comentário, feito no post AUTOANÁLISE, por um anónimo, elaboro o seguinte post explicativo:
François, Duque de La Rochefoucauld, viveu em França de 1613 a 1680. Foi escritor e moralista.
Consultando esse site, lembrei-me, em primeiro lugar do post, deste blog, Causas / Efeitos (4 nov 14) em que se pretende fazer uma clara delimitação entre a psicologia e a moral. Isso não quer dizer que, quem utiliza a Psicologia-Bpsicologia não o deve fazer sem a moral e a ética necessárias, mas que também um criminoso ou um psicopata pode utilizar todos esses conhecimentos para fins perversos. É o que acontece muitas vezes no nosso dia-a-dia e até na política, onde os interesses pessoais se sobrepõem aos da comunidade que elegeu os seus representantes.
Os efeitos são previsíveis mas, talvez, indesejáveis. Para isso, temos de alterar as causas. Para alterar essas causas, os que têm de o fazer, tem de ser mesmo nas urnas, nos locais de serviço ou até nas famílias, onde se forma a estrutura da personalidade. Para isso, temos de difundir os conhecimentos necessários da maneira mais simples possível.
É neste sentido que a psicologia ou a ciência do comportamento é tratada nos livros:
PSICOLOGIA PARA TODOS (F)
INTERACÇÃO SOCIAL (K)Interacção-B30
Também, toda esta teoria está praticamente aplicada e discutida num caso concreto com uma criança de 7 anos, que aprendeu a utilizar as técnicas, cingindo-se à moral e à ética «aprendidas» na sua família: JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D)

Entrando agora, nos pensamentos ou citações do duque-de-la-rochefoucauld, podemos examinar algumas delas, citadas a seguir em itálico, relacionadas com a psicologia e os posts deste blog. 

    • Consegui-B“Gabamo-nos de ter defeitos opostos àqueles que temos: quando somos fracos, gabamo-nos de ser teimosos.”

    → É exactamente isso que o pai da Joana fazia antes de conhecer os mecanismos da ciência do comportamento humano. Mas, quando «aprendeu» deixou de cometer esse erro grosseiro e facilmente eliminável.

    • “Nada é mais contagioso que o exemplo, e nunca fazemos grande bem nem grande mal sem produzir outros semelhantes. Imitamos as boas acções por emulação e as más pela malignidade da nossa natureza que a vergonha conservava prisioneira, e que o exemplo põe em liberdade.”

    → Muitos são os posts que falam na modelagem, identificação e reforço vicariante, positivo e negativo, necessários tanto no caso das famílias, como na gestão da empresas ou do governo.

    Psicopata-B

    • “Os vícios entram na composição da virtude assim como os venenos entram na composição dos remédios. A prudência mistura-os e atenua-os, e deles se serve utilmente conta os males da vida.”
    • “Pode dizer-se que os vícios nos esperam, no decurso da nossa vida, como hospedeiros em cujas casas devemos sucessivamente alojar-nos; mas duvido que a experiência no-los fizesse evitar se nos fora permitido percorrer duas vezes o mesmo caminho.”

    → O reforço negativo, especialmente o secundário, o vicariante e o aleatório podem ocasionar situações viciantes difíceis de erradicar depois de bem instaladas – Vício (08Fev13) e Vício 2 (24Jun13)

    • “A natureza parece ter escondido no fundo do nosso espírito talentos e habilidades que Acredita-Bdesconhecemos; só as paixões conseguem trazê-las à superfície, e dar-nos às vezes ideias mais acertadas e concretas que a arte não saberia fazer.”
    • “Os homens parecem não considerar os seus defeitos suficientes: aumentam-lhes ainda o número através de algumas qualidades singulares com as quais simulam enfeitar-se, e cultivam-nas com tanto desvelo que elas acabam por tomar-se defeitos naturais e já não depende deles corrigi-los.”
    • “Há falsidades disfarçadas que simulam tão bem a verdade, que seria um erro pensar que nunca seremos enganados por elas.”
    • “A humildade não é mais que uma falsa submissão de que nos servimos para submeter os outros; é um artifício do orgulho, que se rebaixa para melhor se elevar. E, apesar de se Maluco2transformar de mil maneiras, nunca se disfarça tão bem nem engana tão eficazmente como quando se esconde sob a capa da humildade.”
    • “Ficaríamos envergonhados das nossas melhores acções se o mundo soubesse os motivos que estão por trás delas.”
    • “Não temos a coragem de admitir em público que não temos defeitos e que os nossos inimigos não têm qualidades; porém, intimamente, não andamos longe de acreditar nisso.”
    • “Em todas as profissões se afecta uma aparência e um exterior que pareça o que queremos que os outros nos julguem. Assim, se pode dizer que o mundo se compõe apenas de aparências.”

    → A necessidade de apresentar uma boa imagem é tão grande para cada um de nós, que utilizamos Psi-Bem-Ctodas as ocasiões e subterfúgios para o fazer e preservar o mais possível. Como será possível evitar isso sem nos conhecermos a nós próprios? Será mais fácil «confessar» a verdade a um especialista do que a «cada um»? Não se desejará «aparentar» ao especialista  uma boa imagem e receber, às vezes, o reforço (ou a consolação) de que o mal está na sociedade, como me pareceu acontecer com alguns? PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos (L)

    • “Consolamo-nos muitas vezes das nossas infelicidades pelo prazer que nos dá a exibi-las.”
    • “Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam connosco.”
    • “Só achamos que as outras pessoas têm bom senso quando são da nossa opinião.”Saude-B

    → A necessidade que temos de nos autovalorizarmos, pode conduzir-nos a um artifício de menosprezar o outro para nos valorizarmos comparativamente e sentirmo-nos de bem connosco, mesmo que artificialmente. Isto pode levar-nos a ter comportamentos artificiais e demonstrativos, como me parece acontecer com algumas técnicas utilizadas em Psicologia Positiva (26 ago 14), não devendo também deixar-nos iludir com a mistura de técnicas ou a sua má aplicação, como pode acontecer com a Autoanálise (17 nov 14).

    • “A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucas pessoas, e essaDepressão-B que vulgarmente por aí se vê não passa de uma astuta dissimulação para atrair a confiança alheia.”
    • “O desejo de falar de nós e de mostrar os nossos defeitos sob o ângulo que mais nos convém, constitui boa parte da nossa sinceridade.”
    • “Quem não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil procurá-la em outro lado.”
    • “A felicidade está no gosto e não nas coisas.”

    → A técnica da terapia do equilíbrio afectivo, acompanhada da imaginação orientada, Imagina-Balicerçada no relaxamento mental e complementada com a autohipnose, tal como está discutida e clinicamente avaliada em IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) e, posteriormente, apresentada num pequeno manual de 76 páginas AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) é uma das vias para se conseguir cómoda e autonomamente o reequilíbrio necessário, promovendo a prevenção e a profilaxia.

    • “A piedade é, muitas vezes, um sentimento dos nossos males nos males de outrem. É uma hábil previsão das infelicidades que nos podem acontecer; amparamos os outros para os comprometer em relação a nós em ocasiões semelhantes; e estes serviços que lhes prestamos são, a bem dizer, bens que oferecemos a Auterapia-B30nós mesmos adiantadamente.”
    • “Não existe tal coisa como um infortúnio tão mau que as pessoas hábeis não saibam dele tirar proveito, como também não existe uma felicidade tal que os mais volúveis não transformem em prejuízo próprio.”
    • “Todos nós temos a força suficiente para suportar os males alheios.”
    • “Quando praticar qualquer falta, procure remediá-la e não desculpá-la.”
    • “A causa da derrota, não está nos obstáculos, ou no rigor das circunstâncias, está na falta de determinação e desistência da própria pessoa.”

    → A nossa tendência natural de nos lamentarmos perante as dificuldades e tentarmos justifica-lasDifíceis-B com diversas «culpas», pode ser o óbice principal para a dificuldade de ultrapassar situações difíceis, que seriam facilmente (ou dificilmente?) ultrapassadas com algum trabalho do próprio, iniciado em momento oportuno e a começar desde a infância como aconteceu com a Joana, já citada quase no início.

    Todas estas citações, levaram-nos a revisitar o nosso post anterior dedicado à Meditação e Psicologia (05Jun13) e a procurar os “Pensamentos de Buda” em http://pensador.uol.com.br/buda_frases/, na internet.

    • Projetistas fazem canais, arqueiros airam flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si mesmo.
    • Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos neuropsicologia-Bpensamentos, fazemos o nosso mundo.
    • É a própria mente de um homem, e não seu inimigo ou adversário, que o seduz para caminhos maléficos.
    • O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente.
    • O que somos é consequência do que pensamos.
    • A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.
    • É melhor conquistar a si mesmo do que vencer mil batalhas.
    • A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.Organizar-B
    • Tudo o que somos é resultado do que pensamos.
    • Toda grande caminhada começa com um simples passo.
    • Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.
    • O que somos hoje vem de nossos pensamentos de ontem, e nossos pensamentos presentes construir a nossa vida de amanhã; nossa vida é a criação de nossa mente.
    • Todo sofrimento psicológico é fictício, porque ou está armazenado na memória do passado, ou na imaginação do futuro, porque ambos são apenas ilusórios… O passado já passou e o futuro ainda não chegou!!!
    • Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.Respostas-B30
    • O único momento real é o presente, e nele reside a eternidade!

    → Todas estas citações conduzem-nos a um caminho único de antes prevenir que tentar tarde remediar. Foi o que aconteceu com o Antunes, a Cidália, a Cristina, o Joel, a Isilda, a «nova paciente», a Germana, o Januário, o «Mijão» e o «Calimero», mesmo depois de o mal estar instalado. Se não foi possível resolver a situação com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» e com alguns anteriores, os resultados foram inferiores aos desejados, deveu-se ao meio ambiente que desajudou ou o próprio que não se quis empenhar devidamente nas leituras e nos Depress-nao-B

    exercícios necessários. O medicamento aceita a passividade do interessado, mas pode deixá-lo na sua dependência permanente, tal como a droga, o tabagismo e o alcoolismo, criando o vício.  Como a psicoterapia não prescinde do empenhamento e da colaboração do próprio,  exige, tal como na dieta, no reiki, no ioga, na meditação, a compreensão da situação e os treinos consequentes, com muita perseverança, baseados numa leitura  correcta e manutenção dos procediementos necessários claramente indicados e resumidos na AUTOTERAPIA (P).«Educar»-B

    Para isso, este blog tem mantido desde 2007, uma ajuda através de respostas a comentários, alguns na internet, outros pessoais e até por e-mails. Todos os posts, como resposta, podem ajudar a satisfazer os desejos de cada interessado e de muitos outros que não se lembrariam de fazer essas perguntas como se pode depreender da HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada.

    Todas estas razões e especialmente para ajudar as pessoas que não podem obter as consultas necessárias ou não conseguem ter disponibilidade para as mesmas, levaram-nos a preparar um novo manual de 68 páginas BIBLIOTERAPIA (Q), que apresenta as vantagens de cada um fazer a Bibliopsicoterapia, cómoda e economicamente por si próprio, explicação dada também nos vários posts com o mesmo nome e que terminam em Biblioterapia – 6 (13 out 14).

    Tudo isto pode ser devidamente discutido e clarificado em reuniões com várias pessoas,  cada uma com as suas dúvidas ou dificuldades – Corrigenda (22Abr12). Uma vez expostas, podem ser confrontadas e exemplificadas com situações reais do dia-a-dia como já aconteceu muitas vezes  Resposta 17 (23 Out 11) .

    Em divulgação…

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AUTOANÁLISE

Com resposta ao seu comentário no post RESPOSTA 41, que transcrevo a seguir, Respostas-B30como já prometi, faço o seguinte post explicativo:

A auto-análise, como me diz que está a fazer, até pode servir para justificar uma série de maus hábitos que possa ter adquirido e que lhe estarão a causar algum problema (efeito) desagradável. Só lendo tudo com muito cuidado e compreensão poderá ter alguma vantagem para iniciar uma autoterapia se, de facto, não tem qualquer outro apoio.”
 
Tal como disse anteriormente à outra comentadora, volto a insistir que não sei quais os livros e os posts que leu e se compreendeu o meu ponto de vista.«Educar»-B
Da primeira vez que falei na autoanálise, foi no caso da Cristina (L), no antigo livro «Como «EDUCAR» Hoje». Tento explicar nele o modo como uma determinada «educação», embora muito «civilizada» e de muita «etiqueta» pode ajudar a criar problemas e desequilíbrios psicológicos. Naquela época e nas circunstâncias do momento, foi possível apresentar-lhe as ideias da psicoterapia dum modo como não seria possível num consultório.
A psicoterapia que lhe foi iniciada dissimuladamente, com muita «conversa» à Depress-nao-Bmistura, foi o início do seu reequilíbrio psicológico. Mas, depois de compreender o funcionamento dos mecanismos do comportamento humano, ela exercitou-se no relaxamento mental e serviu-se do diário de anotações para a sua recuperação. A autoanálise serviu para conseguir manter posteriormente uma profilaxia necessária e desejada por ela.

O Júlio, de , apesar de apoiado quase à mesa dum velho café Maluco2durante 8 semanas, com «conversas» e autohipnose, só melhorou com a prática de relaxamento mental e imaginação orientada, que manteve em casa, acompanhado de muitas leituras que o ajudaram a compreender os pressupostos da psicoterapia e manter uma autoanálise saudável, mantida apenas durante algum tempo depois da sua completa remissão.

A Cidália, de , lendo muita coisa sobre o comportamento humano e casos anteriores, apesar de acompanhada em psicoterapia, conseguiu fazer a Consegui-Bautoanálise e mantê-la durante algum tempo até se ver completamente livre da depressão em que esteve mergulhada durante o seu curso universitário e, posteriormente, no decurso da sua vida profissional, ensombrada pela exigência dos seus pais que quiseram que ela fosse viver com eles, muito depois de eles a terem quase «abandonado» nas mãos dos avós quase à nascença. Apesar de pressionada, até conseguiu resistir à tentação de utilizar os medicamentos psiquiátricos de que a mãe se servia com frequência.

No livro dedicado ao caso do Antunes, de Acredita-B, onde se encontra descrita a técnica a ser utilizada para uma autoterapia, mostro que a autoanálise não foi necessária e que os exercícios de relaxamento mental e de imaginação orientada foram essenciais e suficientes. Apesar de nunca ter feito a autoanálise, conseguiu resolver o seu problema de depressão grave, depois de deixar os medicamentos e de ter praticado os exercícios de relaxamento mental, iniciados depois de muita «conversa», apresentada na Imagina-B, de leitura e de apoio à filha para lhe reduzir o seu insucesso escolar.

Tal como a Cristina, o Júlio, a Cidália e o Antunes, muitos outros, leram os livros então publicados ou os apontamentos iniciais que lhes deram origem e que servem para a reorganização dos novos livros da colecção da  (Q):

 (F)
(K).

Em nenhum destes livros ou quaisquer outros, com os «casos», me parece ter dito queJoana-B a autoanálise deveria ser feita sem algumas regras fundamentais que são:
◊ A autoanálise não é uma análise escrita, feita racional a lucidamente. É importante que a escrita seja quase automática, sempre seguida e sem paragens, sem muita consciência do que se escreve, como se a caneta estivesse ligada ao cérebro. É como uma espécie de vómito que não é «controlado». Sai espontaneamente.
◊ Não podem existir correcções nem preocupação com a gramática, ortografia ou Psicologia-Bsintaxe.
◊ Este exercício deve ser feito todos os dias, com um tempo bem delimitado, sempre o mesmo e mais ou menos à mesma hora. Fazer isso a uma hora mais ou menos certa e com a limitação do tempo pode provocar o efeito de Zeigarnick, suscitando recordações posteriores úteis para a psicoterapia de profundidade. Isto quer dizer que no limite de tempo marcado com um temporizador, não se deve continuar a escrever, mesmo que a palavra fique a meio. Por isso, a quantidade de «escrita» em Interacção-B30cada dia deve ser semelhante, verificada no papel preenchido.
◊ Depois da escrita, o material deve ser imediatamente arquivado, sem ser lido. Por isso não deve ser utilizado um caderno. Para tanto, é necessário que existam folhas soltas já devidamente furadas e uma pasta para arquivar tudo, sem ler. Também é indispensável que haja bastantes folhas de papel, com duas ou três esferográficas ou lápis para substituição rápida no caso de alguma falha.
◊ A leitura daquilo que se escreveu na primeira semana só deve ser iniciada passados Saude-C
os primeiros 6 meses de escrita, todas as semanas, no mesmo dia da semana.
◊ Passado um ano, num outro dia da semana, pode-se começar a ler, duma só vez, aquilo que se escreveu nos primeiros 6 meses, para se continuar isso de 6 em 6 meses.

A intenção da autoanálise, é tentar trazer ao nível do consciente muitas dos factos que ficaram remetidos ao nível do inconsciente, provavelmente, como recalcamentos. É o que está recomendado na AUTOTERAPIA (P), como uma Psicopata-Copção de melhoria de desempenho. Não se fazendo isso e não mantendo um determinado tempo, pré-definido para a escrita, o diário de anotações serve perfeitamente.

Existem vários posts neste blog para ajudar a fazer relaxamento e autoterapia – Psicoterapia 6 (01Nov13). Se não lerem pelo menos tudo isso com atenção, tanto o comentador actual, como a comentadora anterior, nada conseguirão fazer por si próprios e vão depender de psicólogos, psicoterapeutas ou psiquiatras e, pior ainda, dos medicamentos que estes últimos utilizam – Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Os pressupostos de vários modelos de psicoterapias, da autoanálise e de alguma Psicoterapia-Bprática da Psicanálise, foram bastante discutidos com o Januário (L) em «Psicoterapia Para Quê?», depois da sua desilusão total com os tratamentos medicamentosos, psicanalíticos e psicoterapêuticos a que se tinha sujeitado anos antes, com total descrença e desilusão. Contudo, não lhe foi necessária uma autoanálise e a sua recuperação quase total deu-se quase num fim-de-semana, depois de quase dois anos de prática do relaxamento mental incentivado pela mulher.

Tentar fazer desaparecer uma dor muscular com comprimidos de aspirina porque os Auterapia-B30mesmos fazem desaparecer uma dor de cabeça em determinadas circunstâncias, é uma má solução. Interessa compreender bem todos os pressupostos das dificuldades e das técnicas a utilizar. Também é necessário saber de que modo se devem utilizar essas técnicas. Por esse motivo e porque muitos comentadores do blog demonstraram não conseguir seguir os passos necessários para uma boa psicoterapia, foi preparado o livro , à espera de publicação depois das inscrições suficientes.

Neste livro está claramente dito que é necessário fazer um inventário e uma avaliação DIA-A-DIA-Cperiódica dos sintomas que incomodam e que são os efeitos das causas que se podem descobrir com o relaxamento mental, mesmo que tenha de ser precedido do muscular, seguido da imaginação orientada, com muita leitura e compreensão de todos estes mecanismos psicológicos.

É bom compreender, através de diversos posts deste blog, que a psicoterapia depende da cabeça de cada um e que essa cabeça só pode ser saudavelmente alterada pelo próprio, sem medicamentos que alienam e que deixam a pessoa sem a capacidade de reagir correctamente.

Quando digo LER, quero significar que a pessoa deve ler com atenção e apreender o Stress-Bsignificado do conteúdo da mensagem, sem fazer uma leitura como a de romances ou noticiários.
Se o comentador me diz que leu em algum livro qualquer coisa sobre autoanálise, deve ter compreendido que é opcional e que, por si só, não deve dar muito resultado. Além disso, pode justificar determinados comportamentos que não são adequados e que não foram analisados devidamente na imaginação orientada.

Se não consegue fazer devidamente a autoanálise, ou se a deve fazer ou não, depende de si próprio e da sua decisão, treino e leitura de tudo aquilo que mencionei. Por isso, espero que leia ou releia tudo em cada post, bem como aquilo que se refere aos links nele mencionados e os comentários que os leitores fizeram.

É por este motivo que, depois de 35 anos de prática clínica, me preocupo com a Psi-Bem-Cinformação que pode ser dada,contestada e corrigida verbalmente em reuniões de várias pessoas (B/109) para compreender os mecanismos do funcionamento humano, da sua alteração e das possibilidades de prevenção para que não existam desequilíbrios ou que os mesmos possam ser rapidamente resolvidos.

A autoanálise, sem a manutenção das normas mencionadas, pode servir como um diário, especialmente, se for escrito com muito cuidado e consciência.
Como ninguém gosta de ter ou apresentar uma má imagem, alguns factos recordados podem ser devidamente justificados e enquadrados para os ver como certos e Difíceis-Baceitáveis, embora sejam as «causas» dos «efeitos» ou das dificuldades actuais que se pretendem eliminar e que, às vezes, são conotadas com culpas.
No relaxamento mental e na imaginação orientada, devidamente compreendida através da leitura dos mecanismos do comportamento humano e da resolução de alguns casos, se necessário, essa autoimagem deve ser analisada com racionalidade, objectividade e humildade para se descobrirem as causas e fim de alterar os seus efeitos. Se tudo estiver bem e justificado, nada se vai alterar. Por isso, é essencial a humildade e a capacidade de descobrir as causas, sem as confundir com culpas.

É também por isso que estou a reorganizar todos os livros já publicados para os Biblioaglutinar numa colecção de 17, destinada à na BIBLIOTERAPIA (Q) que é explicada neste livro e difundida nos vários posts com o mesmo nome, neste blog – Biblioterapia – 6 (13 out 14).

Em Portugal, não temos necessidade de gozar de uma saúde mental de menor qualidade do que no Reino Unido, onde a Biblioterapia já é um facto desde os princípios deste século, embora já tenha sido ensaiada pessoalmente desde 1973.                                             O pai da JOANA (D) que o diga, com a modificação e a profilaxia que foi
conseguida no seu «caso», tanto nela, como nos seus pais e irmão.

 

Em divulgação…arvore 30

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RESPOSTA 41

arvore 30Com o seguinte comentário no post RESPOSTA 40:

“Comecei a fazer a auto-análise.
Qual é a maneira mais simples de fazer auto-análise? E menos demorada?
Ontem comecei a fazer auto-análise.
Não sei se vou conseguir perseverar…Só cinco minutos por dia. Mais não posso.
Lembro-me de ler num dos seus livros que os documentos escritos se lêem no fim deAuterapia-B30 cada semana e a seguir faz-se a escrita desse dia. Pode ser assim?
Espero que não seja necessário ler a escrita no fim de cada mês nem no final de cada ano.
Se puder diga-me qualquer coisa sobre isto, a forma mais simplificada de todas de fazer auto-análise.”

 
Respondi que:
“Não sei qual dos livros leu e aquilo que leu. Em nenhum parece-me ter dito que a Biblioautoanálise deveria ser feita da maneira como está a dizer.
Existem vários posts neste blog para fazer autoterapia (P). Se não ler tudo isso com atenção, compreendendo o seu significado, nada conseguirá fazer por si e vai depender de psicólogos, psicoterapeutas ou psiquiatras e, pior ainda, dos medicamentos que estes últimos utilizam. Se não quiser dar um golpe de vista por esses posts que cá estão inseridos, vou ver se faço hoje uma sessão de imaginação orientada, depois dos meus primeiros 3 minutos, à hora de dormir, para entrar em relaxamento mental e, amanhã, consigo elaborar o post RESPOSTA 41, dedicado a este tema. Pode ter a certeza de que, se não ler os livros com atenção e não apreender tudo aquilo que lá se diz, nada poderá fazer por si própria. É pena, porque eu já Imagina-Bexperimentei isso e desenvolvi a técnica da terapia do equilíbrio afectivo, seguida de imaginação orientada, ajudado pela autohipnose.”

 

Presentemente, depois dos meus 3 minutos iniciais de relaxamento mental à hora de dormir, para continuar com a imaginação orientada que vai fazendo os seus efeitos durante o dia, vou escrever este post para clarificar a resposta inicial.

Antes de tudo, não sei se a comentadora leu o post CAUSAS / EFEITOS, o que seria Maluco2muito importante. Se não leu, algum familiar o pode fazer.

Se leu algum dos meus livros, julgo que em nenhum deles disse, tal como nos diversos posts deste blog dedicados à AUTOTERAPIA, RELAXAMENTO, IMAGINAÇÃO ORIENTADA e PSICOTERAPIA, especialmente Psicoterapia 6 (01Nov13), que a autoanálise, por si só, resolveria qualquer dificuldade. Pode servir para aprofundar uma psicoterapia e é opcional.

É bom que as pessoas não se «agarrem» ao significado vulgar das palavras, sem saberem o conceito que cada uma representa, tal como o relaxamento e a Consegui-Bimaginação orientada de que falo constantemente.
Já me aconteceu confundirem a terapia do equilíbrio afectivo com as técnicas que muitos utilizam na Psicologia Positiva (26 ago 14), alterando completamente a ideia iniciada pessoalmente (1973), muito antes das investigações de Seligman (1980). Se essa técnica de que falam desse sempre bom resultado, o actor Robin Williams talvez não se tivesse suicidado e ainda estivesse vivo com a utilização da técnica de IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) devidamente aplicada.

Além disso, insisto que, numa boa psicoterapia, tal como aconteceu comigo e com o Acredita-Bmeu amigo Antunes de ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) e, por pouco, não aconteceu também com a Cidália, de Eu Também CONSEGUI! (C), os medicamentos são prejudiciais, como adverte também veementemente o Professor de Psiquiatria Peter Breggin, o que se pode verificar lendo os comentários e o vídeo associado à Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Não sei de que maneira poderei ser útil neste caso, porque desconheço os seus Joana-Bcontornos e não tenho informações mais completas que, provavelmente, não poderão ser dadas por escrito. Como também não consigo «georreferenciar» a comentadora, como diria agora o nosso ilustre Director-Geral de Saúde, posso informar que comuniquei à Câmara Municipal de Sintra, Área de Saúde Mental, as minhas ideias sobre a possibilidade de prevenção de profilaxia, tal como fiz anos atrás, numa “Conversa com Das Neves” (B/109) transcrita na Corrigenda (22Abr12).

É por esse motivo que, até instigado pelo meu antigo im«paciente» Joel de Psicopata-BPSICOPATA! Eu? (G), resolvi incluir no «seu» livro uma lista de procedimentos (G/83…) para poder complementar essas «conversas» e ajudar as pessoas a terem uma vida mais equilibrada.

Depois, por sugestão de muitos comentadores, alunos e «pacientes» tentei preparar um manual de 76 páginas AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) dedicado aos «apressados» que querem fazer uma psicoterapia por si próprios e não têm outros meios para esse fim, o que é difícil sem conhecerem bem os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, Psicologia-Bapresentado sucintamente em três livros − JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D), PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e INTERACÇÃO SOCIAL (K).

Posteriormente, devido às várias dificuldades apresentadas por quem quis realizar uma psicoterapia baseada nos vários posts, que estão a ser apresentados, desde 2007, neste blog e nos anteriores, enveredei pela elaboração de mais um pequeno manual de 68 páginas relacionado com a BIBLIOTERAPIA (Q), para poder explicar as vantagens e as necessidades de manter umaInteracção-B30 determinada conduta, inclusive com a leitura de livros, quase da mesma maneira como fazem presentemente no Reino Unido e nos EUA. Contudo, aqui já temos os livros escolhidos e preparados.

Tudo isto está explicado nos vários posts e, especialmente, em Biblioterapia – 6 (13 out 14). Contudo, o único óbice, é a publicação desses livros quase todos reorganizados e actualizados, porque não desejo que a sua edição seja feita por livreiros, mas que seja restritamente feita por mim, com as actualizações necessárias em consequência das palestras que podem ser muito úteis. Por isso, os interessados têm de me enviar a sua inscrição para eu publicar o livro quando houverPsi-Bem-C interessados suficientes. O meu e-mail está à disposição, se não fôr algum comentário neste blog ou no http://livroseterapia.wordpress.com/.

Tentando responder o melhor possível ao comentário acima citado, posso dizer que demorei mais do que uma manhã para «engendrar» este post, com quase duas dezenas de links que devem ser consultados, o que vai dar muita despesa em leitura. Contudo, não consegui ser mais económico.

Infelizmente, não gosto das respostas rápidas, incompletas, inconclusivas e, às vezes, Difíceis-Benganosas, que se dão em certos meios de comunicação social escrita e imagética − Maozinhas que «Roubam» (07Jan11) e Roubos Afectivos (18Mai11) −, que agradam a muitos, podendo servir de propaganda dos «interessados», mas prejudicial para muitos. São casos que se apresentam com imensa propaganda, muito aplaudidos, como se fossem milagres e até com a utilização de equipamentos electrónicos, sem haver um seguimento devido e a indicação de consequências adversas ou efeitos colaterais.neuropsicologia-B

A auto-análise,  como me diz que está a fazer, até pode servir para justificar uma série de maus hábitos que possa ter adquirido e que lhe estarão a causar algum problema (efeito) desagradável. Só lendo tudo com muito cuidado e compreensão poderá ter alguma vantagem para iniciar uma autoterapia se, de facto, não tem qualquer outro apoio.

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RESPOSTA 40

“Li os seus posts e não sei o que devo fazer para ajudar a minha filha que está com uma Bibliodepressão muito grave e não quer falar comigo. Quando a quero animar, desorienta-se e aborrece-se apesar de estar a ser devidamente medicada.
Pois isto tem-me estado a dar cabo da mona e não tenho descansado nada e nem consigo pensar em casa sobre os projectos que estou a fazer para finalizar o curso de especialização…
Obrigado”

Como resposta a este comentário que foi feito no post Causas / Efeitos (4 nov 14), posso dizer que este é mais um exemplo de ser necessário descobrir «causas» que estiverem a provocar os «efeitos» que não desejamos.

Por isso, qual a razão do comentador não descobrir as «causas» desses comportamentos e tentar inactivá-Auterapia-B30las para reduzir os seus «efeitos» maléficos para todos, inclusive, provavelmente, para a mãe dela?

Se lhe foi diagnosticada «depressão»  e está a ser medicada, o medicamento é dado para «não pensar» e, provavelmente, «não sentir» as «causas» que lhe provocam a depressão.
No estado em que se deve encontrar, como pode tentar fazer relaxamento, se a própria medicação não ajuda ou até a prejudica? Já disse o que aconteceu com a «Perfeccionista» (M) que, não continuando com a psicoterapia por causa de Prozac e Effexor que estava a tomar, para a depressão, passou a estado psicótico bi-polar, com ameaças de suicídio e de homicídio da mãe. Basta ler os três posts relacionados com «Risco de Suicídio».

O Tiago (C) também não era capaz de fazer devidamente o relaxamento, apesar de ajudado pelo psicólogo, Consegui-Bporque tomava medicamentos para a depressão e o seu «caso» nunca conseguiu ser resolvido devidamente, nem 25 anos depois, por causa disso.

Por isso, quando possível, torna-se necessário controlar a depressão com o relaxamento e com a descoberta das suas «causas» utilizando a imaginação orientada (J).

A Biblioterapia serve para isso e as sessões em conjunto muito mais, para esclarecer as pessoas (muitas, e não só uma de cada vez, como nas consultas) apresentando cada uma as suas dúvidas do momento, e que podem afectar os restantes participantes em futuras ocasiões.

A leitura ajuda muitíssimo para complementar as ideias adquiridas. Contudo, esta leitura não pode ser Imagina-Bcomo a dos romances ou novelas. Tem de ser profunda, para compreender bem o significado daquilo que está explanado em linguagem simples mas com conceitos bem alicerçados do funcionamento e interacção humana. Também pode ser melhor explicada nessas reuniões. Além dos livros mencionados e publicados, os vários posts deste blog tratam de dar uma ajuda substancial a todos os interessados em manter uma boa saúde mental e, no Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) ,um famoso psiquiatra dos EUA alerta para os riscos da medicação.

Tudo isto me faz lembrar outros casos em que a pessoa tem de ser ajudada pelos familiares.  Quanto à filha do comentador, apenas posso dizer que é importante que os familiares utilizem com ela o reforço do comportamento incompatível, prestando-lhe muita atenção quando ela não tiver comportamentos inaceitáveis tais como lamentar-se, irritar-se, etc. O importante é não esquecer que Psicopata-Bos comportamentos de irritação, lamúrias, ou quaisquer inadequados, nunca devem ser reforçados com opiniões, conversas, castigos ou qualquer outra coisa que faz manter o contacto com a pessoa. A atenção prestada aos comportamentos inoportunos corre o risco de proporcionar reforço negativo secundário aleatório com aumento exponencial do pico da extinção.

Tudo isso deve ser devidamente ignorado até haver a oportunidade de verificar que existe qualquer comportamento que não é necessário evitar. Também, nos momentos em que não houver algum comportamento inconveniente, pode ser fomentado ou facilitado um comportamento que seja aceitável, nem que seja com conversas diversificadas ou recordações agradáveis. Para se entender bem  estas técnicas de forma prática e simples, nada melhor do que ler JOANA, a traquina ou simplesmente Acredita-Bcriança? (D)

A atenção prestada em momentos inoportunos, pode fazer com que esses comportamentos nunca mais acabem, que vão aumentando, e que e medicação seja aumentada para «atamancar» a situação. Nestas condições, a medicação torna-se quase indispensável para forçar a pessoa a não pensar em coisa alguma e a deixá-la quase apática e inoperante, não por culpa dela, mas por causa dos medicamentos.

Para se poder aplicar estas técnicas de modificação do comportamento, o único meio de ajudar a menina nesta situação, seria necessário os familiares lerem com atenção os livros mencionados e Saude-Bcompreenderem bem os conceitos neles incluídos. Como já disse, o post Causas / Efeitos deve ser lido com cuidado para ajudar a filha a recordar os bons momentos da sua vida e estimular a produção de dopamina.

Estou a falar em cada um recordar através do relaxamento e da “Imaginação Orientada” (J) tudo aquilo de bom aconteceu. Não deve ser pouco e nem estou a falar em encenações, conversas ou frases interessantes, como em  Psicologia Positiva (26 ago 14) que, em momentos oportunos, podem ajudar a desencadear essas recordações. E os familiares podem fazer isso. O importante é estarem alerta e terem a consciência do que fazem, não reagindo emotiva ou instintivamente. Por acaso, antes de fazer este post, com a imaginação orientada, lembrei-me da madrugada de 8 para 9 de Novembro, em que cheguei a Portugal, em 1957, e reviver a entrada na base aérea de Sintra, para dormir numa camarata numa enxerga de colchão de palha em que, ao mais pequeno descuido, se não Maluco2batesse na parede, a pessoa podia cair ao chão. Para descobrir praticamente como se faz isso, basta ver a série «Mentes Criminosas» em que os investigadores pedem geralmente, às vítimas ou testemunhas, que fechem os olhos e concentrem toda a atenção nos eventos a recordar. E as imagens podem aparecer com alguma rapidez e nitidez, ocasionando boas emoções. Se em momentos de descanso dela, aproveitasse-os para fazer esta experiência com a sua filha, podendo até facilitar a situação com a recordação dos bons momentos vividos em conjunto, seria óptimo. Foi o que aconteceu com o Júlio (E).

Eram essas as vantagens que eu gostaria de proporcionar a todos, discutidas nas conversas com Das Neves, há muitos anos (B/109), em Lagos, porque me custa aceitar, por experiência própria e recomendação de psiquiatras famosos Psicoterapia / Medicação (6 abr 14), que as depressões não sejam combatidas quando elas até podem ser evitadas com alguma facilidade e imaginação Biblioterapia – 6 (13 out 14).

A propósito das causas e das culpas, lembrei-me também dum caso em que uma pessoa, devido a problemas de variação da tensão arterial, tomava DIOVAN todas as manhãs. Quando, por razões de «austeridade» que se exige agora na nossa sociedade, começou a tomar VALSARTAN, com o mesmo Depressão-Bprincípio activo e a mesma dosagem, começou a sentir-se irritada e depressiva. A culpa seria do Valsartan ou este seria a causa do estado de irritação e depressão? O facto é que mudando a «causa» de Valsartan para Diovan, o «efeito» do estado de depressão e de irritação, desapareceu por completo.

Os variados posts deste blog tratam disso e, por isso, é mais prático, cómodo, fácil e económico prevenir do que remediar pouco, se isso ainda for possível. Apenas exige vontade e persistência. Mas, apesar de trabalho aturado e intensivo, dá muitos lucros! Por isso, se o comentador e o pai desejarem que a senhora esteja em melhores condições, dispõem apenas da técnica mais segura do reforço do comportamento incompatível, largamente exemplificado em vários posts deste Conportamento Organizações Blogueblog.

Se não se começar a «deitar mãos à obra», de imediato, o caso pode ter uma evolução desagradável, a não ser que esse seja o desejo da própria pessoa ou dos familiares. Provavelmente, mesmo com a plena adesão da paciente, serão necessárias sessões constantes e prolongadas de psicoterapia séria, com diminuição substancial da medicação e prática do relaxamento em casa e muita leitura de livros, além dos diversos posts deste blog, acerca do muito do que aconteceu com os outros.

Temos de ser capazes de focar a atenção nas asneiras que fizemos reconhecendo-as humildemente como «causas» e não como «culpas» dos outros, como geralmente imaginamos. Para isso, o diário de arvore 30anotações é muito importante, especialmente para ler aquilo que escrevemos tempos antes e de que não nos lembramos de certeza. Por exemplo, há pessoas com quem nos damos imediatamente muito bem e que nos parecem uma «maravilha», mas que pouco tempo depois nos desiludem completamente. É a vida.

No diário, podemos descobrir muitas das nossas dificuldades e tentar compreender onde existiu o erro ou a causa e tentar corrigi-lo para obter o efeito desejado. Culpar, seja quem for, não resolve coisa alguma mas ajuda apenas a descobrir justificações espúrias que em nada irão ajudar.

As melhoras da filha e boa sorte para todos.

Em divulgação…Psicologia-B

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CAUSAS / EFEITOS

Com o comentário seguinte:

Li este artigo e vários outros, com alguma curiosidade.Arvore-B30
Parece que coloca muita insistência nas «causas» e «efeitos».
Não consigo compreender muito bem como é que isso se possa utilizar em psicoterapia.
Pode-me explicar?
Anónimo.”

no post Velhas Recordações (18 out 14), respondi que iria pensar melhor no assunto e tentar explicar, logo que possível, a minha ideia, num novo post intitulado “CAUSAS / Acredita-BEFEITOS”, o qual estou a publicar, ficando muito relacionado com a psicoterapia que estou a praticar e a recomendar, especialmente, se a pessoa quiser fazer de forma autónoma, seguindo a BIBLIOTERAPIA (Q)

 

Para a elaboração deste post iniciei a IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) durante duas noites, com um custo de cerca de 5 minutos de cada vez, para continuar automaticamente, de vez em quando, durante o dia.
Todas as nossas acções, recordações, desequilíbrios ou satisfações e anseios, têm um incentivo ou uma Consegui-Bcausa, que não deve ser confundida com culpa. É o que muitas vezes acontece quando os comportamentos são maus ou inconvenientes.
Por exemplo, para a elaboração deste post, a causa foi o comentário, complementado com o meu interesse em esclarecer as ideias sobre o assunto, especialmente ligadas à psicoterapia que defendo. Não foi bom nem mau, mas causou o efeito deste post.
É por esse motivo que, no apoio a uma psicoterapia, tenho de me colocar no papel do «paciente» para formular as diversas hipóteses possíveis, tal como aconteceu especialmente com o Júlio, a Cidália e o Januário.

No caso do Júlio, verificou-se que o simples afastamento dele em relação à família, que ficara em casa comPsicopata-B os três irmãos mais novos, foi a causa principal das suas dificuldades, transformadas como efeito, em sintomas orgânicos e que não se tinham podido «curar» com os medicamentos. Quem diria que um afastamento da família, por causa dos estudos − o que era muito frequente naquele tempo na grande maioria dos casos, sem sequelas −, seria a causa principal das suas dificuldades?
Quem melhor do que o próprio Júlio poderia ter acesso a essas recordações? Tentar alegrá-lo com muitas coisas com que os outros se regozijam, tais como festas, afagos, divertimentos ou prendas, daria o mesmo efeito, como alguns preconizam na Psicologia Positiva (26 ago 14)? Tentar reduzir as mágoas com medicamentos, não seria apenas suaviza-las enquanto o medicamento fizesse efeito? E durante o resto do tempo? Quanto?

Quem se iria recordar das «causas» que foram descobertas apenas com o relaxamento mental e a imaginação orientada praticada por pelo Júlio com a ajuda da autohipnose? Como iria ele perceber tudo isso Imagina-Bsem leituras convenientes para compreender o funcionamento do comportamento e da interacção humana? Sem essa bagagem intelectual, com que fundamentos, objectividade, racionalidade e humildade, poderia ele analisar o seu passado, recordado aos poucos, para se satisfazer, com emoção, com os bons momentos e os êxitos obtidos? Como se iria produzir a dopamina necessária para provocar o estado de bem-estar que resolveu as suas dificuldades e o conduziu para um óptimo caminho futuro, se os pensamentos negativos a iriam inibir?

Conforme disse no post Vício 2 (24Jun13), Nora Volkow, Directora do Instituto Nacional do Abuso de Drogas (NIDA), dos EUA, não constatou se os que não gostavam de determinadas coisas, tais como comidas, festas, recordações, convivência familiar ou social, etc., iniciavam ou conseguiam incentivar a produção de dopamina, tal como acontece com os outros que vulgarmente gostam dessas coisas. Para que haja essa Depressão-Bprodução, é necessário que exista um comando cerebral neurofisiológico que desencadeie todo o processo. Se não houver um comando baseado em ideias que o cérebro possa ter, essa produção tem de ser desencadeada com um agente químico que pode provocar efeitos secundários ou danos colaterais adversos.
É como se eu desse a carteira a alguém e não se tentasse saber se a entreguei por vontade própria ou por não ter outra solução perante uma intimidação de «a bolsa ou a vida!». Na primeira situação, fiquei dependente da minha cabeça, porque fui eu que pensei em dar a carteira. Na segunda hipótese, embora tenha sido eu próprio a dá-la, fiquei dependente duma imposição, continuando assim até essa força ter acção sobre mim. Nos dois casos, o efeito – dar a carteira – foi o mesmo. É o que faz também a droga Maluco2quando muda o «estado de espírito» da maioria das pessoas nas «doenças psiquiátricas». E os efeitos secundários?
Estes exemplos podem ser obtidos nos casos dos prisioneiros de guerra ou pessoas sequestradas que, para obterem a possibilidade de fuga ou do fim do seu tormento, são capazes de tudo e até de imaginar situações futuras muito agradáveis ou menos desagradáveis do que as do momento. É o instinto da sobrevivência.
Este tipo de acções, que também se podem parecer com aquilo que ocasionam as «drogas», conseguem ser «aprendidas» por «moldagem» através do condicionamento operante, da mesma maneira como se «domesticam» os restantes animais, conduzindo a uma série de comportamentos encadeados, como num jogo de dominó. Basta movimentar a peça principal para dar azo a todo um processo automático.

Os que lerem superficialmente os «casos» que estão descritos, podem julgar que a metodologia funciona deDificeis-C igual forma com todos, que poderão beneficiar com ela. Contudo, se lerem com cuidado cada caso, podem verificar que não patrocino esta ideia. Tudo depende das contingências, além de muito treino, persistência e leitura que cada um fizer, assim como da compreensão que a pessoa tiver do material lido e da sua capacidade de utilizar os ensinamentos, que podem ser colhidos com as experiências dos outros. Talvez, como constatei em relação à investigação de Nora Volkow, referida em Vício 2, possa também dizer que seria útil fazer um estudo, correlacionando a quantificação dos resultados obtidos e a duração da psicoterapia, com a capacidade intelectual, de abstracção, da motivação, da resistência à frustração e da persistência de cada um dos pacientes. Foi o que não tive possibilidade, tempo, nem apetência para fazer.

De certeza, são factores que influenciam demasiado os resultados obtidos e a sua qualidade. Caso contrário, Psi-Bem-Co Antunes, o Júlio, o Januário, a Cidália, a «nova paciente» e o Joel, não demorariam tempos tão diversos, nem teriam resultados diferentes daqueles que foram obtidos pela Cristina, Germana, Tiago e Isilda.
Transpondo estas experiências de produção de dopamina para a psicoterapia, a causa de produção da dopamina foi a lembrança agradável das experiências ou recordações dos intervenientes. Essas causas, ocasionaram o efeito de boa disposição ou melhoria dos humores e dos comportamentos consequentes.
Ninguém questionou se a dopamina deveria ser provocada ou não, ou se era moral ou imoral. Isso poderia ser questionado se a produção de dopamina fosse provocada com a visão ou realização de actos criminosos ou danosos para o resto da humanidade, como poderia acontecer nos casos dos psicopatas ou de sujeitos condicionados com a visão de filmes de violência (F/133), que podem sentir satisfação com a execução dos seus actos, sem qualquer tipo de remorso posterior. A produção da dopamina estaria a ser o efeito dPsicologia-Bum comportamento delinquente.

Neste caso, têm de funcionar a moral e a ética, porque a psicologia termina na causa/efeito. Se é necessário provocar essa causa/efeito, é um assunto a ter em conta pela moral e ética de quem manipula esses instrumentos psicológicos, tal como um cirurgião manipula um bisturi que, por acaso, também pode ficar nas mãos dum criminoso, da mesmo maneira como uma pistola, que deve guarnecer as Forças da Ordem.

A emoção é importante, mas deve ser controlada pela consciência e pela razão. Compreendendo como funciona “O circuito das perturbações mentaisSaude-B(A/149) através do hipocampo, podem-se tentar desencadear conscientemente ou por condicionamento operante, determinadas recordações que, sendo boas e agradáveis, como se pretende na «Terapia do Equilíbrio Afectivo», conseguem desencadear a produção de dopamina que ajuda a manter uma saúde mental mais saudável, para contrabalançar e ultrapassar as dificuldades que são as «causas» dos «efeitos» que se pretendem modificar ou eliminar. Evitando a utilização de quaisquer medicamentos, que provocam os seus efeitos, que podem ser adversos, de acordo com a manipulação das «causas», os «efeitos» podem traduzir-se na estabilidade ou instabilidade psicológica e boa ou má saúde mental.

Deste modo, para exemplificar melhor as causas que desencadearam as dificuldades depressivas no caso da Cidália, quem diria que a vinda dos pais de Moçambique para Portugal, depois de a terem «abandonado» nas mãos dos avós, o «casamento» deles, após terem vivido muitos anos «juntos» mantendo parceiros conjugais diferentes, seria a causa principal das suas dificuldades?
No caso do Januário, como se podia imaginar que a educação e um simples insucesso no curso superior, Interacção-B30acrescido das tentativas de cura com medicamentos, psicanálise, etc., seriam a causa dos seus desequilíbrios psicológicos?
E, no caso da Cristina, sempre «muito bem-educada», como se poderia prever que a causa principal das suas dificuldades eram as «normas sociais» mal introjectadas, com bastante preconceitos que reinam entre nós?
No caso da depressão do Antunes, com consequência num possível desequilíbrio psicológico da mulher e insucesso escolar da filha, apenas o medo de deixar a família sem apoio financeiro em caso do seu falecimento, como tinha acontecido com o seu pai, foi a causa fundamental.

Em que tipo de psicoterapia se iria pensar nessas causas para obter resultados ou efeitos diferentes dos desequilíbrios que cada um estava a sofrer? E, quem melhor do que o Antunes e todos os outros para, cada um, recordar esses factos recalcados, para os analisar, localizar, compreender e obter soluções, depois de toda a leitura e dos esclarecimentos possíveis?Joana-B

Para que todo este processo se desencadeie, às vezes, sem a ajuda de técnicos, a AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P), dá uma ajuda fundamental para que cada um possa iniciar os seus primeiros passos. Recordar o modo como as dificuldades anteriores foram ultrapassadas, pode provocar, aumentar e acelerar um «estado de espírito» favorável à produção da dopamina necessária.

Em relação a todos os problemas mencionados, a prevenção e profilaxia são os dois instrumentos mais importantes a serem valorizados. Temos o exemplo de JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) com quem foram utilizadas as técnicas de modificação do comportamento.
A causa do mau comportamento dela, era o desentendimento entre os pais, e o efeito de se ter removido essa causa, foi a «re-união» deles, que se tinham «des-unido» por causa de divergências na educação que estava a ser dada à filha, resultando disso o nascimento dum rapaz com quem a Joana ensaiou incipiente e quase artesanalmente, as mesmas técnicas que tinham sido utilizadas com ela.Auterapia-B30
Também o Joel, de PSICOPATA! Eu? (G) muito se arreliou por não ter tido uma educação numa família adequada, o que foi a causa da sua tentativa de estrangular a noiva, apenas para lhe tentar provocar o efeito de a dominar para ela não o abandonar, interessando-se por qualquer outro homem. Pena é que o desfecho tenha sido triste, especialmente com os conselhos que lhe foram dados, quase de mão beijada, na psiquiatria, depois dum diagnóstico muito discutível.

Em todos estes casos, verificámos que os protagonistas conseguiram «avançar» no sentido da redução, eliminação ou prevenção das suas dificuldades, depois de terem lido e compreendido bastante bem a INTERACÇÃO SOCIAL (K) e o modo de funcionamento do comportamento ou PSICOLOGIA PARA TODOS (F), acrescido de algumas técnicas para se «manipular» toda uma situação.
Também a leitura e a compreensão dos diferentes casos, mesmo em originais policopiados, ajudou a Bibliocompreender, enquadrar e comparar a sua situação com a dos outros e escolher um caminho adequado.                                                                                                                             É assim que cada um pode fazer para se precaver, até sem a ajuda de outros, quando surgem as dificuldades que todos temos de enfrentar «normalmente» no dia-a-dia. Podem-se evitar as causas para que os efeitos nocivos não possam existir e atormentar-nos a vida.

E, mesmo que existam, a sua eliminação ou redução torna-se muito mais fácil, cómoda e autónoma apenas com a leitura e a prática de alguns procedimentos, sem medicamentos.
A BIBLIOTERAPIA (Q), em menos de 68 páginas, explica resumidamente como tudo isso funciona até a um nível de prevenção e profilaxia.

 

Em divulgação…

 

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VELHAS RECORDAÇÕES

Depois de uma velha amiga me ter telefonado, falando em muitas coisas profissionais do passado, outras Imagina-Brecordações ocasionadas na IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) encaminharam-me no sentido de fazer este novo post.

Apesar de me parecer muito cordata e sincera, ela era considerada por alguns bastante rígida e distante, o que poderia ser um dos seus instrumentos ou artifícios para se manter equidistante e imparcial num serviço que estava a dirigir.

Lembrei-me das minhas aulas de Psicologia Geral, dadas em linguagem simples e de forma prática − PSICOLOGIA PARA TODOS (F) −, aos antigos auxiliares de enfermagem no Hospital de Vila Franca de Xira, com alguns dos resultados apresentadas em Resposta 17 (23 Out 11)Psicologia-B

Também me lembrei do meu querido Professor Schneeberger de Athaíde e das suas aulas de Psicoptatologia que eu também tive de dar no ISMAT, nos últimos anos, com a SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A), em que frisei a necessidade da prevenção, profilaxia e cuidado a ter com os efeitos secundários ocasionados pelos medicamentos psiquiátricos, em excesso, tal como preconiza o Professor de Psiquiatria Peter Breggin nas suas palestras − Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Isto fez-me recordar os meus mais de 10 velhos amigos e comensais médicos, já falecidos, que se desdobravam em consultas para resolver os problemas, sem se preocuparem muito com a sua prevenção e com a sua repercussão na saúde e estabilidade psicológica que, agora, passa a ser uma obrigação ou um encargo para os psicólogos.Saude-B

Tudo isto tinha levado a enfronhar-me ainda mais na prevenção e no muito que cada um pode fazer por si próprio, em psicologia e psicoterapia, se houver leitura de literatura adequada e sua compreensão, com a manutenção de alguns procedimentos, simples de executar − Biblioterapia – 6 (13 out 14) −, que não demoram mais do que 15 minutos, todas as noites, antes de dormir, ao fim do 1º mês de prática, podendo ser complementados com a autohipnose.

É pena que muitas pessoas ainda não tenham a noção de que, em psicologia, a melhor forma de se manterInteracção-B30 o equilíbrio, apesar de todas as dificuldades vulgarmente sentidas, é a prevenção, porque a «cura» depois do mal-estar instalado, pode ser muito difícil, devido a vários factores relacionados com a própria pessoa e com o meio ambiente que nos rodeia − INTERACÇÃO SOCIAL (K) −, descobrindo «culpas» em muitos dos males que nos acontecem e arranjando desculpas ou justificações para sensibilizar o visado.

Para manter os procedimentos mencionados, uns julgam-se incapazes de seguir determinadas normas preconizadas pelos vários livros de autoajuda, enquanto outros têm ideias preconcebidas e erróneas acerca de determinados instrumentos terapêuticos, tais como a hipnose − Acredita-BPsicoterapia Votada ao Fracasso (20 Jan 11) − que, geralmente, é conhecida com o aspecto de entretenimento público e espectacular − O Abade Faria (30 Mai 13). Quase ninguém sabe com segurança e de forma esclarecida, o bem que isso pode acarretar na psicoterapia, especialmente com a metodologia seguida por Milton Erickson − PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 «casos» (L).

Lembrei-me também de mim, em 1973, e do AntunesACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) −, que tínhamos resolvido a situação de depressão grave, quase autonomamente, mas com muita leitura e práticas consequentes, que agora estão resumida e sequencialmente apresentadas em AUTOTERAPIA Maluco2(psico) PARA TODOS (P)

Até o Júlio, do Eu Não Sou MALUCO! (E), experimentou isso à mesa dum velho café, em vários dias, durante oito semanas, para «resolver» definitivamente, os «seus desgostos» de ter sido abandonado pelos pais, dos 10 aos 16 anos, em Lisboa, bem alojado em casa de primos muito amigos, para poder estudar aquilo que não conseguiria na sua terra, uma aldeia longe da cidade de Coimbra. Recordada, compreendida e eliminada essa «causa» provocadora dum trauma negativo, o seu «efeito» psicossomático desapareceu por completo. E, tudo isso, foi depois de ter sido submetido a EEG e a dois tratamentos medicamentosos infrutíferos, para debelar as suas crises de ansiedade e depressão de que tinha sofrido no decurso de dois anos.Joana-B

Depois de todas estas lembranças, o que mais me custou, foi recordar que, muitas pessoas, devido à sua inércia ou educação mal orientada e preconceituosa − JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) −, encontram dificuldades para superar os seus desequilíbrios, deixando-se sucumbir perante o infortúnio. Foi o que não aconteceu, por acaso, com a CidáliaEu Também CONSEGUI! (C) – que, com o «empurrão» que recebeu do seu «tio» Antunes, reagiu a tempo.

Essa falha na educação, que aconteceu também no caso da Cristina (L), pode ocasionar as primeiras dificuldades e não ajudar na recuperação, além de dar pouco «rendimento» na psicoterapia, Consegui-Bdevido a uma estruturação da personalidade pouco adequada, como aconteceu com o CalimeroRelaxamento 5 (15 Ago 13) −, cuja recuperação nunca foi tão boa como poderia ter sido se a sua personalidade fosse ligeiramente mais amadurecida e autónoma, em grande parte, devido a apoios mal dados na infância e adolescência.

Todas estas recordações incentivaram-me a não desistir da ideia de prevenção e profilaxia, que cada um pode fazer comodamente em casa ou durante as viagens, lendo vários livros aqui indicados e praticando alguns procedimentos simples como fica apresentado em Autoterapia (P) e explicado agora, na generalidade, em BIBLIOTERAPIA (Q), que foi especificamente planeado par esclarecer muitos dos que ainda ignoram este método de profilaxia, prevenção, resolução ouPsi-Bem-C melhoria de desempenho. Foi este blog, com os comentários consequentes e a minha imaginação orientada, que despoletaram esta necessidade demonstrada por muitos.

Enquanto em linguagem vulgar, se a elaboração deste post fosse um comportamento bom, diríamos que o telefonema foi o seu estímulo. Contudo, diríamos que a sua elaboração tinha sido por «culpa» do telefonema se fosse considerado um comportamento mau. Porém, em Psicologia, sem qualquer conotação moral, só podemos dizer que o telefonema foi a causa deste post. Deste modo, podemos viver tranquilamente, examinando as causas, com racionalidade, objectividade e humildade, compreendendo-as e aprendendo a controla-las com os instrumentos disponíveis, para provocar os efeitos que nos interessam. A psicoterapia, para a modificação do comportamento , com plena consciência do que se está a passar connosco e à nossa volta, pode consistir apenas nisto. Se não fôr o próprio a compreender isto, sem o auxílio dos medicamentos que reduzem as suas capacidades cognitivas e alteram Auterapia-B30as neurofisiológicas, aprendendo a ter comportamentos diferentes, quem mais pode entrar na «cabeça» dessa pessoa para recordar e descobrir as causas?

Neste sentido, só tenho de agradecer o telefonema que me proporcionou a elaboração deste post, trazendo ao nível do consciente muitas memórias boas. É o reforço secundário positivo que é necessário em muitas situações da vida.

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BIBLIOTERAPIA – 6

1º comentário (dum anónimo)  no BIBLIOTERAPIA – 5
Li por alto este artigo que tem tantas citações que uma pessoa se perde.
Vou ter de ler mais duas vezes, uma, indo logo às citações e, a seguir, lendo-o de uma só vez.
Necessito de tempo a paciência.
Até à próxima.
2º comentário (do mesmo anónimo)
Biblio
Este artigo é muito denso. Estou a lê-lo com cuidado, mas ainda não consegui ir a todos os links.
Vi-o mencionado no facebook e, como fala em relação à Câmara Municipal de Sintra, despertou-me a atenção porque nos devemos ter conhecido quando da apresentação do seu trabalho de Apoio Psicoterapêutico nas I Jornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra, em Março de 1985.
Julgo que a sua mulher também apresentou um trabalho sobre Apoio Psicopedagógico.
Como devo acabar de ler este artigo até ao fim desta semana e tenho de ir a Sintra no domingo, gostaria de falar com o responsável pelo Centro.
Vou estar na manhã, às 10 horas, para um encontro que deve durar mais ou menos 15 minutos, no átrio do antigo Cinema Chaby, em Mem Martins.
Se puder lá estar, mais ou menos a essa hora, agradeço imenso.
Podemos voltar a conversar um pouco sobre tudo isso.
Julgo que o conheço e não deve ser difícil reconhecer facilmente.
Até domingo?

Depois de receber estes dois comentários, do mesmo Anónimo, relacionados com a BIBLIOTERAPIA – 5, respondi aos mesmos, dizendo que iria tentar estar lá à hora indicada.
Na manhã do domingo, cerca das 10 horas, desci as escadas do átrium e vi dois senhores a conversar Auterapia-B30enquanto tomavam o pequeno-almoço.
Parecia-me que já tinha visto uma das fisionomias há bastante tempo mas, para não interromper a conversa, fui buscar um café para mim e sentei-me a uma das duas mesas que estavam sem ninguém.

Passados cerca de 12 minutos, os dois conversantes despediram-se e, um deles foi-se embora enquanto o outro, que eu julgava já ter visto antes, aproximou-se de mim e perguntou se não me lembrava dele.
De facto, tinha uma vaga ideia e ele esclareceu que me tinha perguntado, onde se situava a cooperativa do Centro de Psicologia Clínica, logo depois da minha «comunicação» nas «I Jornadas sobre a Problemática da Saúde no Concelho de Sintra». Nessa ocasião, estava situada num rés-do-chão, nas traseiras do Centro de Saúde de Mem Martins.

− Não se lembra que desde essa ocasião, muitos dos nossos doentes, vos foram enviados para fazerem o Acredita-B«exame psicológico completo»? Até o nosso chefe, que não acreditava nos psicólogos, começou a enviar para lá todos os seus doentes, com confiança.
Comecei por me lembrar desse facto e de que um Médico jovem, de clínica geral, me tinha perguntado onde se situava o Centro, porque nunca tinha ouvido os psicólogos falarem como eu, nem imaginava que se podiam fazer exames com apresentação de resultados palpáveis e mensuráveis para uma psicoterapia posterior, ou intervenção psicopedagógica, se necessária.
A falta de credibilidade de que «sofriam» os psicólogos, naquela época, era grande. Tentei explicar-lhe que nós fazíamos os exames com todas as provas, que nos custavam duas vezes mais do que o montante que os Serviços Medico-Sociais estavam a pagar (L/101-102) e, por isso, tínhamos tido necessidade de acabar com esse contrato de prestação de serviços em 1993, dissolvendo a cooperativa, com um prejuízo financeiro considerável, suportado exclusivamente por mim.

− Eu estive em Mem Martins dois anos e, depois do falecimento do seu conterrâneo, que era meu colega, consegui mudar para Oeiras, onde moro. E vocês?
− Dissolvida a cooperativa, constituí uma sociedade limitada com a minha mulher e filha, sem esse contrato ruinoso, e continuámos com a clínica privada, no Algueirão.

Mas agora, com a leitura do seu blogue, parece que está a fazer muito mais do que naquela época, Imagina-Bporque vejo a citação de muitos «casos» apresentados em livros já publicados e por publicar. Embora naquela época, tenha compreendido que a sua ideia de psicoterapia era a de apoiar mais ou menos directa e pessoalmente o paciente, parece-me que agora está a querer enveredar por um caminho mais dedicado aos livros. Parece que imagina que as pessoas podem ler, para ser ajudadas nas suas dificuldades sem muita ajuda do psicólogo. Além disso, parece que está a querer dizer que uma «educação» bem dada, pode ajudar a evitar inúmeras descompensações psicológicas com as quais lidei durante muitos anos quando ainda estava no activo e que, neste momento, só apoio em consulta privada, que é muito rara. Mas parece que as pessoas necessitam de cada vez mais ajuda.
− A situação financeira actual não deixa dúvidas de que muita gente se deve sentir «em baixo» repercutindo esse estado em todos os familiares. Alguma coisa tem de ser feita e o medicamento pode ajudar, um pouco, no momento, mas deixa a pessoa na sua dependência, quase pela vida fora. Para mim, a educação é fundamental porque depende tanto de quem a recebe como de quem a dá. Porém, quem a dá, como geralmente é mais velho, tem de estar ciente de muitas coisas relacionadas com o funcionamento de comportamento humano. Caso essa educação funcione mal, pode haver uma descompensação psicológica, Joana-Bnecessitando de ajuda ou psicoterapia. E onde vai o cidadão comum descobrir a psicoterapia?

Estou a ver por alto, nesse blogue, muitos artigos seus acerca deste assunto, mas ainda não tive oportunidade de os ler com cuidado. Além disso, parece que não se conforma com os diagnósticos.
− Nos posts citados, deve descobrir que, nos casos apresentados, com os diagnósticos, pouco ou nada se teria feito. Para mim, o importante são os sintomas que tenho de «atacar», porque não existe uma terapia específica para cada diagnóstico. O diagnóstico pode servir para o médico enviar o paciente para o psicólogo e paras os técnicos comunicarem economicamente entre si, mas não serve para se aplicar a todos os pacientes uma formulação única para o «tratamento» necessário.
“Muitas vezes, torna-se necessário alterar a formulação inicial, à medida que o caso vai progredindo e apresentando novas tonalidades. Muitas das coisas que se passam no meio ambiente, são uma fonte de alteração dos nossos comportamentos que estão a ser modificados a cada instante (M). Por isso, se o próprio souber alguma coisa do que se passa no funcionamento do comportamento humano, pode ajudar a Psicologia-Breduzir o tempo duma psicoterapia, melhorando os resultados obtidos a ponto de se poder fazer uma prevenção ou profilaxia.
“Sem esse conhecimento, qualquer ideia de ajudar a pessoa, terá de se basear exclusivamente na ajuda pontual dada por um especialista. Existem especialistas suficientes disponíveis para isso? A pessoa terá disponibilidade financeira e de tempo para as deslocações necessárias? Qual o seu impacto na produtividade? Qual o «rendimento» que essa pessoa pode dar no estado em que se encontra? Qual o impacto do comportamento dessa pessoa no meio ambiente que o rodeia? Qual a «resposta» desse meio ambiente que irá influenciar essa pessoa?
“Temos de pensar em tudo isto e agir de acordo com as circunstâncias e os meios de que dispomos. Quais os meios que temos agora para uma boa psicoterapia, se até para outras «doenças» do foro fisiológico, a «resposta» é deficiente? E qual o impacto da doença psicológica no foro fisiológico?

− Sabe que pensei muito neste aspecto e lembrei-me de si várias vezes? Da nossa parte, pouco ou nada podemos fazer a não ser medicar a pessoa para aguentar o sistema.
− Pensando em tudo isto e com os 35 anos de experiência que acumulo, sempre que possível, fui Interacção-B30experimentando fazer uma psicoterapia dando ao paciente conhecimento de outros casos para o motivar a colaborar. Assim, poupam-se consultas.
“Já em 1978, depois de 2 casos, o do Joel (G) e o da Isilda (H), apoiados num hospital, com diagnósticos já descritos que não me serviram de muito, tinha tido êxito no apoio que dei ao Júlio (E). Com este, ensaiei quase a biblioterapia, já fora do hospital, só com apontamentos policopiados de teorias e funcionamento da psicologia humana (F) (K) e um caso de uma criança com dificuldades de comportamento (D). Tive muito êxito só com isso, conseguindo publicar mais tarde alguns desses apontamentos. Qual a razão de não tentar investir nesse método com os pacientes que desejam seguir as suas pisadas?
“Sei que é muito difícil às pessoas, mudarem de hábitos e de conceitos que a sociedade ajudou a formar, enquistando-os numa cultura. Contudo, fiquei surpreendido quando verifiquei que, nos princípios deste século, no país de Gales e no Serviço Nacional de Saúde britânico, a metodologia da biblioterapia estava a tomar forma e consistência, cerca de 10 anos depois de eu ter pensado e ensaiado um método quase semelhante.

− Acha que a leitura de livros pode ajudar nisso, como eles dizem?
− Para mim, só a leitura de livros, em prosa ou poesia, como eles dizem, não pode ajudar muito se a Saude-B«cabeça» da pessoa não sentir reforço positivo com a sua utilização. O livro em si, a música, a dança, a ginástica, a dieta, ou qualquer outra coisa, não serve de muito se não der satisfação ao próprio. As dietas, os exercícios físicos, as boas companhias, as leituras e os divertimentos, podem ajudar a melhorar o funcionamento fisiológico do indivíduo actuando, por sua vez na componente psicológica. Mas é importante que a «cabeça» da pessoa esteja envolvida nisso e que sinta satisfação, isto é, reforço positivo. Se houver alguém que faça com que a cabeça da pessoa sinta satisfação com a leitura, esse tempo de leitura pode funcionar como reforço do comportamento incompatível, isto é, a pessoa pode não se sentir descompensada enquanto durar essa leitura ou o seu efeito. Fora desse tempo, a descompensação continuará. É por isso que não confio apenas na leitura desses livros de autoajuda, que são uma espécie de formulários onde muitos devem «caber» mas, se não couberem, o problema passa a ser deles.

Então, o que é que acha melhor?
− Para mim, quando enveredei pela biblioterapia, no apoio ao Júlio, quis dar ao paciente a capacidade de Consegui-Bcompreender o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com o meio ambiente e a maneira como o meio ambiente o influencia, havendo influências recíprocas. Não lhe quis «impingir» quaisquer livros de autoajuda, mas sim uma selecção de apontamentos preparados para livros destinados a compreender os mecanismos do comportamento humano, a sua modificação possível e as técnicas que se podem utilizar para reduzir o desequilíbrio psicológico ou até, evitá-lo. Contudo, tem de existir envolvimento, colaboração e treino do prório, tudo isso compreendido através de leituras adequadas e devidamente orientadas. A acção e a adesão do próprio é muito mais importante do que apenas as leituras.
“Em todo o método que estou a utilizar, englobo essencialmente a logoterapia, com a modificação do comportamento, a gestalt, a terapia centrada no cliente, a inferência analítica, a reestruturação cognitiva e qualquer outra formulação psicoterapêutica que me possa ajudar e incentivar o paciente a enveredar por um novo caminho. Contudo, repare que tem de ser o próprio a compreender toda essa problemática e não ficar «dependente» de algum psicoterapeuta que lhe possa dispensar a sua atenção, com conselhos e consolações durante as «horas de 50 minutos», que vulgarmente se utilizam em grande parte das Maluco2psicoterapias. Se a «cabeça» do próprio não funcionar e sintonizar com isso, todas as terapias redundam em insucesso ou sucesso aparente e temporário.
“Para isso, também quis dar ao próprio a possibilidade de «descobrir» por si o modo como os outros resolveram ou reduziram o seu problema, descrevendo alguns «casos» mais característicos passados comigo e com muitas mais pessoas, autonomamente ou com pouquíssimo apoio do psicólogo, mas muita colaboração e persistência da própria pessoa (B) (C) (E) (G) (H) (L).
“O caso ficcionado da Joana (D), utilizando o modelo de vários anos de consultas, mostra como se podem evitar muitas descompensações desnecessárias, mas inevitáveis numa sociedade que não se compreende a si mesma e vive apenas para a sua «imagem» e através dela. Senão, a «fuga» de pessoas da nossa «civilização» e «cultura» não iria enveredar por uma causa e ideais que, para a maioria, não dizem coisa alguma. Alguns até podem achar que todos esses acontecimentos são espúrios, localizados e sem sentido. Contudo, eles foram «incubados» ou «educados» em determinados ambientes aparentemente Psicopata-Bsaudáveis. Como já disse, a educação é a base da formação da personalidade e dos conceitos que incorporamos na nossa «maneira de ser» e vamos utilizando pela vida fora. Dependem do educador, do educando e da sociedade envolvente, englobada numa determinada «cultura». Por exemplo, para o Júlio (E), estar longe dos pais, com sacrifício e saudades deles, para poder estudar o que na sua terra não conseguiria, constituiu um trauma que o descompensou. O que para muitos era «normal» naquela época, passou a ser «anormal» e «traumatizante» para o Júlio, que só melhorou quando compreendeu isso. Não foram os apontamentos policopiados que o ajudaram? Não foram os exercícios de imaginação orientada e de autohipnose que o livraram do seu «sufoco»?
Por isso, quando estive a leccionar Psicopatologia, preparei um livro (A) em que apresento várias facetas da normalidade, anormalidade e influência dos medicamentos nas psicoterapias, que até um psiquiatra americano, um muito conceituado, e professor universitário, fala nos meios de comunicação dos EUA, como deve ter visto num post Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) cujo link foi mencionado.
“Havendo necessidade de dar algum apoio psicopedagógico ou reeducativo, que falta imenso hoje em dia, oDepressão-B livro sobre Neuropsicologia (I) em que a minha mulher trabalhou bastante, pode ajudar muito, até em casos de descompensação psicológica, tal como aconteceu com a filha do Antunes (B), a quem ele deu apoio só com a ajuda dos livros antecedentes, então publicados pela Plátano.
“Na parte do rendimento e comportamento nas empresas, tive a necessidade de preparar um livro (N) para as aulas de Comportamento Organizacional e que pode ser vantajoso para quem está na gestão duma empresa ou na técnica de vendas.
“Infelizmente, a nossa vida, baseada em vários conceitos falsos e preconceitos, ajuda a manter uma sociedade que não vive, de facto, feliz, mas que se baseia essencialmente em bens materiais para ter uma «felicidade» aparente com muita dependência do meio ambiente. Não goza duma felicidade interior que deixe a pessoa autónoma e de bem consigo própria. Ficamos sempre à espera de saber o que os outros dizem de nós e, por isso, para satisfazer os outros, até podemos enveredar por um caminho que não nos agrada. Também, por isso, e por causa dos diversos preconceitos que reinam na nossa Psi-Bem-Bsociedade, muitas psicoterapias tornam-se difíceis ou impossíveis de serem levadas a bom termo, como apresento nos 4 «casos» descritos em outro livro (M).
“As pessoas necessitam de compreender bem como funciona o comportamento humano e, como disse ao Das Neves (B/109) –  Corrigenda (22Abr12) – algumas intervenções em sessões com bastante gente, podem ser benéficas até para reduzir os custos com a «doença mental», orientando tudo para a sua prevenção e profilaxia.

− Parece-me que utiliza a hipnose como um dos métodos terapêuticos, com sessões muito prolongadas. Como é que faz isso?
− A hipnose é um instrumento que ajuda, em muitos casos, a melhorar os efeitos terapêuticos além de os encurtar. Depende da maneira como é utilizada e do seu aproveitamento, com tempos de psicoterapia muito prolongados, mas reduzidos na sua totalidade, com resultados muito melhores do que numa psicoterapia vulgar. A falsa ideia da hipnose (E/59…) e, às vezes o preconceito contra a mesma  – Psicoterapia Votada ao Fracasso (20Jan11) e especialmente contra os tempos prolongados, é difícil de se reduzir ou eliminar. Se o Júlio (E) não fosse sujeito à hipnose, aprendendo a fazer a autohipnose, não teria obtido os resultados que conseguiu e dos quais continuará a beneficiar pela vida fora.  Se o Calimero (M) não fosse apoiado em sessões prolongadas, logo que foi possível e vantajoso, não teria chegado ao 3º ano da licenciatura, quase no momento da interrupção da sua psicoterapia, por se ter mudado para o Porto, quando antes, durante anos, ficou «parado» no 11º ano e com uma série de «medos», apesar de ter apoio psicológico tradicional. São essas ideias novas que estou a tentar implementar e difundir.

− Pelo que li por alto no seu blogue, quase que mostra nos vários artigos, que «receitar» livros não é suficiente nem tão vantajoso como aquilo que está a propor na sua biblioterapia e autoterapia. Porquê? 
− Receitar livros, exige que uma pessoa vá à consulta. Isso será possível com as dificuldades que existem hoje em dia? Essa leitura de livros será com ou sem a ingestão de medicamentos? Quem vai fiscalizar a leitura de livros? Esses livros, que eu não conheço, serão adequados? Qual o efeito provocado por esses livros? Diminuição do problema ou sua resolução? Qual a taxa de sucesso? Da minha parte, sei qual a taxa de sucesso que se obteve e, o tempo utilizado em cada caso, está devidamente mencionado.Dificeis-B
“Conduzir psicoterapias, com pouco apoio, mas que deixem a pessoa dependente do psicoterapeuta, da leitura ou de qualquer tipo de prática, quando não, de medicamentos, parece-me que não é tão bom como ajudar a pessoa a tornar-se autónoma, independente e capaz de se equilibrar e auto orientar. É o que eu pretendo, além de tentar ajudar os pais a «educarem» os filhos a auto orientarem-se, tornando-se autónomos e autoconfiantes.
“Além de psicoterapia em si, que pode ser autónoma e independente só com leituras, compreensão e treino adequado, ela pode ser conduzida com pouco apoio do psicólogo e pode funcionar como medida de prevenção. É o que estou a tentar apresentar nos dois últimos livros, um dedicado à Autoterapia (P) que indica os passos a serem dados por quem tenha dificuldades e o outro destinado a que as pessoas queiram compreender as vantagens duma Biblioterapia (Q) ou psicoterapia só com o apoio dos livros, devidamente preparados, apresentando «casos» e modos de proceder de cada um, com os resultados obtidos e que podem ser conseguidos satisfatoriamente. Inicialmente, nem necessita de consulta e o preço dos livros é irrisório, tal como o tempo necessário para os ler, podendo até as longas viagens diárias ser utilizadas para isso.Neuropsicologia-B2

− Naquela época, em 1985, as Jornadas de Saúde foram muito vantajosos para nós e para conhecermos muitos dos outros profissionais não-médicos do concelho. É pena que agora não façam nenhuma acção desse género para pôr toda a gente em contacto e dinamizar novas ideias.
− Da minha parte, já sabem com o que podem contar, com a descrição das actividades desenvolvidas e com as respostas dadas a muitos comentários que se podem ver no blog.
“Posso garantir que a Biblioterapia bem conduzida, com compreensão e colaboração do paciente, sem medicamentos, pode reduzir os custos das psicoterapias em mais de 60%, provavelmente, com muito melhores resultados e autonomia do paciente. O importante, para isso, seria também eu poder publicar todos os livros devidamente reorganizados e actualizados, o que não pretendo fazer, por enquanto, através de alguma editora. Quero ser eu a actualizá-los a cada momento, utilizando para isso tiragens muito reduzidas. Julgo que isso só será possível se houver um grupo de pessoas que queira implementar este projecto que tenho em mente e que estou a apresentar para que os possíveis interessados o possam conhecer.

−Quase que me pareceu estar a dizer que, sem a intervenção de qualquer médico ou psicólogo, é possível Organizar-Bo interessado conseguir fazer umas leituras indicadas e seguir as indicações dadas no último artigo sobre Biblioterapia e conseguir implementar a prevenção ou profilaxia ou enveredar por uma psicoterapia orientada pelo próprio. Os custos e as incomodidades ficam extremamente reduzidas, devendo isso ser mencionado no seu futuro livro sobre BIBLIOTERAPIA (Q). Fiquei satisfeito.
− Repare que a leitura de livros pode ser feita adquirindo-os ou solicitando o seu empréstimo. O seu preço é irrisório em comparação com uma consulta. Também, muita gente pode utilizar o mesmo livro, ao passo que a consulta é unipessoal. A leitura dos livros, tal como os diversos posts do blog, não tem efeitos secundários prejudiciais, como os medicamentos e ajuda a compreender muita coisa de que uma cabeça preocupada necessita para o seu bom raciocínio e equilíbrio. Uma pessoa que se disponha a ler, mesmo que não consiga obter qualquer apoio psicológico, que não é desprezível, pode por si só, antecipar-se e fazer qualquer coisa em seu favor ou em favor dos seus. Também pode difundir a ideia da biblioterapia e ajudar a compreender muita coisa, a começar pelo próprio.
“Se não houver quem receite esses livros dos quais falam os ingleses (quais?) o que farão os que nem conseguem uma consulta apenas do médico de família? Vão deixar-se «ir abaixo»? A minha intervenção no facebook teve essa intenção, porque o blog é menos lido ou consultado, a não ser por alguém que necessite de apoio e tenha obtido conhecimento do mesmo através de amigos e conhecidos.

− Comigo, aconteceu isso. Uma pessoa minha conhecida, disse-me um dia que havia uma página do Centro de Psicologia Clínica no facebook, a falar sobre psicologia e psicoterapia de que eu gostava. Também me mostrou que, agora, falava em BIBLIOTERAPIA. Quando me mostrou essa página e fomos Respostas-B30ter ao seu blogue, através do artigo sobre BIBLIOTERAPIA – 5, fiquei interessado em consultar mais artigos, depois de ler com cuidado aquilo que estava a consultar e que era muito denso.
− Obrigado pela informação e pelo interesse no blog. Eu vou fazendo o que posso e dando as informações possíveis para aliviar as consultas. Agora, as consultas são poucas e até o consultório se situa mais perto do Centro de Saúde de Mem Martins, no consultório de Ginecologia da Dr.ª Helena Ferreira.
“Vou ver se transformo esta conversa, mais ou menos, num novo post onde vou tentar mencionar alguns dados sobre algumas psicoterapias. O Antunes (B) fez autoterapia. A Cidália (C), foi ligeiramente apoiada. O Júlio (E) foi apoiado num café durante 8 semanas. A Cristina, por não se considerar maluca devida aos inúmeros preconceitos reinantes entre nós, foi disfarçadamente apoiada em casa. A Germana foi apoiada em consultório e o Januário, totalmente descrente e já experimentado, fez uma psicoterapia relâmpago (L). O Joel (G) ficou extremamente agastado por não lhe ter sido proporcionada uma família e uma educação adequada. A Isilda (H), sofrendo dum «mal» que afecta mais de metade da população tentou suicidar-se e a «nova paciente» servindo-se do exemplo da Isilda, fez quase uma autoterapia. Muito há a fazer na nossa sociedade que não goza do equilíbrio psicoterapia2psicológico a que tem direito.

− Parece-me que o nosso sistema de saúde está a ficar cada vez mais degradado, quando antes, tinha começado a funcionar um pouco melhor. Eu notei isso quando ainda estava no activo. 
− Dou-lhe toda a razão. No sistema de convenções, torna-se quase impossível fazer uma psicoterapia séria. Dá para uma espécie de «remendo» temporário. Não sei se reparou que o sistema de saúde começou a ficar degradado desde o tempo em que nos encontrámos nessas Jornadas e foi piorando cada vez mais. Quais foram os governos e as políticas seguidas? Seguramente, não foram a favor da população. Além stress2disso, implementar ideias novas, mesmo que sejam sérias e mais económicas, é difícil, especialmente no contexto cultural em que vivemos, que aceita como boas todas as ideias difundidas «glamorosamente» pela comunicação social, que é orientada por vários «interesses», favorecendo a «fama» de alguns, o «proveito» de outros e a «ilusão» de terceiros, nos quais ficamos englobados. A rádio, ouço pouco, mas não existe canal de televisão que não apresente esses programas (J/55…), com plateias pagas e que «dão a cara», às vezes, para «institucionalizar» «inverdades» anunciando «curas» milagrosas. Além disso, depois de «ouvisto» tudo aquilo que os diversos «comentadeiros» e «coscuvilheiros» dizem constantemente «à séria», os «cidadões» ficam prestes a ter um «ataque de nervos», cuja cura só pode ser iniciada com uma boa biblioterapia, se não fôr uma prevenção, com profilaxia através duma «educação» adequada.

– Você ainda goza com isto!
– É o resultado da experimentação e da prática da «terapia do equilíbrio afectivo» que iniciei em «Educar»-Bmim em 1973 e que foi evoluindo até agora com a imaginação orientada e a autohipnose, para culminar na biblioterapia. É pena que estejamos  na situação em que estamos e, por isso, eu não desisto e vou continuando com o blog e com a recomposição dos meus livros. Pode ser que a nova geração desperte do marasmo em que estamos a viver.

− Gostei imenso desta conversa e fico à espera do seu novo artigo que, julgo poder ler a partir da segunda ou terça-feira.
− Espero que sim. Felicidades para si também.

Depois deste encontro, só me restava o trabalho de passar tudo a limpo e fazer o mapa das psicoterapias dos diversos «casos» e dos seus resultados.

 

«CASOS» Resultado final Consultório períodos Treino em casa Leitura (horas)
Antunes óptimo 40 2000 780
Nova paciente óptimo 3 500 1200
Júlio óptimo 2+120 >35 50
Januário bom 50 1500 600
Germana bom 44 500 100
Cristina bom 220 50 100
Joel bom <42,5 >180 ???
Isilda aceitável 10 64,5 20

DIA-A-DIA-C

O caso do Antunes (B) foi quase uma autoterapia, com biblioterapia.
O da «nova paciente» (H) foi biblioterapia com ligeiro apoio inicial.
O do Júlio (E), foi uma biblioterapia com apontamentos policopiados. Neste caso, a intervenção no café foi considerada como no consultório e somada às duas sessões no hospital.
O do Januário (L) a foi uma terapia relâmpago com muito reino, embora sem muita biblioterapia.
O da Germana (L), combinou alguma biblioterapia com treino em casa.
O da Cristina (L) foi um trabalho disfarçado, com biblioterapia depois da sua sensibilização para a psicoterapia.
O do Joel (G) foi um caso especial em que a terapia prolongou-se por 6 meses, com melhoria e muita profilaxia, com biblioterapia posterior.
O da Isilda (H), como reacção ao meio ambiente, foi com pouca biblioterapia, mas bastante esforço e compreensão da própria, treino em casa e uma oportunidade de «fuga» bem-sucedida, para um namoro, com casamento estável.

Os antecedentes deste post, que interessa conhecer, são:Arvore-B30
Biblioterapia (8 jul 14)
Biblioterapia – 2 (14 set 14)
Biblioterapia – 3 (22 set 14)
Biblioterapia – 4  (29 set 14)
Biblioterapia – 5 (1 out 14)

Espero que os interessados leiam bem e façam aquilo que acharem melhor para si próprios, não ficando à espera que quaisquer governantes se preocupem, de facto, com a boa saúde mental a não ser nos discursos de propaganda que elaboram na ocasião das eleições. Eu continuo a praticar aquilo que está mencionado nestes posts.

Consultou os links mencionados neste post?

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSO de cada livro editado em post  individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)
Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

BIBLIOTERAPIA – 5

Depois de ter lido o artigo original que deu origem ao post Biblioterapia – 4, fui de novo à internet para consultar mais coisas sobre Biblioterapia.

Numa visita rápida, descobri o seguinte, com os links correspondentes:
▪ Artigo em português, com o título “Doentes depressivos «aviam» receitas em biblioteca”, que dá
referências sobre a biblioterapia no Reino Unido.
http://p3.publico.pt/cultura/livros/10404/doentes-depressivos-quotaviamquot-receitas-na-biblioteca
▪ Artigo de Joanne Callinan que fala sobre a Biblioterapia, na sua globalidade:
http://www.hslg.ie/files/JOANNE_CALLINAN_Bibliotherapy%20HSLG%20Conference.pdfBiblio
▪ Informações sobre um programa de Biblioterapia desenvolvido, no Reino Unido, por uma agremiação não-governamental.
http://www.bostonglobe.com/ideas/2013/12/22/when-doctors-prescribe-books-heal-mind/H2mbhLnTJ3Gy96BS8TUgiL/story.html

Já não tinha paciência para continuar a pesquisar, porque tudo o que descobria, dizia respeito ao mesmo assunto, referindo-se quase aos primeiros anos deste século. Porém, a minha ideia sobre Biblioterapia já tinha começado a germinar e a ficar congestionada na minha mente, no último quartel do século passado.

Depois de a experimentar em mim próprio, tinha conseguido ajudar o Júlio (E), já em 1976, utilizando também a autohipnose, num velho café de Lisboa. Mesmo sem literatura específica, diversos apontamentos utilizados nas aulas de Psicologia Geral e Psicopatologia tinham servido para substituir a BIBLIOGRAFIA necessária, mas que já existe na colecção da BIBLIOTERAPIA ou em publicações antecedentes que lhe deram origem.

Depois de ter as experiências com Joel (G), Isilda (H), Tiago (C) e muitos outros não mencionados em
livros, compreendi que a terapia do equilíbrio afectivo dava resultado (63%) de melhoria, com alguma (23%) resolução em mais de 86% dos casos. Por isso, concluindo o curso de hipnose terapêutica, Auterapia-B30interessava-me experimentar a autohipnose com a utilização da técnica de imagética orientada (guided imagery), de Milton Erickson (J/133…).

Posteriormente, já que estava convencido que descobrindo o sentido da vida, segundo Victor Frankl, a pessoa pode conseguir «resolver os seus problemas e seguir em frente», qual a razão de não utilizar a imagética para recordar o passado? Depois, a imaginação serviria para descobrir as falhas existentes no passado e as possibilidades perdidas de as «resolver», «minimizar» ou «sofrê-las» com menos mágoa, programando um futuro melhor (J). Contudo, a imaginação é de cada um e não do psicoterapeuta, que apenas pode ajudar com sugestões como se fossem aplicadas a si próprio.

A autohipnose pode ajudar nisso, se cada um compreender o modo como o comportamento humano Acredita-Bfunciona, não em função de culpas, que são aleatória e subjectivamente atribuídas, mas em termos de causa→efeito. Cada um sabe de si muito mais do que os outros.
Para isso, é importante saber de que modo funciona o comportamento humano, o que foi apresentado na história ficcionada da JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D), baseada em mais de 10 anos de consultas e em que até uma criança foi induzida a aplicar, artesanalmente, as técnicas de modificação do comportamento.

Posteriormente, para apresentar devidamente os mecanismos subjacentes da aprendizagem e as técnicas de modificação do comportamento, avaliando-o cuidadosamente, foram preparados os livros que deram agora origem a PSICOLOGIA PARA TODOS (F)

Embora o psicólogo possa ajudar o paciente com a imaginação de causas, sempre de acordo com o que o paciente diz, será possível conduzir uma psicoterapia com bons resultados se o paciente não quiser, não Imagina-Bconseguir relatar tudo, ou quiser distorcer a «verdade», se é que tem a noção disso? Nesse particular, não será melhor o paciente «despir-se» sozinho e ver-se ao espelho, em vez de ter de se despir perante um psicólogo, mesmo que tenha nele a maior confiança? E se não souber que determinados factos podem ser relevantes para serem recordados, analisados, compreendidos e arrumados no seu devido ligar, o que pode acontecer? (E) Não é mais ou menos para isso que pode servir a psicanálise? É uma análise psicológica que pode ser substituída pela autoanálise e, se for ajudada pela hipnose, pode ser mais rápida e profunda. Para isso, é necessário que o paciente compreenda, colabore e consiga enquadrar tudo isso na «sua» realidade, descobrindo as «causas» e os «efeitos». Parece ser melhor do que a psicanálise que foi delineada com base nas teorias de S. Freud que as deve ter delineado por causa dos seus próprios problemas, desencadeados quando da sua relação terapêutica com Anna O. Esta paciente, segundo investigações posteriores (J/143) nunca foi «curada», mas sim aliviada de alguns sintomas, continuando a ser medicada por causa do seu problema de histeria.

Nestas condições, depois de experiências anteriores, o Júlio (E) ajudou imenso no desenvolvimento deste Joana-Bprocesso, fazendo a listagem dos seus problemas, autoavaliando-os, mantendo uma psicanálise através da autoanálise, compreendendo bem os mecanismos do comportamento humano, tal como tinha acontecido com a família da JOANA (D) e fazendo os exercícios necessários para a entrada fácil no relaxamento mental, conducente a uma imaginação orientada, com a ajuda da autohipnose, embora induzida inicialmente pelo psicólogo.

Com o desenvolvimento do caso dele, consegui deduzir que cada um deve empenhar-se profundamente na leitura de textos adequados, compreender o seu conteúdo e executar determinados exercícios indispensáveis para o efeito. Se tiver humildade e racionalidade suficientes para analisar tudo durante o relaxamento mental, pode descobrir aquilo que estava mal, quais os meios ao seu alcance para evitar isso e descobrir alternativas viáveis para minimizar ou eliminar situações semelhantes no futuro. Assim, muita da psicoterapia ficaria bem executada.

De modo algum, interessava-me utilizar a psicanálise ou o aconselhamento para «descobrir» as dificuldades e «engendrar» justificações, para a pessoa se sentir aliviada da «culpa» ou da «mágoa» Psicologia-Batravés do comportamento analisado. O importante era descobrir as «causas» dessas dificuldades, a maneira de as ter evitado ou reduzido e as novas formas possíveis para isso não ocorrer ou para ajudar a aprender a «dar a volta por cima» em futuras ocasiões. Foi o que aconteceu com o Júlio (E).

Contudo, depois disso, continuando a tentar ajudar as pessoas com um mínimo de apoio do psicólogo, verifiquei que em quase todos os casos se torna necessário que a pessoa que apresenta dificuldades, compreenda os mecanismos do comportamento humano, o que nem sempre é fácil conseguir consultando livros didácticos ou técnicos. Nos vários casos apoiados, assim aconteceu. Havia necessidade de coisas mais práticas, de situações concretas em que os pacientes se pudessem «inspirar» e discuti-las para resolver os seus problemas. Foi o que começou por acontecer nos finais dos anos 70 do século passado nas aulas de Psicologia e Psicopatologia.

Por causa de tudo isso, nasceu a ideia de apresentar a sequência de casos resolvidos, sendo publicados os Interacção-B30de Germana (L) e Januário (L) e, posteriormente, os de Cristina (L) e da Isilda (H). O caso do Joel (G), apresentado resumidamente no 1º Congresso de Psicologia, em 1983. Tudo isto incentivou-me a insistir nas leituras e treino em casa, que cada um pode fazer, todas as noites. O importante, é saber como fazer.

Com os casos que estava a seguir, a ideia de que a psicoterapia efectuada pelo próprio ou com pouca ajuda do psicólogo, mas muita leitura do paciente, compreensão dos mecanismos do comportamento e interacção humana e treino de alguns exercícios, começou a tomar forma como exequível.

Surgiu a oportunidade de apresentar esta ideia na Biblioteca Municipal de Portimão, em 2004 e, posteriormente, na Biblioteca Municipal de Lagoa, em 2005, com boa aceitação do público. Depois, surgiu Saude-Ba confirmação da exequibilidade desta ideia com o que tinha acontecido com o meu amigo Antunes (B), depois de alguma «conversas» (J), mas muita leitura e prática em casa. Conseguiu mudar de «atitude» e de «comportamento» a ponto de melhorar não só no seu posto de trabalho, mas até evitar o insucesso escolar de filha e uma depressão na mulher.

Este caso, além de outros, evidenciou fortemente a importância do meio ambiente familiar e social no equilíbrio de muitas pessoas que ficam «doentes», enquanto muito disso não for alterado ou cada um não aprender a enfrentar tudo isso saudavelmente ou, pelo menos, não sucumbir perante as dificuldades.

Havia que ajudar as pessoas a enfrentar saudavelmente o meio ambiente e, segundo algumas opiniões dos consulentes e alunos, ouvidas pessoalmente e colhidas nos comentários do blog HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada que já estava a manter, havia necessidade de apresentar sucintamente os procedimentos a serem utilizados genericamente pelos novos pacientes e seguidos nos diversos «casos» Consegui-Bestudados.

A ideia do novo livro AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) surgiu deste modo, embora, em alguns casos, como o da Cidália (C), não tivesse sido necessário.

Contudo, informações e conversas posteriores  ver Biblioterapia – 2  e  Biblioterapia – 3) nesta terra em que poucos gostam de ler, a não ser revistas sociais, levaram a concluir que seria necessário mais um livro para explicar as vantagens duma BIBLIOTERAPIA e que se podem centrar essencialmente em:
− Não obrigar a deslocações com perdas de tempo em esperas, transportes e oportunidade da consulta.
− Ser mais económica do que qualquer consulta.
− Poder ser efectuada em casa, à hora de dormir, com um dispêndio mínimo de tempo.
− Não necessitar de apresentar a ninguém − psicólogo ou psiquiatra – a vida de cada um, com os seus problemas íntimos.
− Utilizar o processo como prevenção ou profilaxia.
− Ajudar mais alguém da família ou comunidade.
− Melhorar o desempenho (performance) pessoal.
Para esta última modalidade, fazem-se cursos e formações que, em muitas situações, de pouco ou nada Maluco2valem se a «cabeça» de cada um não funcionar em sintonia. O importante, é a «cabeça» de cada um. E, desde que essa cabeça funcione, as informações podem ser dadas em conjunto e discutidas, tal como numa consulta, de forma abstracta, mas enquadradas em «casos» concretos que podem acontecer e que, na realidade, já aconteceram, estando descritos nos diversos livros conglomerados numa colecção. Nessas reuniões, também se podem colocar muitas hipóteses que não se colocariam numa consulta, por não dizerem respeito a quem está em consulta mas a outros que participarem na reunião. Nestes tempos, em que tudo tem de ser mais económico do que no passado, é uma vantagem a não perder.

Quase todos sabemos e ficamos ainda mais elucidados com o último artigo Biblioterapia – 4 que, mesmo em países económica e sanitariamente mais desenvolvidos do que o nosso, os serviços de saúde mental tornam-se exíguos face aos novos problemas que vão surgindo devido à vida frenética e pouco familiar que se está a viver nas grandes cidades e propalada como boa pelos meios de comunicação social, que «exploram» as «fraquezas» ou os «pontos vulneráveis» das pessoas para lhes impingir tudo o que for possível, e que proporcione lucros cada vez maiores a poucos. “É a vida!, como diriam alguns…

Limitarmo-nos a fazer um diagnóstico e aplicar uma receita, não se torna vantajosa, porque existem Psicopata-Bsintomas que ficam omitidos ou excedem os diagnósticos frequentemente feitos, como aconteceu com vários casos e também com o Joel (G), redundando num prejuízo que o «perseguiu» pela vida fora.
Para contrariar isso, se nos restringirmos às consultas e aos diagnósticos, como fazem os Britânicos, pode-se fazer muito menos do que aquilo que se propõe na ideia da BIBLIOTERAPIA aqui defendida. O importante, é saber quais as dificuldades e avaliá-las, coisa que cada um pode fazer, para as compreender e combater de imediato, evitando-as, se possível, no futuro.
Quem, melhor do que o próprio, pode fazer isso?

Pode ser bastante elucidativo o que se fez nos «casos» descritos nos livros e que também se apresenta em vários posts e especialmente nos seguintes:
Diagnósticos 1
Diagnósticos 2 Depressão-B
Diagnósticos 3 
Diagnósticos 4 
Diagnósticos 5
Diagnósticos 6
Diagnóstico final
«arregaçar as mangas» 

O importante, não é fazer um diagnóstico, ler os livros que são recomendados «por receita», e seguir determinados procedimentos específicos relacionados com esse diagnóstico e esperar que as coisas se resolvam. As pessoas podem melhorar momentaneamente, tal como acontece com os medicamentos psicotrópicos, apenas se a cabeça dessa pessoa sintonizar no mesmo sentido. Estes, podem funcionar como reforço negativo secundário aleatório, com tempo de duração limitado. Qual o Psi-Bem-Cresultado dos efeitos colaterais ou danos secundários? Não basta «resolver» aparentemente o problema «diagnosticado». É extremamente importante que não haja outros danos que possam advir das técnicas utilizadas, tal como aconteceu na “Laranja Mecânica” da Stanley Kubrik. Lembram-se do filme?
Contudo, se a «cabeça» começar a pensar de outra maneira, compreendendo a situação e tentando alterar as causas para modificar os efeitos, o resultado pode ser a resolução completa do assunto, com prevenção para o futuro.
Pode-se dizer que não vale a pena tapar o sol com uma peneira!

Ler muita coisa como romances, poesia etc., de acordo com os britânicos e seguir procedimentos em que se utiliza essencialmente a música ou a visualização de vídeos, etc., pode dar um alívio temporário só se a «cabeça» de cada um estiver sintonizada para isso. Pode funcionar como reforço do comportamento incompatível (F/98) ou manobra de diversão para os problemas existentes. É como se conseguisse retirar momentaneamente esses problemas da visão ou da cabeça do próprio, sem os eliminar. Caso a Dificeis-B«cabeça» não funcione em sintonia, todos esses procedimentos podem provocar efeitos contrários. Se não houver outro meio mais adequado, talvez seja admissível. Mas, será possível manter este estado permanentemente e durante muito tempo? Não temos necessidade de trabalhar e produzir? Quem pode fazer isso por nós?

Assim, muitas ilusões se criam, julgando que apenas a dieta específica, a meditação, o ioga, as massagens, determinadas músicas, ambientes e posturas, dão alívio à «mente», sem a mesma estar envolvida nisso→Meditação e Psicologia. Podem ajudar em muitos casos e até facilitar a psicoterapia, mas nada disso é imprescindível. Se a «cabeça» da pessoa não estiver sintonizada, ela pode afastar-se do problema real apenas enquanto a mente for distraída em relação ao seu problema. Pode sentir algum alívio apenas enquanto a mente aceitar estar em sintonia com essas práticas mas, logo que fique fora da sintonia, os problemas irão surgir, talvez com maior força. Pode ter reforço secundário negativo aleatório e criar uma espécie de «vício» que também pode ocorrer com os medicamentos, tal como diz o eminente Professor de psiquiatria Peter Neuropsicologia-B2Breggin→Psicoterapia / Medicação. Por isso, o importante, é a mente estar envolvida nesta «operação» e, quanto mais «esclarecida» estiver, melhor para o caso, conseguindo-se isso com treino aturado e prática constante e compreensão obtida com uma leitura cuidada.

Numa boa psicoterapia, o importante, é enfrentar esses problemas e «aprender» a ultrapassá-los. Para isso, as noções de modificação do comportamento e de interacção humana são muito importantes, juntamente com o conhecimento do modo como os outros resolveram os seus problemas, fazendo muitas leituras e, se necessário, tendo à mão um manual que possa guiar a pessoa no início, podendo as dúvidas ser esclarecidas em sessões de conjunto (B/109).
Os dois blogs HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada e http://livroseterapia.wordpress.com/, mantidos desde há muito tempo, funcionam como uma espécie de BLOGOTERAPIA, dando muitas informações pertinentes e necessárias para as diversas pessoas que as pedem e para outras que possam surgir, como muitos têm feito.

  • Na BIBLIOTERAPIA (Q) que está a ser preparada, sem propaganda, a leitura inicial pode ajudar a compreender toda esta ideia e as soluções possíveis.
  • Para começar todo o processo prático de psicoterapia ou prevenção e profilaxia, a utilização de AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P), é uma solução imediata para quem tiver pressa e quiser Organizar-Bseguir as informações lidas no livro anterior.
  •  Depois, mesmo que não existam sessões de esclarecimento (B/109), ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) indica o modo como o Antunes resolveu o seu problema, com algumas conversas, muita leitura, muito treino em casa e bastante apoio escolar dado à filha, em momento oportuno, para não criar nela outras dificuldades.
  •  Para quem quiser saber como funciona este tipo de terapia e quais os fundamentos em que se baseia, com os resultados obtidos, temos IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J).
  •  Sendo conveniente que a pessoa saiba de que modo funciona o comportamento humano, a maneira como pode ser modificado e quais as consequências de não se fazer, inicialmente, um planeamento adequado, JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) dá uma ajuda substancial para demonstrar que até uma criança de 8 a 9 anos, bem treinada, pode utilizar as técnicas quase artesanalmente.
  • As noções mais explícitas da aprendizagem e modificação do comportamento com medidas de avaliação, técnicas e possibilidades de previsão de resultados, podem ser obtidas em PSICOLOGIA Respostas-B30PARA TODOS (F).

Neste livro estão incluídos muitos casos de ataques de pânico, birras, conflitos conjugais, crise de adolescência, desequilíbrios psicológicos ocasionados nos filhos devido a desentendimento entre os progenitores, desmaios, dificuldades escolares, educação inadequada, encoprose, enurese, fobias diversas, modificação do comportamento, obsessões, sentimentos de inferioridade, reabilitação, reeducação de deficientes, teimosia, tiques, toxicodependência e vários outros, que nos afligem do dia-a-dia, e que dependem também, em muito, do meio ambiente familiar e social.
Muitas destas situações foram causadas por dissonância cognitiva, facilitação ou pressão social, modelagem, moldagem, identificação, falsa percepção, sentimentos inadequados, reforço inadequado e vários factores que influenciam a nossa vida do dia-a-dia.
Todos foram resolvidos com a compreensão dos mecanismos do comportamento humano, pelos intervenientes, especialmente relacionados com as técnicas de acumulação de vantagens (token economy), autohipnose, autorreforço, condicionamento (aversivo, clássico e operante), contrato escrito, dessensibilização, extinção, facilitação, modelagem, moldagem, psicodrama, punição, reaprendizagem, DIA-A-DIA-Creforços (de variadíssima espécie), relaxamento, sensibilização e a conjugação de todas estas técnicas com a ponderação e bom senso necessários.
A adopção de medidas avaliativas e a utilização prática dos conhecimentos de técnicas de modificação do comportamento, está completamente explicitada. Em quase todos os casos, houve necessidade de explicar pessoalmente a forma de utilizar essas técnicas com oportunidade, ponderação e parcimónia, a fim de se obterem os melhores resultados, previstos e avaliados em cada caso, pelos intervenientes, tal como também aconteceu com os participantes nas aulas de Psicologia Geral e Psicopatologia (F/267-268).

  • INTERACÇÃO SOCIAL (K) pode ajudar a compreender de que modo funcionamos em sociedade, pqsp2dando especial realce aos diversos factores como o conflito, a dissonância cognitiva, a facilitação ou pressão e inibição social, a negociação e diversos outros, que influenciam o bom e o mau entendimento entre amigos, colegas, subordinados, superiores e comunidades em geral.
  • SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) é um livro quase académico, mas que apresenta os contornos e os conceitos da «normalidade» e da «anormalidade», dificuldades e anomalias psicológicas, diagnósticos, etc., frequentemente utilizados entre os profissionais, além de realçar os malefícios que as «drogas», mesmo que legais, podem causar aos indivíduos que desejarem reabilitar-se sem criar qualquer dependência, quer medicamentosa, quer humana.
  • Para ter um exemplo de como se pode sair dum descalabro comportamental (alcoolismo, prostituição, droga) e evitar cair no mesmo outra vez, sem a ajuda dos medicamentos e até contra os mesmos, temos o exemplo da Cidália em Eu Também CONSEGUI! (C).
  • Outro exemplo de quem conseguiu «livrar-se» dos seus problemas dos quais não tinha plena stress2consciência (situação comum em várias pessoas naquela época) e que «minavam» a sua existência, temos o exemplo do JúlioEu Não Sou MALUCO! (E), que conseguiu ter uma vida completamente diferente daquela que algum dia poderia imaginar. Através duma quase BIBLIOTERAPIA (apontamentos policopiados), assistida pelo psicólogo durante cerca de 8 semanas à mesa de um velho café, conseguiu muito mais do que os seus intentos iniciais.
  • Para quem se quiser elucidar sobre os «perigos» dos diagnósticos e das consequências «desastrosas» que se podem provocar se não se tomar em conta todos os sintomas e a história pessoal bem elaborada e compreendida em relação ao ambiente circundante, a história do Joel→PSICOPATA! Eu? (G) pode ser muito convincente.
  • Falando em depressões, que são muito frequentes nas nossas sociedades «civilizadas» e «industrializadas», os exemplos da Isilda e da «nova paciente»→COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO (H) pode ajudar a evitar o mal ou a reduzi-lo em tempo oportuno, compreendendo ao psicoterapia2seu mecanismo, para possibilidades de prevenção.
  • PSICOTERAPIAS BEM SUCEDIDAS – 3 «casos» (L) apresenta três casos em que a psicoterapia foi feita de maneira diversa:

− com muita rapidez, apesar do descrédito total inicial, devido a tratamentos infrutíferos realizados anteriormente;
− em termos «normais», mas com alguma colaboração da paciente;
− de forma disfarçada, por causa dos preconceitos vulgarmente existentes em muitas mentes.

  • Para não haver sofrimento com dificuldades de tratamento muito tardio, falta de conhecimentos e de colaboração do paciente ou obstáculos e ideias preconcebidas, com comportamentos indevidos e prejudiciais da família, PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS (M) apresenta 4 casos em que isso aconteceu devido à enurese não tratada durante mais do que uma década, desentendimento entre os pais, ideias preconceituosas sobre os medicamentos psiquiátricos e outras, aparentemente «caritativas» Humanismo2mas alienantes. Não foi, seguramente devido a falta de terapia, mas sim por causa da falta de colaboração dos próprios e das ideias absurdas, muito vulgares em ambientes pouco esclarecidos em relação à psicologia, que os «casos» não foram «resolvidos» por completo.
  • Quem tiver de enveredar por uma reeducação, pode socorrer-se do livro NEUROPSICOLOGIA na Reeducação e Reabilitação (I), como aconteceu com o Antunes (B) que, através desse meio, até conseguiu melhorar todo o relacionamento e equilíbrio psicológico familiar.
  • Por fim, um livro que não é essencial, mas que pode suplementar as diversas informações divulgadas em muitos outros, as respostas a perguntas, passadas e futuras, irão figurar em RESPOSTAS sobre PSICOLOGIA (O).Marketing2

Depois destas considerações e esclarecimentos que demoraram duas noites em que gastei a exorbitância de 5 minutos de cada vez para entrar em imaginação orientada, a qual vai continuando durante o dia, parece despropositado não investir na prevenção ou preferir enveredar por uma psicoterapia que não tenha a finalidade de resolver o problema, mas apenas adiar ou minimizar «os estragos».

Quando alguém me disse que tudo isto deveria ser publicitado, lembrei-me das campanhas «agressivas» e quase «ciganas» que se fazem, em abundância, relacionadas com telemóveis, aparelhos auditivos, rastreios «gratuitos», «ofertas» de prémios e muita coisa mais, até com actores em voga no momento→Publicidade ou Informação / Divulgação?                                                                  Infelizmente, consumimos desenfreadamente tudo aquilo que essas publicidades bem feitas, com muita arte e tecnologia, nos vão impingindo e que até nos podem ser prejudiciais, sem querermos procurar aquilo que, de facto nos faz falta, é útil e nos pode beneficiar, incluindo a saúde mental.
Como só me interessa servir as pessoas que podem disso necessitar, divulgando a informação e sem enveredar por acções «caritativas», esta a ideia, que tinha em mente há muito tempo, já foi transmitida à Área de Saúde Mental da Câmara Municipal de Sintra, em Abril deste ano (2014) para que os autarcas não se Falhas2lembrem dos cidadãos só para lhes fazerem «promessas» e angariar votos no momento das eleições.
Entretanto, como medida de precaução, julgo que o melhor é cada pessoa que necessitar destes serviços, «se mexa» para «exigir» aquilo a que tem direito, pelo menos na área da saúde mental. As sessões de informação, esclarecimento e discussão das ideias apresentadas e lidas em diversos livros, pode ser muito importante e forma de «introdução» para uma área que nos interessa até como «educação» ou formação da personalidade de futuras gerações, numa cultura de excelência.

Da minha parte, continuando a manter os dois blogs aqui mencionados, para dar apoio ou esclarecer quem disso necessitar, vou continuando a actualizar os livros até ao momento de os publicar, se houver apetência e oportunidade para isso.

Por isso, fico à espera de inscrições, com o envio do endereço dos interessados, para o e-mail <mariodenoronha@gmail.com>
https://www.facebook.com/notes/centro-de-psicologia-cl%C3%ADnica/psicologia-para-todos-curso/258426207639489

Consultou os links mencionados neste post?

Em divulgação…Arvore-B30

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

BIBLIOTERAPIA – 4

Evidência do resultado de Ler Bons Livros por Receita

Existem provas concludentes de que a leitura de livros de autoajuda pode ajudar pessoas com dificuldades vulgares de distúrbios mentais, tais como ansiedade e depressão, podendo ser combinada com outras Auterapia-B30formas de tratamento.
Existem estudos de casos que demonstram o impacto dos livros na prescrição ou «receita individual».
Ler bem Reading Well livros sob receita ou aqueles que ajudam a melhorar o humor, tem em conta as seguintes directrizes.

Directrizes do Instituto Nacional para os Cuidados e Excelência

O National Institute for Care and Excellence (NICE) recomenda a efectivação de autoajuda com base na Terapia Cognitivo-Comportamental nas seguintes áreas:

  • Distúrbios mentais vulgares: Ver CG123 (2011)
  • Cuidados paliativos para pessoas com distúrbios mentais vulgares. Ver CMG41 (2012) (guia de implementação para CG123)
  • Depressão. Ver CG90 (2009)
  • Distúrbio de ansiedade generalizada e episódios de pânico (com ou sem agorafobia) em adultos. VerAcredita-B CG113 (2011)
  • Ansiedade: guia de autoajuda (instrumento para implementar CG113, refere-se a livros sob prescrição como um recurso credível de autoajuda). Ver CG113 (2011)
  • Distúrbios alimentares. Ver CG9 (2004)
  • Fadiga crónica com síndroma de mialgia/encefalomielite. Ver CG53 (2007)
  • Distúrbio obsessivo-compulsivo (OCD) e distúrbio de dismorfia corporal (BDD). Ver CG31 (2005)
  • Guia para distúrbio de aproximação de ansiedade social, desde Maio de 2013.

Consultar o NICE para ver os factos que apoiam as linhas de orientação publicadas.

Existem também no IAPT website os tratamentos indicados para Depressão e Ansiedade.

Selecção de estudos relevantes de autoajuda.

As evidências indicam que as obras de autoajuda, sob orientação, são mais eficientes do que a autoajudaImagina-B não orientada. Embora seja necessária mais investigação para a inclusão de mais livros na autoajuda, as investigações demonstram que a ideia de autoajuda não orientada é eficiente.
Embora o apoio e a orientação aumentem a eficácia da autoajuda, só os livros de autoajuda podem ser eficazes. São uma forma económica de prestar informação, sendo uma técnica utilizada pelos profissionais, que pode passar a ser um trampolim para o futuro apoio profissional.

▪ ‘A Meta-Analysis of Bibliotherapy Studies’, Marrs, R.W, Concordia University,Journal of Community Psychology, Vol 23, no 6, (1995)
Resumo: A quantidade do contacto do terapeuta durante a biblioterapia, parece não se relacionar com a eficácia, mas existem indícios de que certo tipo de problemas (perda de peso e redução de ansiedade) obtiveram melhor resultado com o aumento do contacto do terapeuta. Foi recomendada mais investigação, Joana-Bespecialmente em relação aos livros adquiridos vulgarmente e à analise da personalidade e aptidão para a leitura.

▪ ‘Efficacy, Cost-Effectiveness and Acceptability of Self-Help Interventions for Anxiety Disorders: Systematic Review’, Lewis, C., Peace, J. and Bisson, J. Cardiff University, British Journal of Psychiatry Vol 200, pp15-21, (2012)
Resumo: A autoajuda para distúrbios psiquiátricos representa uma alternativa popular para as terapias psicológicas administradas pelo terapeuta, proporcionando um tratamento mais económico. Os resultados de meta-análises generalizadas, comparando a autoajuda com as listas de espera, apresentaram uma vantagem de 0.84 a favor da autoajuda. A comparação da autoajuda com tratamentos administrados pelo terapeuta, apresentou uma diferença favorável para os últimos, atingindo a vantagem de 0,43. As intervenções de autoajuda parecem ser uma forma eficaz de tratamento de indivíduos com distúrbios de pânico social.

‘Guided and Unguided Self-Help for Social Anxiety Disorder: Randomised Control Trial’, Furmark, T. et Psicologia-Bal, The British Journal of Psychiatry, Vol 195, pp. 440-447 (2009)
Resumo: A autoajuda não orientada através da biblioterapia pode ocasionar melhoras em indivíduos com distúrbios de ansiedade social.

 ‘Guided and Unguided Self-Help for Binge Eating’, Loeb, K.L., Terence Wilson,G., Gilbert, J.S., Labouvie, E. in Behaviour Research and Therapy, Vol 38, Issue 3,pp. 259-272 (March 2000)
Resumo: Este estudo compara a eficácia da utilização, orientada ou não pelo terapeuta, do manual de autoajuda cognitivo-comportamental em casos alimentação compulsiva (Fairburn, C.G. (1995) ‘Overcoming Binge Eating’). Os resultados indicam que as duas condições apresentam formas viáveis de tratamento de alimentação compulsiva, ou da sua redução e dos sintomas associados.

 ▪ ‘Self-help Interventions for Anxiety Disorder: An Overview’, Cuijpers, P.,Schuurmans, J., Current Interacção-B30Psychiatry Reports, 2007, vol 9, pp.284-290
Resumo: Não foram encontradas diferenças nos efeitos entre estudos que proporcionaram apoio profissional ou paraprofessional, em relação com autoajuda; o mesmo aconteceu nos estudos em que foi utilizado material escrito, comparado com estudos em que foram utilizados materias informatizados ou audio/vídeo.

‘Guided Self-Help Cognitive Behavioural Therapy for Depression in Primary Care: A Randomised Control Trial’, C. Williams, P Wilson, J Morrison, A McMahon, A. Walker, L Allen, A McConnachie, Y This trial compared Overcoming Depression: A Five Areas Approach book plus 3-4 short face to face support appointments with treatment as usual. The findings were that guided self-help is substantially more effective than treatment as usual. McNeill, L Tansey, PLOS One (January 2013)
Resumo: O acesso à terapia cognitivo-comportamental para depressões é limitado. Uma das soluções é utilizar os livros de autoajuda. Este livro foi comparado comOvercoming Depression: A Five Areas Approach book plus 3-4 short face to face support appointments with treatment as usual”. Os resultados Saude-Bindicaram que a autoajuda orientada é substancialmente mais eficaz do que o tratamento vulgar.

Impact of support on the effectiveness of written cognitive behavioural self-help: A systematic review and meta-analysis of randomised control trials, P Farrand, J Woodford, Clinical Psychology Review 33 (2013), pp. 182-5.
Resumo: A conclusão principal deste estudo é haver necessidade de maior investigação direccionada para o exame das relações, tipos e modalidades do apoio ao tratamento cognitivo comportamental (TCC) e eficácia da autoajuda. Em relação à implementação, vale a pena um apoio acautelado de intervenções escritas de autoajuda (TCC) na orientação dos serviços de saúde mental.

▪ ‘Self-Help Treatment of Chronic Fatigue in the Community: A Randomised Control Trial’, T Chalder, P. Wallace, S Wessely, British Journal of Health Psychology, vol 2, pp. 189-197 (1997)
Resumo: A entrega de um livro de autoajuda e a informação específica no decurso duma consulta com uma Consegui-Benfermeira investigadora, foi mais eficaz do que um não tratamento, para diminuir a fadiga numa desorientação psicológica. Os médicos de clínica geral devem ser encorajados a utilizar literatura no atendimento de pacientes com fadiga crónica.

 Cognitive Behaviour Therapy for Low Self-Esteem: A Preliminary Randomised Control Trial in a Primary Care Setting, P. Waite, F McManus, R. Shafran, Journal of Behaviour Therapy and Experimental Psychiatry, vol 43, issue 4, pp. 1049-1057 (2012)
Resumo: Este artigo apresenta uma tentativa de controlo aleatório de terapia cognitivo-comportamental para baixa autoestima utilizando o conceito conceptualização e de tratamento de transdiagnóstico de Melanie Fennell para casos de baixa autoestima. Descobertas preliminares sugerem que uma TCC bem orientada e curta, pode ser eficaz no tratamento de baixa autoestima e sintomas associados num grupo clinicamente representativo de indivíduos com distúrbios diversos e co-mórbidos.

Modelo de livros sob prescrição (por receita)

Existe evidência de que a ideia de que o conceito de Livros por Receita (prescrição) é um método eficaz de Maluco2proporcionar leitura de autoajuda.

▪ “Bibliotherapy as a Means of Delivering Psychological Therapy”, Neil Frude,Clinical Psychology, vol 39, pp. 8-10 (2004)
Resumo: Existe evidência de que a utilização de biblioterapia, utilizando livros de alta qualidade, englobada nos Livros por Receita, é eficaz. O resultado de diversos estudos demonstrou efeitos terapêuticos que foram bastante económicos.

▪ “An Evaluation of Books on Prescription Wales”, All Wales Alliance (2006)
Resumo: Nos primeiros nove meses da modalidade de Livros Galeses por Receita (Welsh Books on Prescription) foram requisitadas 15,326 obras em 15 Bibliotecas. Os títulos solicitados mais frequentemente, relacionaram-se com o tratamento da depressão. A avaliação identificou a necessidade de maior padronização da área de apresentação de dados, necessidade de aumentar o conhecimento deste Psicopata-Bmodelo entre os potenciais utentes e investigação para avaliar melhor o seu impacto.

▪ ‘Evidence Review of BOP and Creative Bibliotherapy Projects in Libraries’,Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing, D Chamberlain, vol 15 (2008)
Resumo: Esta revisão sistemática apresenta a evidência que apoia a utilização da biblioterapia no tratamento de distúrbios mentais, especificamente, a ansiedade e a depressão, com total participação das pessoas.
Esta recensão analisa o modelo local de BOP (Livros por receita) e sugere que as intervenções foram económicas, obtiveram uma resposta positiva dos pacientes, melhoraram a autogestão e redundaram num melhor relacionamento paciente – médico. Identificou o impacto do paciente como a lacuna principal na evidência base e necessidade de melhor avaliação.

Leitura criativa

 Ler novelas e poesia pode reduzir a tensão e melhorar o humor.

‘Galaxy Commissioned Stress Research’, Mindlab International, Sussex University (2009)
Resumo: Comparando com outras formas de relaxamento, a leitura demonstrou ser 68% melhor na redução dos níveis de tensão «stress» do que a música, 100% mais eficaz do que beber uma chávena de chá, Depressão-B300% melhor do que ir dar um passeio e 700% melhor do que jogos no vídeo. A leitura de apenas 6 minutos é suficiente para reduzir o nível de «stress» em 60%, baixando o batimento cardíaco, descongestionando a tensão muscular e alterando o estado de espírito.

 ▪ ‘The Future of Reading: A Public Value Project’, Arts Council England (2009)
Resumo: As pessoas compreendem que a leitura traz benefícios – atribuem-lhe valor. Proporciona relaxamento, estimulação, conhecimento e autodesenvolvimento, novas perspectivas para a vida e inspiração. As bibliotecas são um local chave para as fontes de leitura, embora alguns leitores tenham uma imagem desfocada dum serviço de leitura duma biblioteca moderna.

▪ ‘Short- and Long-Term Effects of a Novel on Connectivity in the Brain’, Gregory S. Berns, Kristina Blaine, Michael J. Prietula and Brandon E. Pye, Brain Connectivity, V3, N6, 2013
Resumo: Esta investigação tenta descobrir se e leitura de novelas e romances ocasiona mudanças Psi-Bem-Csignificativas, sua ligação ao estado de repouso do cérebro e a duração da sua persistência. Nos dias depois da leitura, verificou-se um aumento centrado nas conexões neoronais e na circunvolução esquerda angular/supramarginal e na circunvolução posterior temporal direita.
Estas conexões correspondem às regiões previamente associadas com a conversa racional, com compreensão de histórias; as mudanças apresentaram o desaparecimento num lapso de tempo rápido depois do fim da novela ou romance. As alterações a longo prazo na ligação verificaram-se no córtex somatosensorial bilateral, sugerindo ser o mecanismo potencial de “semântica incorporada”.

▪ ‘Reading Literary Fiction Improves Theory of Mind’, David Cromer Kidd, Emmanuelle Castano, Science, 18 Oct 2013, v 342, N 6156, pp 377-380
Resumo: Compreender o estado mental do outro é uma tarefa crucial que proporciona as relações sociais complexas que caracterizam a sociedade humana. Esta capacidade denomina-se Teoria da Mente (Theory Dificeis-Bof Mind). O resultado de cinco experiências demonstram que ler ficção literária melhora a Teoria da Mente. Sob um ponto de vista mais lato, sugerem que a Teoria da Mente pode ser influenciada pelos trabalhos artísticos.

Grupos de Leitura
A actividade de leitura social pode proporcionar bem-estar, combater o isolamento e agregar as pessoas em comunidades apoiantes.

▪ ‘Reading Groups in Libraries, Mapping Survey Findings’, The Reading Agency, 2008
Resumo: As bibliotecas públicas apoiam uma vasta gama de grupos de leitura e tem ocasionado um grande aumento na participação nos últimos anos.
Julga-se que cerca de 20.000 bibliotecas juntaram grupos de leitura servindo uma vasta gama de comunidades, interesses e capacidades.

▪ ‘Reading Groups and Public Libraries Research’, The Reading Agency / BML,2002
Resumo: Mais de 60% das pessoas sondadas, disseram que estar num grupo de leitura ajudou-os a obter
Neuropsicologia-B2mais da leitura e proporcionou uma oportunidade de verdadeiro entretenimento.
Uma parte significativa de membros de grupos de leitura beneficiou em aspectos sociais e de aprendizagem de ler em grupo, oportunidade de relaxar e aumentar a confiança.

A National Public Library Development Programme for Reading Groups, The Reading Agency, 2004
Resumo: Ser membro de um grupo, apoia a aprendizagem, proporciona oportunidades de relaxação e entretenimento, desenvolve a confiança individual e autoestima, cria um sentimento de pertença e de inclusão, promove uma sensação de bem-estar e pode proporcionar um sentido de vida em circunstâncias difíceis.

‘Reading Between the Lines: The Experiences of Taking Part in Community Reading Project’, S Hodge, J Robinson, P Davis, Medical Humanities, vol 33, pp. 100-104 (2007)
Resumo: As descobertas mostram que os grupos de leitura não têm um alvo terapêutico específico, sendo oConportamento Organizações Blogue seu objectivo principal largamente literário, utilizando a leitura com finalidade de convivência social e oferta de benefícios terapêuticos individuais mas não específicos.

▪ ‘An Investigation into the Therapeutic Benefits of Reading in Relation to Depression and Well-Being’, J Billington, C Dowrick, A Hamer, J Robinson, C Williams, Liverpool Health Inequalities Institute (2010)
Resumo: Danos clínicos indicam uma melhoria significativa na saúde mental de pacientes deprimidos, num período de 12 meses que frequentaram «Get Into Reading Groups». Os resultados oferecem uma base preliminar acerca da eficácia da intervenção humana psicosocial e não dispendiosa e que servirá para o desenvolvimento e planeamento da intervenção, assim como para as escolhas relacionadas com as medidas de resultados no desenho dum futuro instrumento de controlo aleatório.
Valor das Bibliotecas na Saúde e no bem-estar.

As Bibliotecas públicas têm um papel importante na saúde e bem-estar das comunidades locais.
Audit of Bibliotherapy/Books on Prescription Practice in England, D.Hicks, 2004
Resumo: Os resultados deste projecto de avaliação, identifica que a biblioterapia está representada num Respostas-B30espectro vasto e diversificado de actividades polarizadas à volta duma prática de biblioteca baseada numa literatura imaginativa e instrumentos de leitura bem desenvolvidos e leitura de autoajuda proporcionada por «livros por receita» e modelos de colecções de autoajuda. Esta avaliação proporciona indicações do valor de uma abordagem mais conjuntural, combinando a melhor prática criativa com abordagens de autoajuda.

Public Library Activity in the Areas of Health and Well-Being, D. Hicks,C.Creaser et al, MLA, 2010
Resumo: A investigação identifica uma vasta gama de actividades de saúde e bem-estar nas bibliotecas e em alguns serviços que prestam benefícios de saúde e bem-estar, isto é, empréstimos ao domicílio, serviços para os invisuais e actividades criativas tais como grupos de leitura que não fazem  parte automática da Biblioteca. Existe necessidade duma oferta clara de saúde e bem-estar numa biblioteca, em combinação com as políticas locais e nacionais de saúde.

 ▪ ‘The Public Library as Therapeutic Landscape: A Qualitative Study’, Liz Brewster, Health and Place 26 (2014) 94-99
Resumo: Este artigo contém os dados dum estudo de qualidade efectuado em pessoas com problemas de DIA-A-DIA-Csaúde mental, destinado e delinear o papel da biblioteca num panorama terapêutico. Apresenta a biblioteca pública como um espaço que é simultaneamente familiar e acolhedor, confortável, calmante e fortalecedor.

The Public Library Health Offer, The Reading Agency and The Society of Chief Librarians.

The public library health and well-being offer from The Reading Agency
Resumo: Esta investigação identifica uma vasta gama de actividades de saúde e bem-estar em bibliotecas, e em alguns serviços que prestam benefícios de saúde e bem-estar, isto é, empréstimo de livros ao domicílio, serviços para os invisuais e actividades criativas tais como grupos de leitura que não fazem parte automática da Biblioteca. Existe necessidade duma oferta clara de saúde e bem-estar numa biblioteca, em combinação com as políticas locais e nacionais de saúde.
Apoio para leitura de Livros por Receita

“Estou encantado por ficar envolvido neste excitante projecto que proporciona ajuda a milhões de pessoas que sofrem de ansiedade e depressão.

“Tenho a certeza de que o Médico de Clínica Geral e outros profissionais irão valorizar Reading Well Arvore-B30Books on Prescription scheme. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser um tratamento de conversa altamente eficaz para pessoas com os vulgares problemas de disfunção mental. A lista fundamental de 30 livros de autoajuda baseados na TCC, devem ser uma ajuda muito grande para os tratamentos vulgarmente disponíveis. Não se destina a substituir os cuidados existentes,  mas proporciona um guia e um valor acrescentado.

“As abordagens de autoajuda descritos, estão englobados nas orientações do Serviço Nacional de Saúde e Excelência Clínica (National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE). As evidências crescem para indicar que podem, de facto, fazer a diferença.”
Paul Blenkiron
Consultor em Adult Psychiatry, em York, com interesse especial na Terapia Cognitivo-Comportamental – CBT and NICE Fellow

Traduzido á pressa. Para quem é mais «cusco» fica o link em baixo.

http://readingagency.org.uk/adults/impact/research/reading-well-books-on-prescription-scheme-Biblioevidence-base.html

Este post vai ser brevemente complementado com BIBLIOTERAPIA – 5, para informar aquilo que temos entre mãos. As capas dos nossos livros figuram aqui, e podem ser lidos à vontade, sem haver necessidade de consulta prévia que, em muitos casos pode ser substituída por «conversas» com muitas pessoas. (B/109). Ver também os posts Biblioterapia (8 jul 14), Biblioterapia – 2 (14 set 14) e  Biblioterapia – 3 (22 set 14)

Consultou os links mencionados neste post?

Em divulgação…

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Ver também o post 

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSO de cada livro editado em post  ndividual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS  para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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